Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


segunda-feira, 28 de maio de 2018

O pânico às portas !

Amigos e amigas.
Raul Seixas cantou lá nos anos 80: “O russo que guardava o botão da bomba H tomou um pilequinho e quis mandar tudo pro ar!” Claríssima alusão de que estamos a um “click” do “Salve-se quem puder!” E se observarmos bem, não apenas nesse sentido bélico. O tecido social é tão intrincado quanto tênue, sensível, bastando um pequeno abalo para que ocorra um efeito dominó. E neste detalhe, os grandes parasitas se especializaram, tomando as rédeas dos pontos cruciais da sociedade para tolher e chantagear a boiada humana.

Cena normal em metrópoles.
Vemos o caso dos transportes públicos, onde tantos profissionais vivem numa maratona diária de pressão e urgência advindas dos usuários que precisam cumprir seus horários. Portanto, eles não podem se dar ao luxo de atrasar, precisam lidar com seus cansaços físico, mental e emocional, relegar seus problemas pessoais e, de quebra, tentar suportar eventuais maus humores ou coisa pior de determinados cidadãos que podem estar num dia ou momento ruim. Basta um agente estressor (acidente, veículo quebrado, apagão, enchente ou greve) para causar transtornos de tal monta que reverberam em quase todos os níveis, aumentando de sobremaneira o risco de uma tragédia. A atual greve dos caminhoneiros é uma taxativa e extensiva representação.

Pra quê presídios? Colônia penal é a melhor solução.
Em delegacias e presídios, a nevralgia é palpável. São locais prenhes de violência, tensões, onde desajustados de todos os desníveis e piores se acumulam. Não há um só local ou momento ali em que um "click" não possa deflagrar um caos, um redemoinho de insanidades e destruição, com tristes resultados e sequelas indeléveis. E quando se sabe que o Fundo Penitenciário Nacional acumula R$ 3 bilhões, vê-se o tamanho da sordidez.

Nos casos de hospitais e creches, os profissionais vivem num fio de navalha até mais terrível por mexerem com situações críticas de vida ou morte de inocentes a todo instante. Qualquer distração (remédio mal administrado, por exemplo) pode ser a última para quem está sendo cuidado. Quando as condições de trabalho são precárias (ponto criminosamente comum ao que é público), o “ponto do click” fica à flor da pele; quando há falta de pessoal, a sobrecarga nos que permanecem trabalhando pode gerar um descontrole que descamba fatalmente numa epidemia; quando se deflagra uma greve,...!

Há pouco tempo, o Sudeste brasileiro viveu uma crise hídrica gerada por criminosos rastros químicos que impedem a formação de nuvens de chuva. Nisto, a população é privada do que há de mais básico: água! Daí, advêm os problemas: racionamento, redução da produção e consequente aumento de preços, limitação do simples ser e estar, exasperação. Tal padecer (e outros) cevado pelos parasitas do mundo tem o intuito de enclausurar as pessoas em seus mundos, nublando a lucidez, evitando que pensem globalmente, que racionalizem e preparem seus futuros com um presente consciente e que progridam, tornando-se aptos a cada vez menos dependerem da "assistência" oferecida pelos parasitas. Se não for revertido, gerará focos críticos de distúrbios que não precisarão de muito para descarrilar.

Pau-de-arara paulista...
Porém, o ponto mais crucial da vida contemporânea chama-se internet. Esta vive de “clicks”; a nossa vida em “clicks”. Quase tudo está ligado nela: governo, comércio, negócios, comunicação, entretenimento, informações,... A gama é incalculável! Tamanhas influência, imensidão, presteza e abrangência geraram uma dependência visceral das pessoas a ela nesse tecido social mundial, na vida atribulada, a mil por hora. Quantas vidas são salvas a todo instante por causa dela? Quanto aprendizado obtemos? Quantas novidades? Obviamente, tantas maravilhas quanto misérias em geral, mas o que quero salientar é o extremo perigo se houver um “tilt”, ou um apagão, ou uma falha local ou mais abrangente. Assemelhar-se-á a um trem sendo bruscamente parado. Onde este “click” atingir se desconectará e muitos perderão seu contato, ficarão cegos, surdos e mudos, tateando o nada. Se for em escala global,...!

Virtualmente real!...
Vejo que, desde que a humanidade aceitou se sujeitar a nefastas mãos (visto que o mundo virtual está tomando conta da realidade cotidiana das pessoas), a ponto delas entrarem em parafuso sem elas é muito semelhante a um viciado sem sua droga. Assim como o “russo” do início do post, quem tiver o “botão da internet” sob seu controle terá uma poderosíssima arma de barganha, um poder de subjugar a humanidade. Um “click” nela aqui e acolá muda rumos, subverte tendências, destrói adversários, açambarca atenções, suscita temores e obediência, reescreve a História, molda situações, inventa e reinventa soluções, conduz a boiada à sua bel necessidade, etc.

Resumindo, somos represas que se saturam a cada minuto da vida e que precisariam abrir suas comportas constantemente. Não tendo esse escape, o risco de transbordar ou de se romper por um insosso e inofensivo “click” se torna um fantasma, uma faísca num rastilho de pólvora. Cada ponto deste post e muitos mais são minas enterradas no seio das sociedades, prontas para serem detonadas por seus senhores, pretensos donos do mundo. Urge nos acautelarmos e fazermos o possível para nos desvencilhar da rede de maledicências tecida por eles.
FAB29

Em tempo: Abençoados aqueles que não se deixaram escravizar por essa maravilha tecnológica, mantendo ativas suas realidade e fascinação pelas coisas simples e sadias da Criação, seu apego pelo contato direto com o mundo que o cerca, sua sanidade preservada. Ou seja, abençoados por permanecerem 100% humanos.

4 comentários:

  1. Caro Fabiano, nem sei o que dizer. Porém, sem as escravizantes tecnologias virtuais de comunicação e pesquisa, eu nem desconfiaria da existência de tantas coisas, fatos, visões alternativas e possibilidades de compreensão da história, da política, da sociedade e do mundo! Como tudo na vida, as coisas têm dois lados. Seu uso mostrará se optamos pelo lado certo - humanizante - ou nos deixamos conduzir por elas como autômatos...

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    1. Tem razão, caro Observador. Tudo depende da maneira que utilizamos alguma coisa.
      Assim classifico o Facebook: Um carro de luxo usado para carregar entulhos.
      Abraço.

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  2. Estamos em uma situação onde caminhoneiro rima com banqueiro e empresário faz locaut levando o povo ao nockout!
    Veja essa outra música do Raul Seixas; https://www.letras.mus.br/ze-ramalho/49361/
    Abraços
    Walfrido

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    1. De fato, caro Walfrido.
      Essa canção do Zé é um epítome da humanidade inteira.
      Grande abraço.

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