Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


sexta-feira, 22 de julho de 2016

DATAFAKE!!

Glenn Greenwald

Amigos e amigas.
Não sou nenhum fã de Winston Churchill (como podem ver AQUI), mas que ele tinha uma grande capacidade intelectual e visão dos fatos, sem dúvidas (moralidade é outra história). Uma de suas grandes frases é esta: "Existem três tipos de mentiras: as mentiras em si, as mentiras sujas e as estatísticas".

No artigo abaixo, vemos a prova de como isso é uma verdade absoluta! Trata-se de uma traulitada na moral (inexistente) do DATAFOLHA, aplicada pelo jornalista ESTADUNIDENSE (já que por aqui, todos os que são do mesmo naipe dele não tem voz ativa e abrangência) Glenn Greenwald. Simplesmente leiam e, espero que como eu, vocês se deliciem com essa cueca apertada debaixo da saia justa que a "poderosa" Folha de São Paulo vestiu. Mais AQUI

Apenas tenham a certeza de que tal corrupção não se resume a ela e passem a, definitivamente, não mais aceitar passivamente o que esses "jornaleiros" regurgitam em suas cabecinhas (Atentem-se à frase contundente do editor da Folha, Sérgio D'ávila, que é mundialmente utilizada). Mais uma vez, meus agradecimentos ao caro amigo Carlos "Dé Réal" Cobalto pelo compartilhamento. Os sublinhados e negritos são meus.
FAB29

Enfim, um fiscal para a imprensa brasileira:
Greenwald e o escândalo Datafolha
Por Paulo Nogueira

A imprensa brasileira viveu sempre sem qualquer tipo de fiscalização, ao contrário do que acontece em sociedades avançadas.

Nelas, órgãos reguladores zelam firmemente pelo interesse público. Na Dinamarca, para ficar num caso, se um jornal publica na primeira página uma denúncia sem fundamento contra alguém, é forçado a publicar também na primeira página, em espaço equivalente, a correção.

A Justiça, que poderia fiscalizar aplicando penas severas a delinquências jornalísticas, é aliada das companhias de mídia. Gilmar Mendes já foi flagrado conversando com Bonner para combinar pauta no Jornal Nacional.

Essa ausência irrestrita de fiscalização explica, em boa parte, a tranquilidade com que Globo, Veja, Folha, etc moveram um jornalismo de guerra contra Dilma, Lula e o PT.

Mas há uma novidade.

Acabou a farra! Acabou a festa! Acabou a moleza!

Surgiu, como que do nada, mas espetacularmente, um fiscalizador. Não é um órgão, não é alguém togado: é uma pessoa física.

Estamos falando de Glenn Greenwald, jornalista americano radicado no Brasil e mundialmente respeitado. É detentor do prêmio jornalístico mais importante do universo, o Pulitzer, pela sua participação nas revelações no caso Snowden.

Com seu talento extraordinário, com seu espírito combativo voltado contra as injustiças cometidas pelos poderosos, e também com seu inglês que faz suas mensagens viajarem pelo mundo, Greenwald ganhou rapidamente a estatura de um fiscal gigante da mídia nacional.

Isso ficou brutalmente claro na forma como ele desmascarou uma das mais descaradas canalhices do que ele chama de mídia plutocrática: a manipulação da Folha no último Datafolha com o objetivo de favorecer Temer e o golpe.

Greenwald, com seu site The Intercept, investigou o Datafolha, e percebeu fraudes que acabaram viralizando nestes dias nas redes sociais, chegando a correspondentes internacionais e desmoralizando por completo os resultados apresentados pelo jornal.

Ficou evidente a farsa da manchete da Folha, segundo a qual 50% dos brasileiros querem Temer, fruto de uma trapaça disfarçada de pesquisa. Esta manchete, altamente conveniente para Temer, foi seguida pela mídia e seus comentaristas, e transmitiu uma falsa sensação de que o interino melhorou na avaliação das pessoas.

Mentira!

A Folha escondeu que 60% dos entrevistados ambicionam eleições. Escondeu literalmente: o jornal não deu este quadro da pesquisa Datafolha.

A Folha também escondeu que quase 40% dos ouvidos entendem que existe má fé na forma como o impeachment é conduzido.

Seria um número portentoso em qualquer circunstância, os 40% — e é ainda mais quando se sabe que a imprensa vem defendendo apaixonadamente a lisura do impeachment.

Greenwald forçou a Folha a dar uma matéria tentando explicar, pateticamente, o que fez. Circulou na internet uma frase autoincriminadora do editor Sérgio Dávila, segundo a qual é prerrogativa do jornal escolher o que publicar do material coletado pelo Datafolha.

É certo que o Datafolha jamais será visto da mesma forma depois deste escândalo, e é igualmente verdade que a imagem da Folha como golpista ficou ainda mais forte do que já era.

Greenwald já irrompera como fiscal da imprensa quando denunciou para a comunidade internacional o golpe, numa entrevista à CNN. Ele acabou com a versão “constitucional” que Globo, Folha e Veja tentavam passar para o mundo.

Virou imediatamente inimigo dos barões da mídia — e, ao mesmo tempo, seu fiscal.

Não poderia haver fiscal mais indigesto. Greenwald é amplamente mais capacitado que todos os colunistas e editores recrutados pelas companhias de jornalismo brasileiras. Sozinho, dá um baile em todos eles.

Contra ele, Marinhos, Frias e Civitas não podem colocar o rótulo de petista — como fazem cinicamente diante de críticas de sites independentes como o DCM.

E é um polemista apaixonado. A Folha tentou responder e Greenwald logo saiu para demonstrar a resposta “enganosa”. É um duelo entre mirins da Folha e um profissional.

É um fiscal por acaso. Greenwald acabou por se estabelecer no Brasil por razões amorosas. Apaixonou-se, numas férias, pelo brasileiro David Miranda, no Rio, e decidiu morar no Rio mesmo.

Para a sociedade brasileira, foi uma imensa sorte. Para os barões da mídia, o oposto.