Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Kit "Tangendo a Boiada"

Amigos e amigas.
Para se dominar, são necessárias várias brutalidades, como a guerra e a tortura. Porém, a sutileza do parasitismo também é largamente utilizada para tal fim. Dificulta-se de um lado, seduz-se por outro, aterroriza-se por mais outro e, nessa toada, consegue-se fazer da boiada humana, uma massa obediente e servil.
Vejam abaixo um rol de dez tópicos de esquemas utilizados pelos supremacistas para manter a humanidade alienada, perdida e pronta para reagir aos comandos e desmandos de seus feitores.
Tão interessante quanto sórdido e desanimador. Extraído daqui.
FAB29

"Quando todos pensam a mesma coisa
é porque ninguém está pensando!.

1 – “Efeito Forer” 
      O psicólogo B.R. Forer descobriu que em geral as pessoas aceitam descrições de personalidade vagas e genéricas como fossem aplicáveis unicamente a si próprias, sem perceber que poderiam ser encaixadas em qualquer um. Afirmações genéricas como “Você gosta que outras pessoas admirem você”, “Você é muito crítico consigo mesmo”, “Você tem muitas dúvidas”, “Você tem um potencial inexplorado” ou Você quer mudanças” são usadas de astrólogos a seminários motivacionais. Midiaticamente, descrições genéricas sobre pessoas suspeitas por algum crime acabam tornando-se evidências de culpa. Por exemplo, no atual caso do adolescente Marcelo Pesseghini suspeito de ter matado toda a sua família: depoimentos afirmam que gostava de games de computador e andava com um capuz na cabeça para ficar parecido com o protagonista de um determinado game violento... assim como centenas de adolescentes. É o discurso lacunar do “talvez”, “possivelmente”, “pode” ou do “poderá”.

2 – Comandos embutidos 
       Discursos que trazem sugestões que carregam uma forte ênfase que afetam o ouvinte e provocam uma resposta emocional: “Você não está cansado de carregar esse fardo?”, “Tudo isso está me deixando louco!”, ou Estou indignado com tudo que está aí!” são afirmações que pressupõem uma resposta positiva. Dos líderes de autoajuda que induzem o ouvinte à insatisfação consigo mesmo à propaganda midiática de protestos como o “Cansei!” ou todas as mobilizações em redes sociais como o “ProtestosBrasil” ou o “Impostômetro” contra a carga tributária.

3 – A “bomba do amor” 
       Criação de atmosferas de intensa positividade e amor por curtos períodos para criar estados de excitação e boa vontade. Muito usado por líderes religiosos e gurus que estimulam o amor entre os participantes para tornar o grupo atraente ao público externo. Tática que vai de encontro à tendência descrita por Freud do indivíduo se adequar ao grupo pelo medo da solidão.

4 – A tática do “Sim!” 
       Quando o emissor elenca uma série de questões que necessariamente resultarão em resposta positiva, terminando com uma conclusão falsa: Você ama seu País? Sim! Você ama sua família? Sim! Então, vote em fulano de tal para presidente! A tática do “Sim!” possui algumas variações aplicadas, por exemplo, a grandes eventos como concertos de rock que, para criar uma imagem de posicionamento sócio-político, abordam temas que é impossível não dizer “Sim!” O que dizer de eventos como o Rock in Rio, cujo slogan de uma das suas edições era “Por um Mundo Melhor”? O slogan era de fácil adesão: quem pode ser contra esta idéia? O Rock in Rio fez pequenas tentativas de esclarecer às pessoas que compraram os ingressos o objetivo do evento. “Por um mundo melhor” tornou-se mais um slogan, uma imagem de fácil adesão. Mas como atingir um mundo melhor? A resposta a esta pergunta jamais foi ouvida, por suscitar polêmica, discussões ideológicas e políticas.
[Marketing Global: slogans com temas sociais despolitizados que conseguem fácil adesão dos consumidores]

Um idêntico efeito pode ser criado usando a tática do “Não!”.


5 – A manipulação do “Crente Verdadeiro”
       Em um grupo ou multidão uma significativa porcentagem é costuma ser mais susceptível à sugestão. Tais pessoas agem assim por medo ou sentimento de culpa. Elas são as primeiras a chorar, gritar ou concordar com as afirmações ou instruções do emissor. Seu comportamento pode ser o gatilho que dispara o efeito de ressonância no restante do grupo ou multidões. A conferir se o efeito Black Block nas manifestações de rua não se enquadraria nessa estratégia de indução das multidões.


6 – Indução ao Estado Alfa 
       Música, práticas meditativas como mantras, cantigas etc. induzem a um bem conhecido ritmo cerebral chamado estado alfa. Esse estado reduz o pensamento crítico e torna o comportamento aberto a sugestões.


7 – Ritmo vibrato e E.L.F. (Extra Low Frequency) 
        Ondas sonoras de diversas frequências podem afetar o cérebro e a psicologia humana, produzindo ações involuntárias. E.L.F. foram verificados ao produzir sentimentos de depressão ou euforia, dependendo da velocidade das ondas. Alguns solistas de ópera têm conhecimento disso e obtêm inusitados efeitos psicológicos ao cantar certas notas. Dentro do que se chama na atualidade de “neuromarketing”, empresas procurar aplicar comercialmente essas técnicas. Por exemplo, a Muzak, uma subsidiária da Mood Media, é uma empresa norte-americana especializada em produzir “arquiteturas de áudio”: músicas especialmente compostas para elevadores, lojas de departamentos, shopping malls e esperas telefônicas para criar estados emocionais que possam ser colocados a serviço dos negócios: aumento das vendas, acelerar a velocidade da mastigação em lanchonetes para aumentar a rotatividade de clientes, etc.


8 – Espiral do Silêncio 
        Esse dispositivo nos faz seguir a multidão, aquilo que supostamente a maioria pensa e faz. Ou, pelo menos, o que a gente pensa que a maioria pensa e faz. O tema aqui é “Todos estão fazendo isso”. Como ninguém quer ser deixado para trás por temer a solidão, exclusão ou esquecimento, queremos seguir a tendência majoritária. Conceito criado pela pesquisadora alemã Elizabeth Noelle-Neumann onde a criação de um “clima de opinião” pode isolar grupos discordantes até a extinção pela sua autopercepção do isolamento. “Havaianas: todo mundo usa!”. Poderíamos responder: “Todo mundo quem, cara-pálida?!” O slogan quer criar o clima de opinião onde pessoas isoladas, temendo ficarem de fora da “onda”, embarquem em uma mera percepção psicológica sem fundamento real.


9 – Estratégia de “Voice Roll” 
     Muitos discursos são dotados de um ritmo vocal sugerindo a existência de uma batida rítmica imaginária. Isso criaria um fascinante efeito hipnótico, abrindo o receptor à sugestão. Muito usado por religiosos e líderes políticos, como nos gigantescos encontros do Partido Nacional Socialista na Alemanha às vésperas da Segunda Guerra Mundial: os discursos das lideranças do partido eram acompanhas pelas batidas hipnóticas de tambores. Grandes encontros festivos atuais como as raves seriam a atualização desse dispositivo onde o beat da música (com no subgênero trance da música techno) acompanha o ritmo do batimento cardíaco dos participantes.


10 – Técnica da “Vidraça Quebrada” 
     Multidões seriam guiadas por sentimentos contraditórios como medo e esperança. Por isso, apresente fatos supostamente consumados e as massas aceitarão qualquer coisa em nome da esperança da solução. “Acerte uma pedra na vidraça e, então, bata na porta vendendo alarme contra ladrões” ou “Se quer vender a bomba, deve vender em primeiro lugar o medo”. Em nome da esperança de segurança ou paz, as multidões seriam capazes de renunciar a seus próprios direitos. Por exemplo, o medo da criminalidade e terror tornaria aceitável todas as formas de controle, vigilância e renúncia à privacidade. É o sub-texto por trás de celulares entregues pelos pais a adolescentes ou dispositivos de vigilância em banheiros escolares com a anuência paterna.


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