Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


segunda-feira, 24 de junho de 2019

Liberdade vigiada

Amigos e amigas.
O texto a seguir é uma tradução livre que fiz de um vídeo que parece ter sido deletado do youtube. Mostra o quanto é hipócrita a liberdade que os donos do mundo permitem ao povinho. Creio ter conseguido recuperá-lo e postá-lo no fim deste.

Nesse vídeo, enquanto Djamel Bouras critica as charges ofensivas feitas com Maomé e o apresentador responde que "Aqui é a França. Temos liberdade de expressão", o comediante francês Dieudonnè é cobrado severamente por esse mesmo apresentador devido a uma crítica/paródia/sarro que fez a um judeu.

Vê-se que é mais uma prova de quem manda e que não aceita um A contra si.
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DEBATE NA FRANÇA SOBRE LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

(Um senhor) - Vivemos num mundo onde podemos criticar e ridicularizar. Você sabe: ridicularizamos nada e tudo. O fato de podermos fazer isto é satisfatório para mim. Porque significa que temos liberdade.
(Djamel Bouras) - Temos que ser um pouco sábios e não cairmos nesses tipos de provocações [Cartuns contra Maomé].
(Apresentador) - Mas se tivermos que evitar desenhar cartuns de seu profeta por causa da sensibilidade dos Muslims, isto se torna uma forma de autocensura.
(Djamel) - Para mim, liberdade de expressão e respeito ao próximo andam de mãos dadas. Eu sou pela liberdade de expressão, mas por que exercê-la magoando os outros?
(Apresentador) - Permita-me: eu faço uma caricatura de Maomé, Jesus ou de um rabino. Eu teria o direito de fazer isso, entende? Isto é a França!
(Djamel) - Quando você sabe que vai insultar milhões de pessoas, por que fazê-lo?
(Apresentador) - Tem a ver com liberdade. É disto que se trata.

O MESMO JORNALISTA ENTREVISTANDO DIEUDONNÈ, UM COMEDIANTE QUE BRINCOU IMITANDO UM JUDEU ORTODOXO:

(Apresentador) - Você não acha que deveria se desculpar pelo seu ato? Deveria dizer: “Sinto muito! Não foi engraçado! Desculpe ter ferido seus sentimentos! Fui estúpido!
(Dieudonnè) - É parte do meu trabalho. A comédia que faço tem que ter esses pequenos limites.
(Apresentador) - Não posso entendê-lo! Estou chocado! Acho sua atitude indesculpável!
(Dieudonnè) - Vivemos num país onde podemos nos expressar livremente. Por que você é contra?
(Apresentador) - Vou lhe dizer por que você não tem o direito de se expressar livremente: é por causa do holocausto! Eis por que sua comédia causa um pequeno problema.
(Dieudonnè) - Mas por 400 anos, nós também tivemos 100 milhões de negros escravizados, mas isso não impediu de fazermos comédia com os tipos negros. Podemos ver o comediante stand up Michelle Led vestido de macaco, com olhos de vidro, como um negro. Ninguém o parou ou o criticou. Ele é até saudado como um herói.
(Apresentador) - Para alguém que teve toda a sua família exterminada em campos de concentração e vê alguém na TV dizendo “ISRA-HEIL!”. Você percebe a severidade da situação? Não sei se é capaz! (...) Há muitas situações onde dizemos para conhecidos: “Nós não poderemos tê-lo no programa; não é mais possível" Como Lanceral, que nunca será convidado a este programa. Por causa do que ele disse, não podemos mais convidá-lo para este programa. Você imagina o quão sério foi o que você disse?
(Dieudonnè) - Acho difícil de acreditar. Eu era apto a fazer comédia com qualquer grupo de pessoas. Faço uma piada com um israelense e, de repente, vira histeria.
(Apresentador) - Pra dizer a verdade, eu o acho um excelente comediante. Você é muito engraçado, talentoso, mas lamento informá-lo que esta é a última vez que você é convidado a este programa.
(Dieudonnè) - Se eu nunca mais for convidado, que seja. Tenho uma dignidade e uma consciência que não posso violar.
(Apresentador) - Você está pronto para admitir? Que desculpa você está pronto para fazer?

RESUMINDO... (DAQUI, INICIA-SE UMA COMPARAÇÃO DOS DOIS PROGRAMAS, MOSTRANDO O CLARO CASO DE “DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS”: AS CARICATURAS DE MAOMÉ CONTRA AS PIADAS SOBRE JUDEUS. NO PRIMEIRO CASO, DIREITO DE SE EXPRESSAR; NO SEGUNDO, UM CRIME, UMA CRUELDADE.) 
NO FINAL DESTA PARTE, HÁ UM OUTRO PRISMA DO DIÁLOGO ENTRE DIEUDONNÈ E O APRESENTADOR:
[Dieudonnè - "Eu não entendo por que você é contra a liberdade de expressão." Apresentador - "Você sabe bem por que não temos esse tipo de liberdade de expressão! (...) Você percebe a gravidade do que você disse? Acho sua atitude indesculpável, chocante! E você nunca mais será novamente convidado a este programa pelo que você disse."]

(Djamel) - Tem de haver igual liberdade para todos!
(Apresentador) - O que quer dizer?
(Djamel) - Liberdade a todos! Uma pessoa como Dieudonnè, que fez duas piadas de judeus e foi banido. Sua carreira acabou e ele é um bom comediante! Nós temos aprovado muitas leis contra o antissemitismo. Sugiro fazer uma contra a islamofobia.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Entreguismo

Amigos e amigas.
O trecho postado é de um livro de Joaquín Bochaca que mostra como as garras do capitalismo apátrida mundial conseguiram tomar de assalto a economia dos EUA e, por conseguinte, a mundial.

Os vendilhões da humanidade estão entre as piores espécies que existem. Woodrow Wilson, o presidente vendilhão da vez que permitiu a excrescência abaixo, se arrependeu amargamente depois.

De lá para cá, os parasitas se alastraram e se enfronharam nos governos oficiais dos países, contando com as passividade e alienação da boiada humana.
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A Constituição dos Estados Unidos tinha posto nas mãos do Congresso o direito de criar e controlar a moeda do país. Mas, a 23 de Dezembro de 1913, com a maioria dos membros do Congresso a passar férias de Natal em casa, foi votada, de maneira quase sub-reptícia, uma lei conhecida com o nome de Federal Reserve Act.

Esta lei autorizava, grosso modo, a constituição de uma entidade com o nome de Federal Reserve Corporation e um conselho de diretores (Federal Reserve Board). Tal lei arrebatava ao Congresso o direito de criação e controle do dinheiro e concedia-o à Federal Reserve Corporation. O pretexto dado para a aprovação desta lei insólita foi de «separar a Política do Dinheiro». A realidade foi que – nesta grande democracia que costuma apresentar-se como o protótipo ideal dessa forma de governo – o poder de criar e controlar o dinheiro foi arrebatado aos chamados «representantes do povo» e concedido a uma empresa privada. E cremos não incorrer no pecado de juízo temerário se dissermos que uma empresa privada tenderá, por definição, a obter proveito próprio, coincida ou não este com o interesse geral da Nação.

O mais grave, juridicamente falando, deste Federal Reserve Act de 1913 é que o acordo se arranjou com uma minoria de deputados que, segundo tudo indica, foram pressionados e subornados; não existia o quórum necessário... de modo que, mesmo do ponto de vista mais estritamente democrático, era de todo impossível justificar aquela lei.

O caso, porém, é que foi aprovada e, desde então, é uma empresa privada que emite o dinheiro do país mais democrático – e poderoso – do planeta. Desde aquele Natal de 1913, um número comparativamente pequeno de pessoas – cerca de 8000 – passou a controlar, emitir, criar e destruir, segundo a sua própria conveniência, o dinheiro de um país que se supõe ser o estandarte do Ocidente. Essas pessoas, na sua imensa maioria, nem sequer são americanas de origem. O deus ex machina deste nefasto Federal Reserve Act foi um banqueiro de Hamburgo chamado Paul Warburg.

Federal Reserve Board emite o dinheiro do país e empresta-o, onerado com juros, ao governo «legal» dos Estados Unidos. Se, por exemplo, o governo de Washington necessitar de 1000 milhões de dólares para financiar obras públicas, renovar armamento, ou o que quer que seja, deve dirigir-se ao Board e pedir-lhe esse dinheiro. Então, o onipotente Board dá o seu acordo, na condição do governo lhe pagar juros. Logo que o Congresso dá a sua autorização, o Departamento do Tesouro imprime 1000 milhões de dólares em bônus que são entregues ao Federal Reserve Board. Este paga os gastos de impressão (que rondam os 500 dólares), retira os juros e faz o câmbio. Então, o governo já pode dispor do dinheiro para cobrir as suas necessidades.

Quais são os resultados desta inverossímil transação? Pois, muito simplesmente, que o governo dos Estados Unidos pôs os seus cidadãos em dívida para com o Federal Reserve Board numa quantia de 1000 milhões de dólares, mais juros, até que sejam pagos. O resultado desta demencial política financeira é que, em menos de 60 anos – de 1913 até 1971 – o povo dos Estados Unidos deve aos banqueiros do Federal Reserve Board um total de 350 bilhões de dólares, tendo que pagar um juro de 1,5 bilhão mensais, sem nenhuma esperança de poder pagar, nem a dívida propriamente dita, nem sequer os juros, pois ambos aumentam continuamente. 195 milhões de americanos estão irremediavelmente endividados relativamente a alguns milhares indivíduos mais ou menos americanizados. O montante dessa dívida é superior ao valor total de todas as riquezas do país.

Mas há mais: com este sistema de «dinheiro-dívida», os bônus a que mais acima nos referimos, são convertidos em valores bancários, com o apoio dos quais os bancos podem fazer empréstimos a clientes privados. Como as leis bancárias dos Estados Unidos exigem somente uma reserva de 20%, os bancos do Federal Reserve Board podem fazer empréstimos até um total de cinco vezes o valor do bônus que possuem. Ou seja, voltando à transação de 1000 milhões de dólares que tomamos como exemplo, o Federal Reserve Board pode emprestar 5000 milhões ao juro «legal». Isto dá-lhe direito aos juros de 6000 milhões... por um custo original de 500 dólares em despesas de impressão! E como o Congresso abdicou – em tão excelsa democracia – do direito de emitir dinheiro, a única saída que resta aos industriais, exploradores agrícolas e comerciantes dos Estados Unidos, quando necessitam de dinheiro para desenvolver as riquezas do país, é pedi-lo emprestado ao consórcio do Federal Reserve Board... entregando-se de mãos atadas.


Joaquín Bochaca in «A Finança e o Poder», 1973.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Sem vergonhice genética


Amigos e amigas.
O caso abaixo foi uma reviravolta no processo que a filha de uma 'vítima do holocausto' havia movido contra os bancos suíços, afirmando que estes estavam escondendo uma conta de seu pai.

Após um 'teatro-dramalhão' que fez quando estava para perder o processo, ela "ganhou" 100 mil dólares sem que nada tivesse sido provado.

Vejam o que ocorreu mais tarde, segundo este texto de David Irwing  de 2005 que traduzi.
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Inversão dramática no caso de Greta Beer

"Foi sua performance que deu aos banqueiros suíços dores de cabeça. Como o senador Alfonse D'Amato levou à tribuna em 23 de abril de 1996, no âmbito das primeiras audiências sobre os ativos não reclamados e deixou claro para o público com algumas frases curtas qual era o certo e qual era o lado errado da justiça no caso. Greta descreveu, com uma voz embargada pelas lágrimas, o tratamento humilhante que ela teve que aturar em sua busca por contas de seu pai nos bancos suíços e como essa dura magnanimidade destruiu suas chances de uma vida confortável.

A partir de então, o "Caso Suíço" tinha um rosto: em Greta Beer, que repetiu as acusações contra "os frios, arrogantes e poderosos" bancos suíços. Ela nunca foi capaz de se recuperar deste ataque. Mesmo Paul Volcker, o presidente da comissão que foi nomeado após ele, mais tarde, observou que suas acusações foram "decisivas".

Hans Bär, o representante do setor bancário que também estava presente nessas audiências, convidou a principal testemunha no mesmo dia para vir à Suíça e ajudá-la com a sua pesquisa com as contas que desapareceram. Ela voou para a Suíça algumas semanas mais tarde, mas, apesar de uma intensa busca, não houve resultados positivos. E assim se manteve: apesar de toda a investigação pela Comissão Volcker, não havia nenhum sinal das contas de Siegfried Deligdisch - pai romeno de Greta Beer.

Pesquisa israelense

Em suas memórias, Hans Bär assumiu que essa conta já não existia; após a morte do pai de causas naturais durante a guerra, seu irmão assumiu a sua empresa e, assim, também o poder de representação em relação às contas - com a qual Bär implica sutilmente o destino delas. Como resultado, Greta Beer estava prestes a deixar o processo Volcker de mãos vazias. Por esta razão, o juiz novaiorquino Edward Korman concedeu-lhe 100.000 dólares "como remuneração por sua ajuda em tornar a solução possível" dos fundos de liquidação.

Mas a história não tinha acabado com isso. Há poucos dias, Greta Beer recebeu uma notícia através do NZZ am Sonntag (um jornal suíço), o que ela estava esperando há anos: uma conta tinha aparecido, mas em vez de um banco suíço, no Banco Leumi, em Israel. Lá, depois de uma pesquisa de quatro anos nos "Ativos do Holocausto" em bancos israelenses, uma lista de 3595 contas  foi publicada no final de janeiro, entre as quais uma está sob o nome Siegfried Deligdisch.

Greta Beer, que mora em Boston, e seu irmão Otto Deligdisch estão convencidos de que não há dúvida de que este foi o relato de seu pai. Ele havia construído uma das maiores empresas têxteis do Leste da Europa entre as duas guerras. Suas relações de negócios chegaram do Egito até a Europa Ocidental, incluindo a Suíça, onde ele havia comprado máquinas para suas fábricas, que tinha o nome de "Hercules". Em suas viagens de negócios, muitas vezes ele viajou pela Palestina, e até comprou uma casa em Jerusalém, em 1934. Essa conta está provavelmente relacionada com a transação.

Precedente ameaçador

Apesar desse surpreendente achado, Greta Beer e seu irmão ainda estão convencidos de que uma grande parte dos fundos de seu pai está na Suíça. Beer também contradiz o relato de Hans Bär pelo qual seu pai lhe deu a procuração. Burt Neuborne, o representante dos advogados de acusação no processo Korman, que o CRT (Tribunal de pedidos de restituição) está fazendo uma nova tentativa de encontrar contas de Deligdisch na Suíça. As chances de sucesso não são boas.

A surpreendente virada do processo Greta Beer é o resultado de uma clarificação em Israel, que tem sido controversa. O membro do Knesset Colette Avital obteve, contra uma grande dose de resistência, através de um projeto de lei dizendo que os bancos israelenses também devem olhar para as contas não reclamadas do Holocausto. Após os resultados, que foram publicados em janeiro de 2005, uma série de bancos se opuseram, dizendo que as contas não pertenciam às vítimas do Holocausto. Trata-se de "o princípio", disse o Ha'aretz.

Nenhum banco israelense quer admitir abertamente, e ser visto em livros de História, como tendo fundos acumulados pertencentes às vítimas do Holocausto durante tantos anos.

Greta Beer foi, entretanto, contatada por Colette Avital e o Conselho de Inquérito sobre os próximos passos para receber a posse da conta. Segundo informações do Yona Fogel, vice-presidente do Banco Leumi, o processo de restituição ainda não foi esclarecido. Entre outras coisas, o montante de juros sobre essas contas está em discussão. No momento, uma taxa de 3 ou 4%, está a ser considerada. De acordo com o Ha'aretz, é possível que esta taxa será reduzida, uma vez que é provável que seja um precedente para o retorno dos fundos palestinos.

A História não necessariamente favorece Greta Beer."

[PS- Só para reforçar, o que dizer das quase 3600 "holo-contas" em Israel ?]