Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quarta-feira, 24 de abril de 2019

O método Aliado

Amigos e amigas.
Desde sempre, os vencedores de qualquer guerra mostram a que vieram e o que são pelo tratamento dado a seus prisioneiros. A 2ª Guerra foi, possivelmente, o mais terrível de todos os horrores modernos.

Além da tenebrosa atitude do general Eisenhower contra centenas de milhares de soldados alemães, que ele deixou morrer por inanição, como vemos no vídeo abaixo, existem centenas de acusações e depoimentos que atestam todos os tipos de brutalidades, covardias e sadismos nas torturas perpetradas pelos Aliados e judeus contra prisioneiros alemães.

Neste breve post, relembro alguns excertos desses depoimentos, os quais todos nós devemos utilizar como parâmetro para medir, ponderar e julgar a insanidade e degenerescência que grassam pela desmentalidade humana.
FAB29



Assustadores foram os métodos utilizados em Nuremberg para obter sob pressão as confissões de culpa, principalmente dos líderes SS, a fim de poder consolidar a acusação do extermínio dos judeus. O senador norte-americano Joseph McCarthy chamou a atenção em uma declaração que ele prestou à imprensa dos EUA, a 20 de maio de 1949, para diversos casos de tortura onde esclarecimentos repugnantes foram obtidos através de espancamentos.

Confirmou-se que nas prisões de Schwäbisch Hall, oficiais da Leibstandarte SS Adolf Hitler foram espancados até que, ensanguentados, caíssem desmaiados. E quando estavam então prostrados indefesos ao chão, tiveram suas genitálias pisoteadas. No famoso Processo de Malmedy contra simples soldados, estes foram pendurados no teto até que assinassem suas confissões, conforme lhes fora exigido.

Uma comissão do exército sob liderança do sr. jurista Gordon Simpson, da Suprema Corte do Texas, investigou as queixas que afirmavam que “métodos de terceiro grau” teriam sido utilizados. Ela chegou à conclusão que “discutíveis e indesculpáveis métodos severos” haviam sido praticados para conseguir “provas” e “confissões”, sobre as quais muitas condenações à morte tinham se fundamentado durante o processo. O juiz Edward L. van Roden, que também pertencia à comissão, forneceu uma descrição exata. Dentre estes “discutíveis métodos severos”, ele nominou: “espancamentos, golpes brutais, dentes e queixos quebrados; processos forjados, onde os ‘investigadores’ se passavam por religiosos, solitárias com alimentação racionada."

Tal procedimento foi repetido durante os processos em Frankfurt e Dachau e muitos alemães foram condenados pelos crimes fundamentados em suas “confissões”. O juiz norte-americano Edward L. van Roden, um dos três membros da Comissão Simpson do exército criada para investigar a condução do processo em Dachau, revelou a 9 de janeiro de 1949 no jornal de Washington, Daily News, os métodos com os quais foram arrancadas as confissões. Seu relatório apareceu também no jornal britânico Sunday Pictorial a 23 de janeiro de 1949. Lá, ele descreve como alguém vestido de “padre” recebe as confissões dos detentos; torturas com palitos de fósforos incandescentes sob as unhas; golpes nos dentes e quebra de queixos; prisões solitárias e alimentação racionada. Van Roden escreveu:

“Os esclarecimentos apresentados como provas foram arrancados de homens, os quais foram mantidos antes por 3, 4 ou 5 meses na solitária e no escuro. [...] Os interrogadores colocaram um capuz preto sobre as cabeças dos acusados; então, estes foram pisoteados e golpeados na face com uma barra de bronze[...] Todos os 139 alemães cujos casos foram analisados, com exceção de dois, tiveram o saco escrotal ferido de tal forma que não foi mais possível curá-lo. Este foi o ‘modus operandi’ de nossos investigadores norte-americanos."

Os aqui descritos responsáveis inquisidores “norte-americanos” foram:
- Tenente-coronel Burton F. Ellis (chefe do “Comitê de Crimes de Guerra”) e seus ajudantes, a saber:
- Capitão Raphael Shumacker;
- Tenente-coronel Robert E. Byrne;
- Tenente William R. Perl;
- Morris Ellowitz, Harry Thon e Kirschbaum (civis).

O conselheiro jurídico do tribunal foi o coronel A. H. Rosenfeld. Podemos extrair de seus nomes que a maioria deste pessoal tinha motivação racista e foi marcada pelo ódio. Segundo o juiz Wenersturm: 

“Eram judeus, e por isso, eles nunca deveriam ter sido incumbidos da investigação.”

terça-feira, 16 de abril de 2019

Presente aziago

Amigos e amigas.

Sempre que assisto a reportagens sobre as periferias, principalmente as dos 3º e 4º mundos, tantas indagações me vêm à cabeça, além de sentimentos antípodas que vão da comiseração à revolta.


Eu me imagino parado no "ponto médio entre as classes sociais". Olho para um lado e vejo uma pequena quantidade de pessoas nadando na opulência e mordomias, ignorando olímpica e soberbamente todo o resto. Olho pro lado oposto e vejo um verdadeiro oceano de miseráveis se acotovelando no meio do lixo, lutando por migalhas mofadas do banquete dos bilionários e olhando com desespero e inveja além do quase inexpugnável abismo que os separa das benesses do mundo.

Passando por mim, há muitos tubos: alguns descarregam tudo o que já foi usado pelos "Altos" no fosso onde chafurdam os "Baixos". Outros tubos estão conectados a máquinas que funcionam à base do trabalho escravo da massa desvalida e sugam suas forças impiedosa e constantemente. Onde estou, há uma grande quantidade de pessoas que tem condições de se sustentar, ainda que a duras penas; outras, com mais tranquilidade. A maioria delas tenta como pode sair desse limbo, acossada pela imensa turba de miseráveis e desprezada pela "nata" da sociedade. Nessa situação, esses "Médios" vivem a escorchante dicotomia de se apiedar dos decrépitos e almejar o topo. Meu estômago embrulha.


Já na realidade, observo aquela notória e inacreditável quantidade de barracos equilibrados em palafitas, ou na encosta de morros, ou à beira de córregos poluídos, totalmente vulneráveis a desastres e intempéries. A quantidade de pessoas por barraco é espantosa; a situação do saneamento e da qualidade das construções é alarmante; é criminoso ver a quantidade de crianças brincando nos únicos e pútridos lugares de que dispõem, expostas às degenerescências (de doenças à violência) que o mundo possui. A violência é um rastro de pólvora que passa por quase todos os lugares, só esperando uma fagulha para se detonar. A miríade de sentimentos que se misturam nos olhares, gestos, falas, risos, choros e lamentos é tão densa que assusta, oprime e, às vezes, até causa repulsa a quem quer que passe por ali. Mas seus habitantes parecem sedados a tudo isso; arrastam suas vidas povoadas de problemas constantes, esperanças baldadas, traumas encruados e sonhos. Apenas sonhos. Meu estômago azeda.

Em contraste, vejo, escuto e assisto a tanta orgia em todos os sentidos: corrupções, desvios de dinheiro, assaltos, desperdícios, ostentação, soberba, sodomia, pornografia, pedofilia,... Tudo fazendo girar a Roda da Fortuna em favor de uma casta de "eleitos privilegiados", pessoas medíocres que são alçadas à notoriedade, ao glamour, aos holofotes. Extasiadas e embriagadas com tanta atenção e fartura, essas bizarras criaturas recicladas, produzidas, pasteurizadas e nos imputadas por uma mídia a serviço do "Poder das Sombras" são o 'front' da guerra que esse "Poder" fomenta contra a sanidade das massas. Sempre que nos deparamos com toda a pantomima pantagruélica dessa estirpe torpe através dessa mídia vendida, sentimo-nos cada vez mais alijados de tudo o que existe de saudável em todos os sentidos, principalmente no espiritual. Este massacre mental e imoral tem a sórdida intenção de assim dizer: "Vejam todas as possibilidades que existem. Eles conseguiram. E você? O que está esperando? O que você está disposto a fazer ou vender para ter tudo isso?" Proporcionalmente ao que você oferece, eles o avaliam e "abrem o espaço que você vale" ou equivalente ao lucro que sua 'alma entregue' pode auferir a eles. Meu estômago revira.



E nós, pobres seres que crêem possuir certo discernimento e consciência, nos vemos cada vez mais enredados nessa teia de horrores, contando com a sorte e a Providência Divina para nos mantermos vivos e bem. Através do suor do nosso trabalho, conseguimos minimamente nos sustentar; com a boa educação que recebemos de quem amamos, mantemos viva a chama da união e do bem querer; nos valendo de nossos instintos e experiência adquirida, criamos um nicho de conforto para nossos queridos, uma fonte de luz aos que buscam uma orientação e um exemplo de civilidade e humanismo à grosseria, mau humor e ranços que exalam de cada mentalidade deturpada por toda essa sanha há tanto cevada no seio da humanidade.

Vemos e sentimos este rancor na falta de gentileza no trânsito, na impaciência no comércio, nas picuinhas no trabalho, na falsidade nos entretenimentos, no desamor no lar, em cada recôndito. É uma panela de pressão que precisa que sua válvula de escape não entupa ou estrague. O mais correto seria apagarmos o fogo que a faz ferver, fogo este que foi ateado e é constantemente alimentado pelo "Poder das Sombras" e seus asseclas, aqueles agentes insidiosos que se vestem de cordiais transeuntes, colocam uma máscara para cada situação e se utilizam de palavras bem ensaiadas para qualquer ocasião. Se houver medo, eles se fingem protetores; se houver revolta, eles se mostram apoiadores; se houver certeza, eles a minam tacitamente; se houver dúvida, eles a alimentam, tergiversando; se houver perigo a seus donos, eles procuram demover o recalcitrante de suas intenções, usando desde evasivas até ameaças. Assim, procuram garantir suas posições de escudeiros dos "hómi" e capatazes da plebe. Meu estômago trava.


Com tudo isso, como é possível continuarmos a ser tão cordatos e cordeiros? Que passividade atroz tomou conta das pessoas? Esse comodismo já virou doença crônica? A alienação chegou ao ponto de anestesiar mente e coração do povinho? A ilusão chamada 'democracia' conseguiu 'doutrinar' a maioria a crer que sua função social é votar e o resto, "deixa com eles"? Ainda crêem que ela é a melhor forma de governo e nos proverá de tudo o que necessitarmos? Culpar o poder público por tudo, mas não mover um dedo para mudar o status quo pode ser classificado de quê? Até quando a miserabilidade cultivada que toma conta da essência da humanidade vai perdurar? Até quando suportaremos? Se uma revolta mundial eclodir, quantos sobreviverão, como estarão e qual será o legado que herdarão desta "Era de Hipocrisia"?

Confesso não ter estômago nem para imaginar as respostas.
FAB29

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Valores

Amigos e amigas.
Qual é o valor da honestidade? Esta, que deveria permear cada atitude humana em prol da evolução, do progresso e do bem estar, é obliterada quando entram em cena a ganância e a sanha por dominância e poder. Será que se pode afirmar que alguém fica milionário honestamente, sem nunca ter cometido ou se beneficiado por alguma falcatrua? Afinal, a corrupção está entronizada nas sociedades, política e economia mundiais que regem nossas vidas. Seja por ignorância, omissão ou impotência, todos nós somos conspurcados em algum nível pela imoralidade dessas criaturas malsãs. E quanto maior o progresso financeiro, tanto maior é o contato com o dinheiro sujo da corrupção generalizada: drogas, estelionatos, pornografia,...!

Qual é o valor da justiça? Esta, que tem por premissa primária zelar pela lisura dos atos humanos, distribuindo culpas e inocências bem ao estilo "A César o que é de César", quase sempre se vê superlotada, distorcida, vilipendiada e mesmo intimidada e comprada pelo poder do Capital dominado pelos grandes parasitas. Nesse "Quem pode mais, chora menos", os miseráveis e menos abastados superlotam as penitenciárias (vários, injustamente) e a maior das impossibilidades é um dos "grandes" pagar por seus crimes. Além do quê, o escravagismo que é fomentado e nutrido por essa casta degenerada é determinante na perpetuação e até na institucionalização da injustiça. O corporativismo ("Salve o meu que eu garanto o seu") grassa sem o menor constrangimento nas altas rodas.

Qual é o valor da paz? Esta, que é sinônimo de harmonia e equilíbrio,  não serve para os usurários que vivem da podridão que causam com seu parasitismo ("A usura é um câncer no azul" - Ezra Pound). Ela não gera os lucros que eles almejam (fáceis e estratosféricos). Assim como um lago estagnado ou um céu todo azul, a paz não necessita de loucuras e atitudes extremas e urgentes. Os "defensores da guerra" (lembram do Obama a defendendo ao receber o Prêmio Nobel da Paz?) dizem que "a paz cria mofo na humanidade, atrasando em muito a sua evolução. A guerra sacode a poeira, tira o povinho do marasmo e injeta sangue novo à vida". Talvez para substituir o que verteu dos milhões de mortos... Então, o "Se vis pacem, para belum" torna-se absoluto.

Perceberam que os três tópicos são inseparáveis? Se você é honesto, jamais cometerá injustiças. Assim, sempre viverá em paz com seus semelhantes que não terão motivos para serem desonestos com você. Eu os vejo como o "Tripé de Humanidade" porque a constante prática deles criaria uma confiança, respeito e bem querer tão poderosos que tudo o que houvesse de bom brotaria dali.

Eu sempre serei um defensor intransigente desses três pilares. E se tiver de guerrear para garantir que meu universo seja agraciado por eles, o farei. Tudo que eu acreditar ser uma nódoa sequer que manche seus brilhos e transparência, eu contestarei, repelirei e combaterei, independente de qualquer vendido ou coisa pior que venha se opor às minhas idéias e ideais, me combater, me condenar, tentar me dissuadir, me corromper. Se me provarem ou mesmo se eu crer que as contestações às minhas convicções forem mais corretas, não terei nenhum problema em acatá-las, mudar meu rumo. Assim é o dinamismo da vida.

Eu vivo e morrerei com minhas opiniões. Mais uma vez, o maior poeta estadunidense do século 20, Ezra Pound: "Aquele que não está disposto a morrer por sua opinião, ou sua opinião, ou ele próprio não vale nada!"
FAB29