Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Deterioração

Amigos e amigas.
Este vergonhoso país, prenhe de politicalha sem vergonha em todos os níveis e uma grande parte do seu povo tão sem vergonha quanto, está se esfacelando a olhos vistos. Ultimamente, podemos comprovar que ele tem uma "estrutura sonrisal": basta chover para que ela se derreta. É claro que tudo tem a ver com a má conservação e abandono, mas, principalmente, com a subversão dos serviços de construção, que utilizam os piores materiais nas superfaturadas obras (estilo o nada saudoso Sérgio Naya).

Daí, quando ocorrem essas chuvas absolutamente comuns no verão (em condições naturais, sempre abundantes), o desespero toma conta da população, pois os serviços de recuperação estão quase todos sucateados, com quantidade insuficiente de funcionários para as dimensões continentais do Brasil. Confiram a seguir algumas notícias sobre isso:

Dia 28/01/16 - Nem a via Anhanguera, rodovia moderna numa rica região, resistiu. Qual foi a justificativa? "O problema ocorreu após a canalização que passa por baixo não suportar o volume de água após as chuvas."

Em Minas Gerais, vários casos perigosos:


Nestas imagens, fica clara a ruína do país pelas puras faltas de planejamento, conservação e atitude dos governos em todos os níveis, somadas ao comodismo das massas populares que se acostumaram "a caminhar pelas trevas, murmurar entre as pregas, tirar leite das pedras e ver o tempo correr":






Terremoto?!? Maremoto?!?
Não! Miserabilidade brasileira!
Quando olhamos esta última foto ao lado temos a certeza dessa deterioração do país. Afinal, bastou uma sutil reacomodação do terreno em função do excesso de chuvas para que parecesse um terremoto de 4 pontos na escala. Vê-se claramente que a maior parte de nossas estradas não passa de uma fina camada de asfalto, não se fazendo nenhuma base realmente sólida para elas como se fazia antigamente. Assim é que se pode explicar como a Estrada da Graciosa, em Curitiba, que existe desde 1873, só veio a ter problema com deslizamento em 2014.

Além das estradas, milhares de prédios e casarões antigos pelo país (muitos em Salvador, Bahia) estão em situação mais precária ainda e não podem ser demolidos por estarem tombados pelo patrimônio histórico. Só que o poder público não move um centavo para restaurá-los e, nesta queda de braço, a degeneração das cidades prossegue e eles são invadidos por sem-tetos.

Até mesmo as árvores são mal cuidadas, pessimamente protegidas, ficando à mercê de qualquer ventania mais forte para derrubá-las. E nunca nos esqueçamos da cereja do bolo: a "contribuição" do povinho, que abandona seu lixo em qualquer terreno baldio ou mesmo à beira de estradas, gerando o apodrecimento do patrimônio e o fomento de nichos para a proliferação de moscas, baratas, aranhas, escorpiões, ratos,...! Daí, doenças (de dengue à leptospirose) e envenenamentos (picadas e contaminações) tornam-se parte intrínseca do cotidiano das aglomerações populares periféricas.

A despeito disso tudo e muito mais (p. ex., o fato do brasileiro trabalhar cinco meses por ano só para quitar impostos), nada abala a "obrigação" do brasileiro de se divertir:

Aquecimento para o Carnaval (Salvador - 01/02/16)
Resumindo, meus caros, caras e caretas: a deterioração faz parte da vida, mas a maior e pior das deteriorações é a mental; aquela onde a mais poderosa das armas (o cérebro) é cevada e doutrinada ao individualismo, à preguiça, à malícia, ao superficialismo, à desconfiança, ao niilismo, a tudo aquilo que impede a união de forças e objetivos, base primordial do desenvolvimento e da evolução. Uma vez que a mente não foi disciplinada a analisar, raciocinar e racionalizar, todo o resto se esfacela: o moral, o emocional, o espiritual. A pessoa não passará de um escravo, um zumbi, um hospedeiro, uma marionete nas mãos de seus parasitas.

Quem não reagir para se livrar desse cárcere, estará condenado interna e externamente a chafurdar nos restos das ruínas surgidas da própria passividade.
FAB29