Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


sábado, 16 de janeiro de 2016

O que será que será?

Amigos e amigas.
O que será que podemos esperar deste país no obscuro caminho que ele trilha? O que será dele, por exemplo, após a Olimpíada? Comparemos com uma breve análise pós-Copa do Mundo, que prometia deixar um belo legado à população:

Estádio Mané Garrincha, em Brasília
Estádio Mané Garrincha, em Brasília
- Foram investidos R$ 32 bilhões na construção de estádios. Basta uma pequena procura para ver quantos dos novos estádios são elefantes brancos. E com mais esta declaração da Fifa...;

- Obras prometiam maximizar o conforto da população e dos visitantes, como o BRT, em Recife, onde se prometia 45 estações, mas só três foram utilizadas durante a Copa. Atualmente, pouco mais da metade está em funcionamento;

- Toda a mão de obra utilizada provisoriamente nas construções ficou a ver navios, fazendo o número de desempregados aumentar consideravelmente.

Obra no Parque Olímpico do RJ
O que será da cidade do Rio de Janeiro, futura capital sul americana da NOM? Atualmente, nesse quesito "mão de obra", a Olimpíada no Rio de Janeiro já dá mostras do mesmo problema. Com a finalização de várias obras e a desaceleração de outras, milhares de postos de trabalho serão fechados (calcula-se em até 35 mil até o final do evento), que se somarão aos mais de 75 mil empregos formais que o RJ perdeu só entre agosto e setembro de 2015. Atualmente, são 15 obras que empregam cerca de 17 mil trabalhadores e os responsáveis por elas não sabem dizer o que poderá se fazer para compensar o fim delas.

E pensar que algumas obras construídas para o Pan Americano de 2007 no Rio (como o velódromo e o parque aquático, ambos, é claro, superfaturados)  não puderam ser aproveitadas para a Olimpíada por não possuírem as mínimas dimensões e estrutura para tal evento. Precisou-se construir novos complexos. Corrupção e descaso políticos totais, em todos os níveis e sentidos.

Com esses dois exemplos dos mais visíveis, combinados à imensidão de iniquidades que grassa pelo país, inseridos em mais uma crise financeira mundial (e artificial, como sempre) e uma burlesca tentativa de impeachment por parte de um dos mais grotescos líderes de um congresso dantesco, o Brasil se amarra à ineficiência que corrói profundamente os fundamentos de um progresso que nunca embala. As modernas democracias nada mais são que o conhecido "toma-lá-dá-cá", troca de favores, fisiologismo, corporativismo, etc. Tão arraigadas estão tais atitudes no cerne do nosso cotidiano que o próprio povinho se "adaptou" a elas.

Voto não é negócio; é confiança
Neste ano, eleições minoritárias, toda aquela gama de pobrezas aflorarão: aproveitar esse "tempo de vacas gordas" para ganhar uns trocados com as campanhas; barganhar seu voto ("Troco meu voto por uma cesta básica!"); se encostar num "doutor candidato", se juntando à sua claque, lambendo suas botas, lutando com todas as suas parcas forças para "seu candidato" vencer e ver se consegue se ajeitar por um tempo, etc. Neste nefasto ciclo vicioso, o parasitismo se consolida nas entranhas da sociedade zumbizada. Tal modelo de democracia urge ser alterado para verdadeiramente contemplar os necessitados, garantindo-lhes seus direitos.

Na moderna toada, o que será que será, que virá, que virará, que se verá, que se terá, que tenderá. que se fará,...? Obscuridade total! Nessa perfeita escravidão, bons augúrios não me são visíveis e, se apenas depender da forte vontade de quem está dominando e da falta de vontade dos comodistas e alienados (que parece há muito já serem maioria), nada prosperará. "Quem sabe faz a hora; não espera acontecer". Este é o motivo dos supremacistas não nos permitirem saber: Quem sabe, não obedece.
FAB29