Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


terça-feira, 30 de julho de 2019

Patch Adams - Coração e Voz

Amigos e amigas.
Quem conheceu Patch Adams via Hollywood não viu nem um décimo de sua personalidade.
Vejam a entrevista abaixo e constatem que ele é imensamente mais elevado do que é mostrado no filme.
Admirável! Fiquei fã dele!
FAB29

Pablo Nogueira, da revista Galileu
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Patch Adams
Célebre pelo filme de Hollywood inspirado em sua vida, o médico americano Patch Adams diz que não quer mudar só a medicina, mas o mundo 
Para muitas pessoas, o nome Patch Adams evoca a figura do ator Robin Willians vestindo um jaleco branco, usando um nariz de palhaço e fazendo graça para os doentes de um hospital. Foi assim que a figura desse médico e ativista americano de 60 anos foi retratada em "Patch Adams - O amor é contagioso", produção hollywoodiana de 1998 que alcançou sucesso mundial. Mas as idéias defendidas pelo médico na vida real passaram longe das telas. Ele esteve no Brasil no mês de junho para uma série de conferências, onde abordou temas como a defesa da paz, da ecologia e do ensino de amor nas escolas. Confira suas idéias na entrevista a seguir.

GalileuHollywood fez um filme sobre sua vida, onde o senhor é retratado como alguém que quer mudar a medicina. O que há de errado com ela?
Patch Adams: O que o filme não mostra é que eu sou um ativista político. A medicina é parte de um mundo que precisa mudar. Precisamos deixar de idolatrar a ambição e o poder, e passar a valorizar a compaixão e a generosidade. A cobiça e o poder destruíram a profissão médica em toda parte. No país mais rico do mundo, os EUA, nós negamos cuidados médicos a 50 milhões de pessoas. De alguma forma, a ética dos médicos permitiu que fossem cúmplices disso. Deixamos a indústria farmacêutica cooptar a medicina, ao afetar a pesquisa e influenciar as escolas médicas. Os ricos obtêm os melhores tratamentos e cuidados, enquanto os pobres não recebem cuidado algum ou o pior possível. Mas nem os ricos podem obter um tratamento compassivo, porque isso não é algo que possa ser reembolsável.

GalileuQuais são as atividades que o senhor desenvolve na organização que criou, o Instituto Gesundheit?
Adams: Começamos nosso trabalho há 35 anos. Queríamos olhar para cada um dos problemas envolvendo o acesso à saúde e criar um modelo que mostrasse que esses problemas poderiam ser solucionados. Não temos, necessariamente, a resposta certa. O que estávamos mostrando, por meio do nosso modelo radical, é que é possível solucionar esses problemas usando ação e inteligência.

GalileuPode dar um exemplo?
Adams: Nós criamos um hospital totalmente grátis; nada é pago. Não trabalhamos com seguro de saúde. As entrevistas iniciais com cada paciente levam até quatro horas. Somos o único hospital que integra todas as artes curativas. A equipe vive no hospital, é a sua casa. Integramos a medicina às artes cênicas,          artesanato, agricultura, natureza, educação, recreação e serviço social. Todas essas coisas são muito radicais para esse país, e suspeito, para o seu país também. Nós também enfatizamos a ligação da saúde de um indivíduo e a saúde da sua comunidade e da sociedade. 

GalileuQual é a sua mensagem?
Adams: Eu não tenho a ver com esse filme de Hollywood. Aquilo é uma bobagem pop. Ele enfatiza minha ligação com o humor. Bem, eu tenho uma ligação com o humor. Nós levamos um time de palhaços para o Sri Lanka para ajudar na recuperação após o tsunami. Também levamos palhaços para países em guerra. Essas coisas são verdadeiras. Mas o que queremos é paz, justiça e cuidados para todas as pessoas, em todos os lugares. E Hollywood sabe que esses ideais não vendem entradas, então não colocaram esses elementos nos filmes.
Temos é que fazer do amor a base do nosso sistema de valores. O nosso sistema atual é baseado em cobiça e poder. É isso o que a televisão promove, bem como os governos dos países ricos. É a idéia por trás do Banco Mundial, a OMC (Organização Mundial do Comércio) e o FMI: concentrar imensas somas de dinheiro nas mãos do menor número de pessoas. As três pessoas mais ricas do mundo têm tanto dinheiro quanto os 48 países mais pobres. Diariamente 35 mil crianças morrem de fome, e uma morre por falta de água a cada 8 segundos. Isso acontece porque não há ética, nem se ensina o amor. Os homens estão no comando, e não as mulheres. Eles amam poder e dinheiro, e impõem isso ao resto do mundo. No seu país, as pessoas se interessam mais por beleza e por esportes do que pelo cuidado das florestas ou dos povos indígenas.

GalileuE como ensinar o amor nas escolas?
Adams: Só um homem faria essa pergunta. O motivo de darmos nossas crianças para as mulheres educarem é porque nós sabemos que elas entendem de amor. Pessoalmente, eu poria toda a liderança nas mãos das mulheres. O amor é a coisa mais importante do mundo, certo? Mas não há uma escola no mundo, da pré-escola ao segundo grau, que dedique uma única hora de aula ao amor. Mas todas ensinam a cada semana cinco horas de matemática, cinco de história e cinco de línguas. Nada disso é mais importante do que o amor. Imagine como o mundo seria se as crianças recebessem semanalmente cinco horas de aulas de amor por 13 anos! Os homens ainda não perceberam que o amor não é sexo; o amor é uma habilidade.

GalileuSuas idéias soam um pouco radicais...
Adams: Não é irônico que a cobiça seja considerada normal e o amor seja chamado de radical? Mas por que as pessoas no seu país se interessam mais pelo futebol do que pelas crianças assassinadas nas ruas do Rio? E por que é radical fazer tais perguntas? Por que o Brasil se interessa mais por mulheres jovens e bonitas do que pelo fato de que a cada ano 27 mil espécies de plantas e animais se extinguem? Eu venho ao Brasil para falar pela sua natureza e por todas as pessoas feridas. Eu quero ser a voz deles.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Eduardo Marinho

Amigos e amigas.
Eis um grande vídeo em que seu entrevistado resume precisa e categoricamente os mais nevrálgicos pontos sociais da humanidade. Por exemplo, a miséria não é um "acidente social", mas uma arma de opressão das elites parasíticas para manter seu domínio sobre sua hospedeira, a humanidade.
Convido-os a assisti-lo com atenção até mais de uma vez. Penso que vale bastante.
FAB29

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Inversão da Medicina

Amigos e amigas.
Segue abaixo um texto que retirei daqui sobre Medicina Invertida, contando resumidamente o que aconteceu para as indústrias farmacêuticas adquirirem gigantescos (e nocivos) poder e influência na vida da humanidade.
Tudo se resume às duas palavras que uso há muitos anos para essas ações dos grandes parasitas: LUCRO E DOMINAÇÃO. Não necessariamente nesta ordem.
E, como sempre, o que mais me dói e até enoja são o conformismo, o comodismo e a alienação dos hospedeiros dessa casta degenerada. Enquanto essas fraquezas forem aceitas passivamente pelo gado humano, seus parasitas agradecerão.
FAB29

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Medicina Natural

Em finais do século XIX, a ciência médica era muito democrática nos Estados Unidos. As terapias naturais eram ensinadas e praticadas em grande número no país, fazendo concorrência à medicina alopática, que usava cirurgias e medicamentos químicos. A Medicina conservava ainda, em grande parte, suas bases greco-romano-judaico-cristãs, que consideravam o papel das emoções na formação das doenças e a força da natureza na cura. Então aconteceu um fato que inverteu inteiramente esse rumo, até os dias de hoje. 

Nessa época, dois bilionários norte-americanos, Andrew Carnegie (1835-1919), magnata da siderurgia, e John D. Rockefeller (1839-1937), magnata do petróleo – interessados em investir na fabricação de remédios, utilizando os subprodutos da siderurgia e do petróleo – financiaram um estudo sobre a “Educação Médica nos EUA e Canadá”, encomendando-o ao seu amigo, o educador Abraham Flexner (1866-1959). 

O financiamento resultou no “Relatório Flexner” de abril de 1910, que recomendou publicamente que todas as escolas de medicina, odontologia e enfermagem onde se ensinavam terapias naturais, deveriam ser fechadas; as escolas pequenas de medicina deveriam desaparecer e todo ensino deveria ser concentrado em universidades; o ensino da medicina e profissões similares, teria que estar baseado em “biomedicina”; Pasteur seria o paradigma, dando ênfase à microbiologia e farmacologia; as mulheres e negros deveriam ser impedidos de estudar medicina, alegando que havia um excesso de médicos no país. 

Com este relatório, adotado pelo governo, prosperou astronomicamente a indústria farmacêutica. A Reforma Universitária Brasileira de 1968 e a das outras universidades e escolas de medicina de América Latina foi feita similarmente pela Fundação Rockefeller, seguindo quase a totalidade dos ditames do Relatório Flexner. 

Infelizmente, hoje existem no mundo mais de 800 companhias farmacêuticas que disseminam suas vacinas e medicamentos por toda a face da terra, gerando a pandemia iatrogênica (doenças geradas pela Medicina). 

Com o ensino médico oficial baseado em universidades, os poderosos da economia ligados aos laboratórios criaram hospitais-escola (como inúmeros deles financiados pela Fundação Rockefeller e organizações similares), com o fito de ensinar os estudantes a receitar os medicamentos que fabricam e a evitar o conhecimento da medicina natural e psicossomática (que não lhes dá lucro). O mesmo se diga de renomados institutos de pesquisa financiados por laboratórios para elogiar determinados produtos químico-farmacêuticos em detrimento de outros, promovendo viagens e “encontros científicos” destinados a aliciar as mentes dos estudantes.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Wikileaks

Amigos e amigas.
Atualmente, Julian Assange, criador do Wikileaks, encontra-se em péssimos lençóis, acusado de "violar as condições de sua fiança". Desde 2010, estava sendo caçado até sua prisão recentemente.

No texto abaixo (retirado daqui), podemos relembrar 10 tópicos em que ele desnudou uma bilionésima parte das iniqüidades perpetradas pelos grandes parasitas da humanidade. Pequeninos exemplos das toneladas de motivos que o status quo nefasto têm para querer sua obliteração.

Não o tenho como um herói da humanidade, mas caras como ele valem bastante.
FAB29

1. Manual do Exercito dos EUA para a prisão de Guantánamo

Em dezembro de 2007, o WikiLeaks publica um manual do Exército dos EUA para os soldados responsáveis pela custódia dos prisioneiros do centro de detenção de Guantánamo.
O texto compila os “procedimentos operacionais padrão” que se aplicam aos internos, que incluem medidas como o uso de cachorros com a intenção de intimidá-los e a restrição de acesso ao local a membros do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
O aumento de problemas de saúde mental e o número de suicídios entre os presos também aparecem compilados no documento.

2. Ataque aéreo a civis em Bagdá

No dia 5 de abril de 2010, a organização comandada por Assange vazou um arrepiante vídeo que mostra como um grupo de civis são atacados com potentes armas de fogo a partir de um helicóptero estadunidense AH-64 Apache, no dia 12 de julho de 2007.
Os soldados a bordo da aeronave, cujas conversas – muitas vezes, joviais – se escutam na gravação vazada, atiraram contra um grupo de iraquianos, matando 12 deles, entre os quais se encontravam dois colaboradores da agência de notícias Reuters: Namir Noor-Eldeen e Saeed Chmagh.

3. O “diário da guerra do Afeganistão”

Foi o maior vazamento de documentos sigilosos na história militar estadunidense até o momento e se constitui como um grande marco no desempenho informativo do WikiLeaks: no dia 25 de julho de 2010, a organização dirigida por Assange publica 90 mil páginas, divididas em mais de 100 categorias, que coletam diversos incidentes e relatórios sobre a guerra do Afeganistão.
Os documentos revelaram, por exemplo, que os EUA ocultaram brutais massacres cometidos pelos talibãs (que resultaram em duas mil vítimas civis) e os casos de 195 pessoas desarmadas que morreram nas mãos da força de coalização, resultado de disparos motivados pelo medo de que fossem terroristas suicidas. A busca por Osama Bin Laden também está extensamente documentada nesses relatórios.
WikiLeaks enviou, simultaneamente, esta informação ao jornal estadunidense The New Yortk Times, ao britânico The Guardian e ao Der Spiegel, na Alemanha.

4. Os registros da guerra do Iraque

WikiLeaks supera sua própria façanha apenas três meses depois: no dia 22 de outubro de 2010, vaza quase 400 mil documentos sobre a guerra do Iraque, cujo conteúdo horroriza o mundo.
Esse vazamento massivo inclui uma recontagem de vítimas, elaborada pelo próprio Exército dos Estados Unidos, enumera os falecidos no Iraque em 109.032 e reconhece que cerca de 60% deles são civis. Os documentos também revelam vários casos de soldados estadunidense que mataram civis em postos de controle.
Outro aspecto escandaloso descoberto nessa impressionante remessa de documentos é a constatação de que os EUA tolerou abusos, torturas, estupros e até execuções sumárias de civis cometidas por forças iraquianas aliadas, as quais supervisavam e treinavam.

5. O “cabogate”: documentos da diplomacia estadunidenses

No dia 28 de novembro de 2010, o WikiLeaks volta a escandalizar o mundo com o vazamento de mais de 250 mil mensagens do Departamento de Estado dos EUA, que revelam episódios inéditos ocorridos em várias pontos conflituosos do mundo, assim como dados de grande relevância que evidenciam uma parte considerável da política exterior estadunidense, assim como suas obsessões, seus mecanismo e suas várias fontes.
Trata-se de umas das revelações mais profundas e importantes feitas pelo WikiLeaks, na medida em que contribui para a compreensão, por parte dos cidadãos, de como os Estados Unidos conduz de forma sombria suas relações internacionais.
Esses documentos contêm comentários e relatórios elaborados por diferentes funcionários da diplomacia estadunidense, em certas ocasiões escritos com uma linguagem muito sincera, e se referindo a personalidade do mundo todo. Também revelam conteúdos de conversas e reuniões de funcionários de alto escalão, e até relatam desconhecidas atividades que se relacionam diretamente com espionagem.
Em alguns casos, a própria natureza das expressões usadas nessas mensagens pôs em perigo as relações dos Estados Unidos com alguns de seus aliados; outras vezes, chegaram a dificultar certas estratégias estadunidenses na política exterior, como a aproximação com a Rússia ou com certos países árabes.
A documentação foi enviada do servidor do WikiLeaks aos jornais El País (Espanha), Le Monde(França), Der Spiegel (Alemanhã), The Guardian (Reino Unido) e The New York Times (EUA).

6. Os arquivos de Guantánamo

No dia 25 de abril de 2011, o WikiLeaks vazou quase 800 documentos secretos do Pentágono que revelavam que o governo dos EUA utilizou o centro de detenção de Guantánamo de forma ilegal para obter informações de seus presos, muitos do quais não tinham qualquer vínculo com o terrorismo.
Foram 4.759 páginas datadas entre 2002 e 2009, assinadas pelos mais altos comandos da Força Conjunta da base e dirigidas ao Comando Sul do Departamento de Defesa em Miami. Entre eles, havia dossiês confidenciais, entrevistas e memoriais internos que refletiam, por exemplo, o frágil estado mental de alguns presos, como o de uma criança de 14 anos ou de um idoso de 89.
Os EUA chegaram a admitir nesses relatórios que 83 dos 779 reclusos não ofereciam nenhum risco para a segurança da nação e, quanto a outros 77, reconheceu que é “improvável” que fossem uma ameça a seu pais ou para algum de seus aliados. O próprio Exército norte-americano estimou que aproximadamente 20% dos presos foram levados para a prisão de forma arbitrária.

7. Políticas de detenção em Guantánamo e Abu Ghraib

No dia 23 de outubro de 2012, o WikiLeaks revela em abundante documentação – mais de 100 relatórios – detalhes sobre os procedimentos empregados por autoridades militares estadunidenses contra prisioneiros sob sua custódia nas prisões de Abu Gharaib (Iraque) e, de novo, em Guantánamo (Cuba).
No dia em que fizeram esse vazamento, os EUA estavam na reta final da campanha eleitoral, próximo das eleições, previstas para o dia 6 de novembro desse mesmo ano, na qual sairia reelegido Barack Obama.
Assange, já recluso na embaixada do Equador, declarou que esses documentos “mostram a anatomia do mostro de detenção criado após o 11 de setembro, a criação de um espaço sombrio em que a lei e os direitos não existem, onde as pessoas podem ser presas sem deixar rastro somente pela vontade do Departamento de Defesa dos EUA”.

8. Espionagem na Europa

Em junho de 2015, o WikiLeaks publica cinco relatórios da Agência de Seguranção Nacional estadunidense (NSA, em sua sigla em inglês), elaborados a partir das comunicações interceptadas de ex-mandatários franceses como Jacques Chirac e Nicolas Sarkosy, assim como do então presidente Francois Hollande.
Os ciberativistas asseguravam que o “EUA implementaram uma política de espionagem econômica contra a França durante uma década”, por meio de mecanismos como a “interceptação de todos os contratos corporativos franceses e de negociações com valores superiores a 200 milhões de dólares”. Entre as comunicações espionadas pela agência norte-americana, havia discussões sobre a crise financeira na Grécia (inclusive sobre a possibilidade de que o país heleno abandonasse a União Europeia) ou conversas sobre as lideranças da Eurozona, assim como as relações que mantinham o governo de Hollande com o da chanceler Angela Merkel.

9. Espionagem a Netanyahu, Berlusconi e Ban Ki-moon

Apenas 7 meses mais tarde, em fevereiro de 2016, o WikiLeaks revelava novos documentos com mais ações de espionagem feitas pela NSA contra líderes mundiais. Nesse caso, os espionados foram o primeiro-ministro israelense, Benjamim Netanyahu, o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi e o então secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
A agência norte-americana realizou escutas secretas em um encontro entre Ban Ki-monn e Angela Merkel, que também aparece nesses relatórios. Os documentos também apontaram uma conversa entre Netanyahu e Berlusconi e uma reunião privada entre Berlusconi, Merkel e o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy.
Os relatórios da NSA reproduzem fielmente o conteúdo desses encontros. Asim, Merkel e Ban conversaram sobre a luta contra as mudanças climáticas; Netanyahu solicita ajuda a Berlusconi para lidar com a administração do presidente Barack Obama; e Sarkozy adverte ao primeiro-ministro italiano sobre os graves perigos que o sistema bancário de seu país enfrenta.

10. O e-mail de Hillary Clinton

No dia 16 de março de 2016, o WikiLeaks publicou um arquivo com mais de 30 mil e-mails recebidos e enviados por Hillary Clinton em seu servidor privado quando desempenhava o cargo de secretária de Estado. Os documentos abarcam um período compreendido entre o dia 30 de junho até o dia 12 de agosto de 2014.
Entre os vazamentos, se encontram 27 mil e-mails do Comitê Nacional Democrata (CND), que revelaram assuntos tão diversos e relevantes como as manobras de vários membros do Partido ou o fornecimento de armas para os extremistas da Síria, entre muitos outros. Os ciberativistas também divulgaram cerca de 50 mil e-mails de John Podesta, o chefe da campanha presidencial de Hillary Clinton, que expôs uma grande quantidade de informações confidenciais da cúpula do Partido Democrata, que incluía estrategias de campanha, transcrições completas de discursos e algumas disputas internas dentro do partido.