Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


terça-feira, 12 de julho de 2016

Quanta diferença!...

Amigos e amigas.
Longe de mim querer mensurar as atitudes de pessoas, mas posso, como qualquer um, opinar sobre elas. Peço licença para falar rapidamente das atitudes de dois superatletas da NBA: Kobe Bryant e Tim Duncan. Ambos acabaram de se aposentar e deixaram um legado sensacional, inspirador, marcante para todos os apreciadores de belas biografias.

Kobe e seus cinco troféus
Porém, preciso analisar um pequeno detalhe de cada anúncio. O de Kobe foi feito por carta, em 29/11/2015, pouco antes do 22º compromisso dos Lakers. Até aquele momento, o time de Kobe já tinha a total certeza de que seria um mero figurante na temporada: o placar já mostrava 17 derrotas e 4 vitórias. O de Duncan foi feito ontem, 11/07/2016, pela diretoria da franquia, muito após o final da temporada em que todos (tristemente, me incluo) apostavam que também seria sua última. Mas no caso do San Antonio, de Duncan, quase todos tinham a certeza de que ele brigaria pelo título da NBA.

Voltando a Kobe: penso que, ao se certificar de que sua última temporada seria um fiasco, ele optou por antecipar o anúncio de sua retirada para, assim, poder suprimir um peso astronômico de suas costas e curtir suas últimas partidas pela liga. O que, de fato e merecidamente, ocorreu: a partir dali, cada partida do Lakers era um acontecimento muito disputado e sem nenhuma cobrança ao depauperado mito que se despedia. O compromisso de buscar a vitória para almejar uma pós-temporada e algo mais deixou de existir. Tudo muito compreensível e respeitável, mas tornou seu fim de carreira um tanto melancólico, a meu ver.

A Lenda, com um dos seus 5 troféus
Quanto a Duncan, mesmo com o peso dos quase 40 anos e incríveis dores nos joelhos, ele optou por permanecer silencioso e focado nas chances que ainda tinha de ser campeão e fechar magistralmente sua carreira. Foi sua pior temporada, com suas piores médias em todos os quesitos. Apesar de tudo (inclua-se os urubus midiáticos, loucos por qualquer brecha), nada o abalou e ele foi até o fim sem dar nenhuma idéia de que realmente pararia em 2016. E creio piamente que a saída do seu único técnico da carreira, Gregg Poppovich, para assumir a seleção nacional dos EUA foi a pá-de-cal na sua decisão de encerrar sua fulgurante carreira.

Sem contestar a dignidade de ninguém, mas preciso dizer que Tim Duncan deu uma aula dela! Sua sobriedade, seu foco, sua dedicação, sua aversão aos holofotes (exceto em quadra),... Cada gesto seu em relação à sua importância e relevância ao mundo esportivo, fosse durante sua ascensão quanto no momento de findá-la, foi emocionante, admirável, um exemplo irretocável de dignidade. Kobe não foi indigno em sua atitude, mas, repito, foi um fim sem o brilho que ele merecia.

Isto posto, agradeço a Deus por ter vivenciado essas duas maravilhas e que seus exemplos inspirem o máximo possível de pessoas em todos os níveis, profissões e situações. Evoé, Tim! Evoé, Kobe!
FAB29

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