Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Adeus aos indígenas!

Amigos e amigas.
Quando se fala de racismo, parece que ele só existe em relação ao negro. Afinal, as reportagens, artigos, leis, etc, só se referem a ele como "preconceito à minoria negra". Nada mais injusto!

Primeiro, que há 4 raças distintas (que os nocivos insistem em impor que não existem e os oligofrênicos, ou coisa pior, aceitam). Portanto, racismo é multilateral.

Segundo, segregação cultural e social é um direito inatacável, porque ninguém pode ser obrigado a aceitar alguém ou algo; a se misturar com tudo e todos. A obrigação está em se respeitar as individualidades, a idiossincrasia e o espaço de cada um, bem ao estilo James Bond: "Viva e deixe morrer!".

Conclusão: racismo só é nocivo de fato quando é a base para se prejudicar outrem, ou seja, a pessoa é humilhada, alijada de seus direitos e, até, atacada só por ser de determinada raça. Nesta linha, muitas "piadas" contra loiras, gordos, portugueses, gaúchos, etc, não configuram racismo, mas são humilhações do mesmo baixo nível das feitas aos negros e homossexuais. TODAS precisariam ser punidas de acordo com a gravidade!

Retornando ao assunto do título, o texto abaixo extraído daqui mostra um racismo criminosamente esquecido contra nossos povos indígenas (raça vermelha). Vejam o quanto somos destruídos em nossas raízes impunemente.
FAB29

Pequeno exemplo dos crimes hediondos contra nossos índios
O grande ícone da grande imprensa brasileira, estrategicamente, acusa erroneamente garimpeiros brasileiros da chacina, mobilizando a opinião pública mundial contra o Brasil. A justiça brasileira investiga e, um mês depois, descobre que a culpa é de empresas como a Arruda e Junqueira, empresas terceirizadas por Nelson Rockefeller e pela CIA para o extermínio generalizado de centenas de tribos que vivem em regiões de interesse de mineradoras internacionais. Mas isso não é transmitido para o mundo e nem para o Brasil. Segundo decisão dos donos da grande emissora, "para não gerar uma visão negativa do Brasil do exterior".

O ano é 1963. O padre Edgar Smith recebe em seu confessionário o genocida Ataíde Pereira que, prevendo a morte breve e atormentado pelos crimes que havia cometido, procura o padre para confessar seus pecados e tentar de alguma forma mudar o rumo das coisas. Todos os seus companheiros já estão mortos; o chefe da expedição, Francisco Brito, o piloto do avião que bombardeara a tribo e até o próprio padre Edgar estariam mortos algumas semanas mais tarde. Além disso, Ataíde não havia recebido os quinze dólares prometidos pelo serviço. O padre convenceu Pereira de repetir sua confissão em um gravador e entregou a fita ao SPI, Serviço de Proteção ao Índio. O caso foi abafado no Brasil, mas não no mundo. Finalmente, com toda a pressão internacional o caso chega ao Procurador Geral de Justiça que pede uma investigação completa do caso.

As provas do genocídio são incontestáveis: 20 volumes de provas são coletados e acusam que, entre 1957 e 1968, cerca de 100 mil índios brasileiros foram assassinados por mineradoras estrangeiras. Os que não resistiram a ocupação tiveram a vida poupada e foram levados para Crenaque em MG, onde existia um enorme campo de concentração onde mais alguns milhares morreriam de fome e maus tratos. O detalhamento do genocídio é chocante: os Nambikuaras haviam sido mortos com metralhadoras; os Pataxós, com varíola inoculada no lugar de vacinas; os Canelas, mortos por jagunços; os Maxakalís, drogados e mortos a tiros; os Beiços de Pau receberam alimentos com formicida e arsênico. Todas as tribos estudadas pelo SIL haviam sido mortas. O Instituto Summer de Linguística aprendia a língua da tribo o suficiente para dar alternativa aos índios. Ou eles fugiam para o campo de Crenaque ou morreriam.

Trechos da confissão de Pereira mostram como era a vida do matador: "...estávamos com bastante medo uns dos outros. Nesse tipo de lugar, as pessoas atiram umas nas outras e são alvejadas, pode-se dizer, sem saber a razão. Quando abrem um buraco em você, eles tem mania de enfiar uma flecha na ferida, para colocar a culpa nos índios..."

As próximas vítimas eram os Cintas Largas, uma pequena tribo indígena da Amazônia brasileira que havia cometido o erro de se instalar sobre uma mina de nióbio e se recusavam a sair. O depoimento de Pereira, da chacina dos Cintas Largas mostra como era o cotidiano desses matadores. "...Após metralhar toda tribo, haviam sobrado somente uma jovem menina e uma criança que chorava abraçada a menina no centro da aldeia. Os matadores pedem pela vida da menina, alegando que pode ser usada para prostituição. Chico atravessou a cabeça da criança com um tiro, ele parecia descontrolado, ficamos muito assustados. Ele amarrou a garota índia de cabeça para baixo numa árvore, as pernas separadas, e a rasgou ao meio com o facão. Quase com um único golpe, eu diria. A aldeia parecia um matadouro. Ele se acalmou depois de cortar a mulher e nos disse para queimar as cabanas, jogar os corpos no rio. Depois disso, pegamos nossas coisas e retomamos o caminho de volta, tomando cuidado para esconder nossas pegadas. Mal sabia que, um dia, a pegada a ser apagada seria ele..."

Ficou provado que o SPI estava diretamente envolvido nas chacinas com a distribuição de roupas contaminadas por varíola, alimentos envenenados, crianças escravizadas, mulheres prostituídas e muito mais. Dos 700 funcionários, 134 foram processados, mas todos perdoados na ditadura. Foram, então, treinados pela CIA aos moldes da Policia Tribal do Departamento de Assuntos Índios (BIA) dos EUA e colocados sob a chefia do ex-chefe do serviço militar de informações. Assim, por mais alguns anos, a FUNAI adotou a politica de arrendar terras indígenas para empresas mineradoras, encaminhando os índios para morrerem em Crenaque. Os militares do Ministério do Interior cooperavam com a agência americana de pesquisa geológica mapeando a Amazônia. Trechos do livro "Seja Feita a Vossa Vontade" de Gerard Colby, com Charlotte Dennett.

A grande e maior rede de TV do Brasil é uma ferramenta criada pela CIA para esconder a operação Brother Sam e a extração de nióbio do Brasil. Através de Nelson Rockefeller, a CIA obtém, usando a CBMM do falecido amigo e sócio, Walter Moreira Salles, o nióbio de Araxá praticamente de graça. Quando Getúlio Vargas descobriu e tentou interromper esse processo, foi deposto no golpe militar que levaria a sua morte. Quando Jango descobriu, cassou a Hanna Mineradora e anunciou as reformas de base, também morreu. Em todos esses momentos, Moreira Salles, o chefe da imprensa nacional, estava presente.

Agora que o Ministério Público começou a investigar a relação desta emissora com a CBMM, surgiu a PEC 37. Se não colar, os tumultos estão ai nas ruas, como o IPES fez em 1964 criando o caos para justificar a intervenção militar. Não podemos fazer protestos violentos e a razão da luta não pode ser aumento do preço da passagem e, sim, o fim da exploração oculta do nióbio. Isso é a origem de todo problema.