Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Libertè, pero no mucho!

Amigos e amigas.
Uma das maiores raridades na sociedade humana é a verdadeira liberdade (ir e vir, ser e estar, de expressão, de opinião,...). É a coisa mais vigiada, reprimida, contestada e escamoteada que existe.

No entanto, é a maior bandeira da democracia, esse regime de governo que mereceria ser melhor denominado de "Democratura".

Essa pseudo-liberdade dá margem para um artigo inteiro, mas resumo sua falsidade no manifesto abaixo (já publicado por muitos, mas que merece sempre ser revisitado), assinado por 19 historiadores, exigindo liberdade de pesquisa e opinião. Tudo muito lindo, mas a 'cereja do bolo' ficou para o final. Vejam só.
FAB29

Assinado: o Grande Irmão!
Declaração/manifesto de historiadores 
(Liberté pour L'Histoire) 
Paris: 12/12/2005.
“Consternados pelas intervenções políticas cada vez mais freqüentes na análise de acontecimentos passados e surpreendidos com as ações judiciais contra historiadores, pesquisadores e autores, queremos relembrar os seguintes princípios:

1.   A História não é uma religião. O historiador não aceita dogmas, não respeita proibições, não conhece tabus. Ele pode chocar.
2.   A História não é uma instância moral. A missão do historiador não é elogiar, nem condenar; ele explica.
3.   A História não é escrava do espírito da época. O historiador não sobrepõe o passado aos conceitos ideológicos do presente e não insere nenhuma sensibilidade atual nos acontecimentos do passado.
4.   A História não pode assegurar a tarefa da memória. Ao desempenhar o seu trabalho de pesquisa, o historiador reúne as recordações das pessoas, compara-as e confronta-as com documentos, objetos e vestígios, e determina os fatos. A História toma em consideração as recordações, mas não se limita a elas.
5.   A História não pode ser objeto da Justiça. Num Estado livre, não cabe ao Parlamento, nem à Justiça, determinar a verdade histórica.
6.   A política do Estado, por mais que esteja animada com a melhor das intenções, não é a política da História.

A violação destes princípios por certos artigos de sucessivas leis -as de 13 de julho de 1990; de 29 de janeiro de 2001; de 21 de maio de 2001; de 23 de fevereiro de 2005 - têm restringido a liberdade do historiador que, sob pena de sanções, tem o seu trabalho limitado.

Exigimos a abolição desses artigos da lei que são indignos de um regime democrático.”

Tudo perfeito, maravilhoso! Mas, daí, em 04 de fevereiro de 2006,...:

"A propósito disto, ela (l'association liberté pour l'histoire) tem a dizer firmemente que tomará todos os cuidados para evitar as armadilhas daqueles que, desvirtuando a História, neguem a realidade da Shoah (holocausto)."

TAVA INDO TÃO BEM!... Vejam um pouco mais AQUI.

6 comentários:

  1. Tava indo bem demais para ser verdade! Escorregou de repente...ARGHHHHHH

    Boas!

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    1. Complementam perfeitamente esta outra declaração:

      http://fab29-palavralivre.blogspot.com.br/2015/04/frase-para-os-anais.html

      Abraço.

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  2. Excelente artigo!

    Sempre é fundamental lembrar tal situação de inquisição moderna!

    Abraço

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    1. Tanto este post quanto o do link do meu comentário acima são a síntese do descaramento, da desfaçatez e do patético que se tornaram os "istoriadores" que não honram sua profissão.

      Abraço.

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  3. Grande FAB,
    Essa foto disse tudo, e o povo "sábio" e igual acredita que são uma borra só em tudo, até nas fraternais maçonarias e libertinagens anais!

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    1. É dito que "Quando muitas pessoas pensam igual é porque ninguém está pensando".
      Pensamento único é a morte da humanidade.

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