Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


sexta-feira, 19 de junho de 2015

Autodeterminação

Amigos e amigas.
Evidentemente que nenhum político é santo, ingênuo, nem impoluto. Mas a campanha da plutocracia global contra a Dilma (especialmente via PETROBRÁS) só surte efeito na oligofrenia, na alienação e no comodismo das massas. Não quero aqui discutir detalhes sórdidos ou inspiradores dela e nem de ninguém; apenas mostrar que as ações dessa mulher precisam ser vistas com olhos mais atentos, longe da podre grande mídia vendida ao capital dominante.

Sua maior ação, oculta por essa mídia, é com os parceiros do Brasil no BRICS, ação esta que está para homologar a criação de um super banco independente do FMI e do Banco Mundial. Essa ousadia está fazendo os usurários do mundo roerem os dedos e lucubrarem mil esquemas (inclusive todo o tipo de guerras) contra esses recalcitrantes. A guerra financeira global se aproxima. Esteja atento ao rumo da História.
FAB29
Vai virar uma "Corrida Maluca".
Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial (então, Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) foram ferramentas importantíssimas na implantação do domínio econômico da potência vencedora - os EUA - sobre a face da Terra e o nascedouro do padrão-dólar nas relações cambiais, dando um indescritível poder a quem o emitia, pois passou não apenas a ser a referência de valor das moedas como, cruelmente, passou a ser mundialmente entesourado, permitindo a emissão de moeda sem o efeito inflacionário que isso traz: a moeda que não circula não  gera inflação, óbvio.

A Europa, em frangalhos, pendurou-se na hegemonia norte-americana e - ao contrário do que ocorreria na política, meses depois, na Conferência de Yalta - o mundo tornou-se unipolar economicamente. A tentativa europeia de escapar dela, primeiro através do Mercado Comum Europeu e, depois, pela unificação monetária no Euro, levou 50 anos e deu uma sobrevida à decadente economia do Velho Continente que, se não podia mais projetar-se globalmente, como na primeira metade do século 20, ao menos conseguiu - aos trancos e barrancos e cada vez mais sob a batuta alemã - preservar a capacidade de, internamente, funcionar como bloco, ao menos até que as crises da dívida pública dos seus membros abrisse rachaduras, como a da Grécia, Espanha e Itália que lutam para se remendar por lá.

Primeiro discretamente, ao longo dos anos 80 e da primeira metade dos 90; depois, de 1995 em diante, a China sai de um papel nulo na economia global para tornar-se, no século 21, uma grande locomotiva da economia mundial, praticando um misto de grande liberalismo na atração de capitais e seletivo protecionismo no seu desenvolvimento industrial, que a tornou o grande 'player' do comércio mundial. E é obvio que, com a formação de capital próprio abundante, queira um papel menos dependente e mais isolado na atividade econômica do mundo.

Nesta década, ela assumiu abertamente que quer fazê-lo através de um processo de cooperação muito mais comercial que financeiro, ao contrário dos EUA, que sempre pretenderam o controle das economias internas dos países, quando não dos próprios países.
Deu dois passos gigantes, mas pacientes e sem manifestações de exclusivismo, até agora.

O primeiro, com a formação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura - aberto ao mundo todo, mas, como o nome indica, voltado para sua afirmação geopolítica no continente e cujas possibilidades, mesmo com os muxoxos públicos dos JUDEUS SIONISTAS DOS EUA, não impediu que a Europa - Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Espanha - e a Austrália aderissem à iniciativa, pelo potencial que tem para todo o mundo, inclusive ao Brasil.

O segundo, em escala global, sinalizando que quer parcerias duradouras com líderes continentais (no caso da Índia, subcontinentais) de todo o planeta, hoje em processo de afirmação econômica. E que, somados, como relembra a nota do Ministério da Fazenda, hoje, "representa 42% da população mundial, 26% da superfície terrestre e 27% da economia global".

O Banco dos Brics, ou Novo Banco de Desenvolvimento (NBD - seu nome oficial), é isso, mais do que a capacidade de investimento no curto prazo, e a prova mais convincente é a divisão igualitária da governança da nova instituição.

É o recado mais direto que se podia dar aos JUDEUS SIONISTAS DOS EUA, que resistem teimosamente a mudar as regras de participação e influência no FMI, cuja função de prover estabilidade monetária se confundiu com a de ser uma espécie de "polícia econômica" mundial, como os brasileiros acima dos 40 anos sabem que foi, para muitos e para nós.

É por isso que seu anúncio veio casado - aí, sim, a hegemonia chinesa, que  tem imensas reservas cambiais e é o maior credor do Tesouro Americano -  com a criação de um mega-colchão monetário (US$ 100 bilhões), um fundo autogerido de reservas monetárias e cambiais para conter eventuais pressões cambiais dos países do BRICS e que, ao contrário do NBD, não exigirá aportes financeiros, mas a virtual disponibilização mútua das reservas, em caso de ataques contra as moedas dos cinco integrantes.

Resultado de imagem para sétima cúpula do Brics na cidade russa de Ufá
BRICS em Fortaleza - 2014
Na véspera da sétima cúpula do Brics na cidade russa de Ufá, que será realizada entre 9 e 10 de julho, a Rússia prepara um documento econômico muito importante, que determinará o futuro do grupo.

De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, um dos documentos fundamentais para a parceria estratégica e econômica no âmbito da cúpula do Brics está quase preparado.


Nunca tivemos dúvidas de que o foco do Brics está nas questões econômicas e, por isso, quando começou o trabalho preparatório para a presidência russa do grupo é claro que discutimos o tema da contribuição que a presidência russa pode proporcionar ao grupo. Já iniciamos o desenvolvimento da estratégia de parceria econômica e o documento está quase pronto”, disse Ryabkov.


Uma série de países mostra interesse na nova estrutura, principalmente os países da Ásia, América Latina e África. […] O interesse dos parceiros ultrapassa as previsões durante a criação do banco, o que é muito bom e só pode ser saudado. Mas quero dizer que, inicialmente, o banco foi concebido como uma organização que primeiramente tratará de projetos de infraestrutura e de outros projetos no território dos países que participam no grupo. Este não é um instrumento, pelo menos agora e no futuro próximo, para resolver questões fora do Brics, mas em um futuro mais longínquo, isso não pode ser excluído.