Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Indiretamente direta?!

Amigos e amigas.
O sistema eleitoral estadunidense é uma das coisas mais hipócritas e abjetas que conheço. Pior que ele, só os nossos voto obrigatório e Congresso Nacional. Vejam abaixo como "funciona" a eleição presidencial no país ianque. É até possível entender, mas aceitar isso como "democracia" é um escarro tísico na cara.
Deleitem-se com essa "maravilha"! Retirado e editado daqui.
FAB29

Adendo: Mais uma vez, o Colégio Eleitoral decidiu a eleição.

Na maioria dos casos, os integrantes do Colégio Eleitoral votam de acordo com a maioria de seus estados
Não vale "mer...cadoria" nenhuma,
mas a "democratura" agradece!

1. O que é o Colégio Eleitoral?
Nas eleições presidenciais dos EUA, o presidente e vice-presidente não são eleitos diretamente pelo voto dos cidadãos.
Na verdade, os eleitores (cerca de 218 milhões estão habilitados a votar, embora ele não seja obrigatório) escolhem o Colégio Eleitoral.
Este órgão é composto por um total de 538 delegados provenientes de todos os Estados, incluindo Washington DC.
Os partidos políticos são responsáveis por definir quem vai desempenhar esse papel em cada Estado, por meio da elaboração de uma lista de potenciais delegados.

2. Como o voto dos cidadãos influi na definição do Colégio Eleitoral?
Depois que os cidadãos votam no seu candidato presidencial, no dia da eleição, os votos são contabilizados em nível estadual.
Em 48 estados e em Washington DC, rege o sistema de "o vencedor leva tudo", em referência aos votos do Colégio Eleitoral de cada Estado.
Ou seja, o candidato que obtiver a maioria dos votos populares em um Estado fica com todos os delegados atribuídos a esse território.
Isso significa que apenas os delegados de seu partido representarão o Estado no Colégio Eleitoral.

3. Existem exceções ao regime de 'o vencedor leva tudo' nos Estados?
Sim, os Estados de Maine e Nebraska.
Em ambos os casos, os delegados são atribuídos a um ou outro candidato presidencial usando um sistema proporcional chamado Congressional District Method.
Neles, os votos são divididos. No Maine, duas das cadeiras no colégio eleitoral vão para o vencedor no Estado, e as outras duas vão para o vencedor em cada um dos distritos do Estado (cada distrito tem direito a uma cadeira).
Isto significa que se um candidato presidencial não ganha na contagem total do Estado, ele pode obter delegados que o apóiem se conseguir vencer em um ou mais distritos.

4. Os delegados podem mudar seu voto?
De acordo com a Constituição dos Estados Unidos, os delegados não são obrigados a votar de acordo com a vontade dos cidadãos.
Em alguns Estados, eles são livres para apoiar o candidato que quiserem, enquanto em outros são obrigados a votar no candidato que prometeram apoiar.
No entanto, na prática - e por tradição -, os eleitores tendem a respeitar a decisão do povo e do seu partido.
Na história dos EUA, houve apenas nove casos em que os delegados votaram contra a vontade do seu Estado.

5. O que acontece se nenhum candidato atingir o "número mágico"?
No caso improvável de que nenhum dos candidatos obtenha 270 votos no Colégio Eleitoral, o encarregado de decidir o vencedor é a Câmara de Representantes, que deve escolher o novo presidente a partir dos três candidatos com mais apoio.
O Senado, por sua vez, deve realizar um processo similar para eleger um vice-presidente entre os dois candidatos mais votados.

6. É possível que um candidato presidencial ganhe o voto popular, mas perca no Colégio Eleitoral?
Embora seja raro, é possível: aconteceu quatro vezes nos Estados Unidos.
A mais recente foi em 2000, quando o candidato republicano, George W. Bush, chegou à Casa Branca com 271 votos do Colégio Eleitoral, apesar de o democrata Al Gore ter obtido 540,520 votos a mais do que Bush em nível nacional.

7. Como surgiu a idéia de votação indireta pelo Colégio Eleitoral nos EUA?
A ideia de definir a Presidência por meio de um corpo de delegados surgiu no século 18 e é atribuída aos chamados "pais fundadores" dos EUA.
Naquele momento, realizar uma campanha eleitoral em todo o país era quase impossível devido ao tamanho do país e às dificuldades de comunicação.
Simultaneamente, os EUA não tinham uma identidade nacional formada. Os Estados ficaram temerosos por seus direitos e o voto popular era temido por sua imprevisibilidade.
Foi por isso que os criadores da Constituição de 1787 rejeitaram a idéia de que o presidente fosse eleito pelo Congresso ou pelo voto popular.
Eles argumentaram que, em ambos os casos, os cidadãos escolheriam seu candidato local e os grandes Estados acabariam por dominar a política dos EUA.