Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Golpe político

Amigos e amigas.
Segue abaixo a reprodução integral de um artigo de Jânio de Freitas na Folha de São Paulo, no qual ele detona a hipocrisia do processo de impeachment contra a presidente Dilma.

É alentador ver as palavras de alguém de tamanha relevância demonstrar lucidez e coragem de expor tais iniquidades que grassam pela fossa brasilis. Os sublinhados e negritos são meus.
FAB29
Afastamento de Dilma é hipocrisia como jamais houve no Brasil
Quem não aceita ver golpe partidário na construção do impeachment de Dilma Rousseff pode ainda admitir, para não se oferecer a qualificações intelectual ou politicamente pejorativas, que o afastamento da presidente se faz em um estado de hipocrisia como jamais houve por aqui.
O golpe de 64 dizia-se “em defesa da democracia”, é verdade. Mas o cinismo da alegação não resistia à evidência dos tanques na rua, às perseguições e prisões nem aos crimes constitucionais (todos os militares do golpe haviam jurado fidelidade à Constituição que acabavam de trair: sem exceção, perjuros impunes).
Todos os golpes tentados ou consumados antes, incluída a Proclamação da República, tiveram na formação aquele mesmo roteiro, com diferença de graus. A força das armas desmoralizava a hipocrisia das palavras.
Os militares, hoje, não são mais que uma lembrança do que foi a maior força política do país ao longo de todo o século 20.
Ao passo em que a política afunda na degeneração progressiva, nos últimos 20 anos os militares evoluíram para a funcionalidade o mais civilizada possível no militarismo ocidental. A aliança de civis e militares no golpismo foi desfeita. A hipocrisia do lado civil não tem mais quem a encubra, ficou visível e indisfarçável.
Há apenas cinco dias, Michel Temer fez uma conceituação do impeachment de Dilma Rousseff.
A iludida elegância das suas mesóclises e outras rosquinhas faltou desta vez (ah, que delícia seria ouvir Temer e Gilmar Mendes no mesoclítico jantar que tiveram), mas valeu a espontaneidade traidora. Disse ele que o impeachment de Dilma Rousseff é uma questão “política, não de avaliação jurídica deles”, senadores.
Assim tem sido, de fato. Desde antes de instaurados na Câmara os procedimentos a respeito: a própria decisão de iniciá-los, devida à figura única de Eduardo Cunha, foi política, ainda que por impulso pessoal.
Todo o processo do impeachment é, portanto, farsante. Como está subentendido no que diz o principal conspirador e maior beneficiado com o afastamento de Dilma.
Porque só seria processo autêntico e legítimo o que se ocupasse de avaliação jurídica, a partir da Constituição, de fatos comprovados. Por isso mesmo refere-se a irregularidades, crimes, responsabilidade. E é conduzido pelo presidente, não de um partido ou de uma Casa do Congresso, mas do Supremo Tribunal Federal.
As 441 folhas do relatório do senador Antonio Anastasia não precisariam de mais de uma, com uma só palavra, para expor a sua conclusão política: culpada. O caráter político é que explica a inutilidade, para o senador aecista e seu calhamaço, das perícias técnicas e pareceres jurídicos (inclusive do Ministério Público) que desmentem as acusações usadas para o impeachment.
Do primeiro ato à conclusão de Anastasia, e até o final, o processo político de impeachment é uma grande encenação. Uma hipocrisia política de dimensões gigantescas, que mantém o Brasil em regressão descomunal, com perdas só recompostas, se o forem, em muito tempo – as econômicas, porque as humanas, jamais.
E ninguém pagará por isso. Muito ao contrário.

Apenas um adendo: neste link"Senadores do PSDB[osta] chegaram a dizer que o partido "deu a presidência a Temer" e, agora, ele precisa "dar um governo ao Brasil". (??!!)

Numa frase, confirmam o golpe e, depois, dizem que o Brasil está sem governo!

7 comentários:

  1. Grande FAB, fica patente que o povo é tão imundamente lixo quanto o estado, depois de "muita labuta" midiática, temos hoje um povo que é o espelho absoluto da mais excremental horda dessa fossa brasilis, a elite e seus excrementos obedientes, o ESTADO.
    Nosso erro foi ter apostado nessa fossa como base existencial.
    Em terra de porcos, temos que fazer como porcos ou então arrumemos nossas malas e bye bye fossa brsilis.
    Te mandarei um cartão postal do outro lado da fronteira! :-D
    Não sei se essa foi para chorar ou para urrar...
    Abraço

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caro amigo.
      Concordo ipsis litteris consigo.
      Cartão postal de Vênus ou de Marte? :-P
      Abraço.

      Excluir
  2. Desvios de R$ 500 milhões na Prefeitura de Maringá/PR implicam o PSDB.

    Nascido em Maringá, no norte do Paraná, o juiz Sérgio Moro é um dos maiores “especialistas” do país na área de lavagem de dinheiro. Formado em direito pela Universidade Estadual de Maringá, seu primeiro serviço foi no escritório do doutor Irivaldo Joaquim de Souza, o maior tributarista de Maringá. Doutor Irivaldo foi advogado de Jairo Gianoto entre 1997 a 2000, ex-prefeito de Maringá pelo PSDB, condenado por gestão fraudulenta. No mesmo período em que o ex-prefeito estava praticando fraudes e lesando a cidade de Maringa, Sérgio Moro trabalhava para Irivaldo Joaquim de Souza o tributarista a cargo de fazer o balanço das contas de Jairo Gianoto.
    (…)
    https://brasilcorrupto.wordpress.com/2015/08/19/desvios-de-r500-milhoes-na-prefeitura-de-maringa-implicam-moro-e-o-psdb/

    Lembrando que o pai de Sérgio Moro foi um dos fundadores do PSDB no Paraná.

    ... não vem ao caso.
    --------------------------------------
    Eminente e catedrático jurista Dalmo Dallari explica por que Sérgio Moro cometeu “dupla ilegalidade”

    Professor Emérito da Faculdade de Direito da USP afirma que grampo e gravação de conversa entre Lula e Dilma configura dupla ilegalidade.
    (...)
    http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/03/jurista-explica-por-que-sergio-moro-cometeu-dupla-ilegalidade.html

    ... não vem ao caso.

    ResponderExcluir
  3. O desmonte da soberania e riquezas nacionais começou e vai bem, obrigado.

    https://www.youtube.com/watch?v=4A0ljyqzOpI

    "História do golpe" por Paulo Metri

    Um dos melhores jornalistas investigativos do Brasil na atualidade, além de grande comunicador, Fernando Brito, afirmou no seu site Tijolaço que, “na venda do campo de petróleo Carcará, a Petrobras perdeu mais dinheiro do que já perdeu com a Lava Jato inteira”. Por outro lado, os detratores do PT afirmam que este partido causou um prejuízo imenso à Petrobras. Sem entrar na discussão sobre este partido ser responsabilizado pelos desvios na estatal, esta empresa está entregando, no período Temer, a preço vil o campo de Carcará para a Statoil. Devemos creditar esta “entrega” a qual partido? Além disso, Carcará não está sendo entregue através de um leilão, procedimento que diminui a possibilidade de roubo. Dúvidas passam pela cabeça de qualquer brasileiro sabedor das desonestidades recentes, do tipo: “Desta vez, quem está roubando e quanto? O preço negociado representa uma doação e sem a existência de leilão!”

    Lembramos à Statoil que o argumento do preço vil, com todo respeito aos juristas, pode ser utilizado em processo a ser colocado na nossa Justiça, pois nela é prevista esta argumentação. Assim, ela pode vir a acolher o processo. Por outro lado, logo a Statoil, que pertence ao povo norueguês, um dos mais desenvolvidos da face da Terra sob o ponto de vista humanístico, vir a participar da usurpação da riqueza de outro povo é muito estranho. Se fosse a Chevron ou a Exxon, por exemplo, eu não traria este argumento. A Statoil, pelo menos não tem suas perfuratrizes sujas de sangue, como as de muitas petrolíferas privadas internacionais, que carregam o sangue dos povos do Oriente Médio e dos africanos.

    Não é porque um governo desonesto, impostor e golpista entrega o que não lhe pertence, dilapidando a riqueza do seu próprio povo, é que o beneficiário da usurpação está livre de ser julgado. Quando este governo sem legitimidade for destituído, seus atos poderão ser revistos. Certamente a revisão das desumanidades será proposta. Não se pode considerar “atos jurídicos perfeitos” aqueles assinados à revelia do povo e para prejudicá-lo. Povo este que é mantido desinformado pelos seus algozes, exatamente para não protestar contra os crimes que lhe afetam.

    Está ocorrendo um golpe no Brasil, comprovado pelo butim que ocorre em todos os setores e consume as nossas riquezas, como o Pré-Sal. Pensar que o golpe tem motivação moralista é um ledo engano. Baseado no que Brito identificou, estão roubando e irão roubar mais do que o outro grupo roubou em passado recente. A presidente também não cometeu crime de responsabilidade. Querem tirá-la simplesmente para poderem reconstruir a máquina de assalto ao patrimônio nacional, que já existiu e, por exemplo, entregou a Vale do Rio Doce a preço vil.
    A verdade é que os brasileiros vêm sendo explorados, há muitos anos. Pode-se dizer, por exemplo, que a miséria no Brasil é uma doença genética, pois transpassa gerações. Ressalve-se que, em alguns períodos, a luta pela inclusão social é maior do que em outros. Busco identificar qual a causa principal de tanta exclusão, assim como a razão que leva a nossa sociedade a não se rebelar, de forma masoquista, contra o erro sistemático. Além disso, questiono também qual é o principal grupo causador destes erros dentro do conjunto de brasileiros, buscando identificar melhor os responsáveis.

    ResponderExcluir
  4. É preciso deixar claro, logo, que as camadas mais humildes da sociedade, o povão, não têm culpa alguma. Ele é mantido desinformado, inclusive para poder apoiar teses que lhe prejudicam e, no entanto, dão grandes lucros para donos do capital. A grande massa, que compõe o nosso povo, não compreende as verdadeiras razões do que está acontecendo e, em alguns casos, nem sabe o que acontece, graças à manipulação midiática. Eles vivem em um mundo criado para não opinarem livremente. Sobre assuntos relevantes de interesse do capital, o povão geralmente tem a mesma opinião que o dono do capital, o que demonstra existir algum erro.

    A mídia convencional, aquela que é a mais assistida pelo povão, deve ser compreendida como um instrumento de dominação destas camadas pobres da sociedade pela elite econômica e política. Esta elite da sociedade brasileira, exploradora do povão, é uma figura abjeta. Para poder amealhar mais riqueza e acumular maior poder, ela não tem escrúpulos, manipula mentes divulgando versões mentirosas dos fatos. A classe média pode ser acusada de medrosa, pois, apesar de muitas vezes reconhecer a manipulação, cala-se, conciliando com a elite.
    Assim, torna-se compreensível porque a BBC, até hoje, pertence a Estados que compõem o Reino Unido, tendo atravessado inclusive o governo Thatcher. Da mesma forma, existem canais de televisão na França também pertencentes ao Estado. No entanto, nossa televisão é um vergonhoso instrumento privado de dominação da população, sendo uma concessão pública.

    Relacionado ao tema, vale lembrar que os Estados Unidos conseguem manter-se como país hegemônico graças a (1) ardiloso uso do discurso de valorização dos princípios democráticos e dos direitos humanos, nem sempre seguidos por seus aliados, (2) controle dos canais internacionais de informação (agências de notícias) e dos canais regionais (mídia tradicional e alternativa de países), (3) ações de inteligência, inclusive para monitorar e abafar reações nacionalistas consideradas como obstáculos à dominação, (4) suporte a suas empresas em nível internacional, (5) controle de organismos multilaterais, (6) diplomacia sem relutância na defesa do acesso a recursos naturais e mercados internos de outros países para as suas empresas, (7) criação de parcerias com oligarquias regionais corruptas e (8) a intervenção armada em alguns países para demonstrar determinação.

    Enquanto a nossa elite se compor com forças estrangeiras para espoliar nosso povo, a mídia manipular a grande massa, evitando que ela se indigne, governante de esquerda achar que pode compor em itens substanciais com os donos de capital e os políticos de direita, o Brasil continuará sendo um país subdesenvolvido com desigualdade social e o seu povo continuará sofrendo. A direita domina a sociedade brasileira há 516 anos, com esparsos períodos de menos desigualdade econômica e social. Diferentemente do que ocorre em outros países, a elite brasileira odeia o seu próprio povo e, pelo visto, isto não irá ser revisto só com apelos racionais. Para deixar claro, o povo não é o culpado das injustiças que o fazem sofrer, nem do nosso atraso. O primeiro passo para se reverter o atraso é a democratização da informação para a grande massa.

    Consciente deste contexto e com o distanciamento necessário para colocar todos os atores no campo de visão, nota-se um juiz de primeira instância, treinado nos Estados Unidos, com cobertura midiática intensa, determinada pelas mesmas forças externas que dilapidam nosso patrimônio e atrasam nosso desenvolvimento, com discurso moralista embusteiro, já utilizado sem sucesso pela UDN e por Jânio Quadros, com posicionamento claramente parcial, utilizando-se de mal feito de escroques sem partido, que atuam há anos no Estado brasileiro, sem estrutura para ser mais do que é, mostra-se um provinciano.

    http://www.tijolaco.com.br/blog/paulo-metri-entrega-do-petroleo-tera-de-ser-revista-e-o-video-do-debate-com-o-descobridor-do-pre-sal/

    ResponderExcluir
  5. Moro foge de Pimenta:

    https://www.youtube.com/watch?v=ewftTqzkBmY

    (...)
    Durante a audiência, ao defender a aplicação de leis americanas pelos juízes brasileiros, Sérgio Moro foi rebatido por Pimenta, que fez um paralelo com as gravações de conversas feitas entre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff, divulgadas na imprensa. A medida foi criticada pelo STF e levou Moro a pedir desculpas.

    "Quando se fala da legislação americana, imagina se um juiz de primeira instância nos Estados Unidos captasse de maneira ilegal uma conversa entre Bill Clinton, ex-presidente norte-americano, e Barack Obama e jogasse nas redes de televisão, qual teria sido a atitude da justiça americana? E então por que nós não pegamos esses exemplos para serem adotados no Brasil", afirmou Pimenta.

    O deputado também condenou a condução coercitiva, definida por ele como "sem justificativa", do ex-presidente Lula, "apenas para gerar manchetes nos meios de comunicação", e lembrou que essa arbitrariedade foi criticada até por ministros do STF como "excessivas e desnecessárias".

    Ao final, Sérgio Moro se recusou a comentar os questionamentos feitos pelo deputado federal Paulo Pimenta, e alegando falta de tempo se retirou da audiência, pedindo "desculpas" aos parlamentares. "Não vou comentar", declarou.

    Lembrando que é esse mesmo Moro que inocentou todos os envolvidos do maior escândalo bancário da história do pais, o Escândalo Banestado. Repetindo: inocentou todos! ... mas não vem ao caso.

    Já dizia Rui Barbosa: "A pior Ditadura é a Ditadura do Judiciário".

    ResponderExcluir
  6. Tudo vero, não há muito a acrescentar, entretanto vale observar a coisa sob uma ótica enxadrista:
    O governo (o real, formado pelos oligopólios e seus donos, os plutocratas, os judeus) que tem como única missão submeter e extrair o máximo possível do cidadão, são as peças brancas, e o cidadão, o preterido, que cede sempre o direito ao preferido branco são as pretas.
    As peças brancas depois de terem o meio do tabuleiro controlado depois de diversas jogadas com o mesmo setup, o de estruturar o meio do tabuleiro, mudam de estratégia, depois de muito tempo com uma abordagem construtivista, começa o ataque real contra as peças pretas, e a forma de fazer esse ataque é o gambito, entregando a dama (a governança na esfera "institucional") para as pretas, dão a chance dela dar vários cheques ao rei, mas no final, as pretas entusiasmadas se arreganharam todos e percebem tarde que desde o início a entrega da rainha tinha sido em meio a devastação total da defesa adversaria de ébano!
    Alguém tem que fazer o papel de judas, de martir, em um gambito, poderia ter sido o time azul da mesma forma que na união soviética atual Russia, e foi por forças circunstanciais aqui na fossa brasilis pelo vermelho, mas tanto lá quanto cá a órdem dos fatores não altera o resultado, a destruição do mundo para os humanos, que serão enclauzurados completamente dentro das cidades!

    Para o rui barbosa eu diria: Só quem tem a competencia para julgar as injustícças cometidas contra nós somos nós mesmos, e deixar para qualquer um que seja (nem, previsa ser um salafro de toga) o direito de arbitrar sobre nossos direitos é assinar atestado de imbecilidade!

    ResponderExcluir