Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Miscigenação e pureza genética

Amigos e amigas.


Em sua maioria.
Afirmar que este país grandemente miscigenado, globalizado e ‘multiculturalizado’ é livre e nessas características residem suas força e pujança, afirmando, em contrapartida, que pureza racial é sinônimo de racismo ou coisa pior é, no mínimo, uma total imbecilidade! Observem cada ser vivo da Terra. Quanta miscigenação existe entre os animais (insetos, pássaros, mamíferos, répteis, etc)? Cada tipo de aranha só copula com um semelhante. O mesmo vale para cada espécie de formiga, minhoca, lagartixa, colibri, sapo, mangusto,... A pureza genética se mantém e nem por isso, existe fraqueza ou qualquer outra degradação entre eles. Muito pelo contrário! A Mãe-Natureza prima por isso!

A miscigenação humana pode trazer coisas boas (maior imunidade, mais força, maior longevidade) ou coisas ruins (incompatibilidade sanguínea, defeitos estruturais e/ou orgânicos, doenças genéticas). É muito aleatório. Ser radical ao afirmar uma coisa ou outra é típico de pessoas malsãs (mental, moral e espiritual). Existe, de fato, uma espécie: a humana. As variações nas tonalidades de pele (as sub-espécies ou raças) são importantes e interessantes para marcar a identidade de um povo, em nada impedindo aqueles que desejem se misturar.

Tanto quanto nunca se deve execrar aqueles que não queiram se misturar. Cada ‘tonalidade’ tem absoluto direito de manter sua identidade ancestral, não sendo de maneira nenhuma obrigada a aceitar a incursão de qualquer um que seja em seu grupo ou povo (os judeus, por exemplo). Podem chamar de preconceito, racismo ou qualquer outra excrescência! O fato inatacável é que, se algum grupo ou povo preferir o isolamento genético (como a Mãe-Natureza faz instintivamente com seus filhos), ou cultural, ou religioso, ou geográfico, etc, é totalmente lícito. Vejam estes dois exemplos de orgulho negro...



...e de orgulho branco.


Vocês veem racismo neles? Ou vão dizer que só um deles tem? Afirmo sem nenhuma dúvida que "ambos os dois conjuntamente" têm seus adeptos que merecem respeito e têm sua razão e direito de ser e estar. Somente aqueles que desejam fomentar a discórdia, o mal estar, a desunião, o rancor e tudo aquilo que corrói a humanidade no que ela tem de melhor (sua idiossincrasia) é que tacham e estigmatizam aqueles que desejam a distinção entre os povos (tentando manter ao máximo a pureza genética de seus ancestrais) de todo tipo de adjetivos pejorativos, fazendo uma campanha sórdida, hipócrita e inescrupulosa contra eles.

É óbvio que, com a miscigenação, vêm as misturas de culturas, tradições, religiosidades e costumes de cada povo. Você já parou para pensar a imensidão que é isto? Assemelharia-se timidamente a você pegar tudo o que tem num imenso self-service e colocar num caldeirão. Certo que dei um paralelo extremo, mas vejam estes exemplos: um baiano adepto do candomblé com uma polonesa protestante; um cigano com uma chinesa ateia; um judeu ortodoxo com uma japonesa xintoísta; um árabe com uma índia. Os filhos de cada casal seriam criados sob ideais, ideias e culturas bem díspares, necessitando de muita compreensão dos dois lados para não haver desarmonia.

Mas creio que a maior questão seria a comunidade em que cada casal estivesse inserido. As influências do ambiente na formação de alguém são cruciais. Se a criança não cresce num ambiente unificado e harmonioso em todos os sentidos, o risco dela sofrer muitas agruras, se desajustar e se perder nos vagalhões que nos assolam a todo momento é enorme. Numa comunidade, cidade ou país, unificados numa cultura, religiosidade e costumes, o desenvolvimento, progresso e harmonia entre seus habitantes têm totais condições de acontecer.
Convivência pacífica sempre, mas nunca a imposição.
Mas existe uma ‘patrulha ideológica’ mundial que transforma qualquer ato politicamente incorreto (sob o prisma DELA) em crime moral, passível de execração pública. No Brasil, país de rebanho vacum, mas, principalmente, cordeiros, isso não acontece tanto, visto que a extrema capacidade que este povo tem de ser passivo e comodista, priorizando as maiores superfluidades (futebol, novela, carnaval, shopping center,...) no lugar de brigar por saúde, educação, moradia, justiça, etc, é digna de asco e piedade (no pior sentido) e o faz obediente e alegremente conformado. Um bom exemplo foi quando o goleiro Rogério Ceni comentou mais ou menos isto de uma atitude rascante, opressiva e agressiva da torcida são-paulina, exigindo “raça, dedicação e amor à camisa”: Se o povo brasileiro exigisse de seus políticos metade do que exige dos jogadores, este país seria muito melhor. Mas para tanto, é preciso cultura, tradição e conhecimentos sólidos.

Sempre se culpa a escravidão e as desigualdades sociais pela grande defasagem cognitiva, intelectual e evolutiva entre as ‘tonalidades’ branca e amarela frente às negra e vermelha. O próprio ENEM, de 2012, apontou essa defasagem. Apesar da escravidão ser real até hoje e execrável, tenho que discordar. Pense: na pré-história, tudo era nivelado por baixo (ignorância total, tecnologia zero) e eu sempre me perguntei: Por que será que as ‘tonalidades’ branca e amarela evoluíram tanto a mais que as outras, sendo as responsáveis por quase a totalidade da tecnologia que move o progresso do mundo? Os negros e vermelhos que nunca tiveram contato com brancos ou amarelos (portanto, não foram escravizados) continuam praticamente iguais aos seus ancestrais, sobrevivendo toscamente em regimes tribais, alheios a tecnologias e progressos científicos em qualquer área (engenharia, medicina, higiene,...).

Não estou afirmando que eles são inferiores. É só uma óbvia constatação do alheamento deles às benesses da evolução e do progresso. Se lhes derem as mesmas condições para evoluírem, podem atingir níveis elevados como qualquer outro. Se há essa defasagem atestada por muitos estudos, pesquisas e testes, ela deve servir como motivação para lutar e melhorar sempre. Nunca para "esmolar" compreensão, vantagens ou piedade (cotas raciais, p. ex.). Isto é totalmente indigno!

Tudo o que escrevi, não duvidem, é uma apologia à liberdade. Ninguém tem obrigação de ser o que os outros acham certo; de fazer as coisas do jeito que os outros querem; de agir como a sociedade determina como certo. Basta estar consciente de que sua liberdade termina quando começa a do outro. Certamente encontraremos pessoas menos e mais capazes do que nós, dependendo do ponto de vista. Respeitar as idiossincrasias é um dever de todos: você quer se misturar? Vá em frente! Não quer? Tudo certo! Que todos sejam felizes, sem serem tachados de qualquer adjetivo deletério; sem se forçar a barra; sem rancores; sem maledicências morais, psicológicas ou espirituais.

Impossível, não é. Mas o "Divide et Impera" é a tônica dos Grandes Corruptores, do "Poder das Sombras". A verdadeira guerra por um mundo melhor é mental e espiritual. Para iniciá-la, exige-se o expurgo do comodismo e a introjeção do bem querer. Depende quase exclusivamente da sua vontade, disciplina e perseverança. Tente! Vale a pena! Pelo seu bem e o de todos aqueles que ama.

FAB29