Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Justiça e preconceitos

Amigos e amigas.
Vejam essas duas reportagens abaixo. O assunto é o mesmo: violência. O tratamento dado a cada caso é que causa, no mínimo, revolta.
Mais detalhes aqui.

O que um pastor e uma dupla gay têm em comum? O pastor, depois que sua filha sofreu tentativa de estupro num posto de saúde, foi denunciado por uma agente do Conselho Tutelar que é parente do agente tarado do posto de saúde, sob a alegação de tortura.
O pastor foi preso em condições desumanas, sem nenhum defensor para ajudar. A dupla gay foi presa por maltratar e estuprar um menino, mas contou com quatro defensores públicos para ajudar.
AMAZONAS, Brasil, 28 de março de 2011 — Um pastor brasileiro da região do Amazonas ficou mentalmente doente depois de ser preso acusado de bater em suas duas filhas, de acordo com reportagens dos meios de comunicação locais. Até recentemente, conforme noticiaram as reportagens, o pastor estava algemado a uma cama de hospital presidiário, onde ele era forçado até mesmo a fazer necessidade em frente dos funcionários.
  
Jeremias Rocha permaneceu preso durante meses por bater em suas filhas, na total ausência de de evidências ou até mesmo uma condenação

Jeremias Albuquerque Rocha, que acabou de completar 26 anos, era um atuante pastor evangélico na cidade de Carauari até maio do ano passado, quando uma agente do conselho tutelar o denunciou por bater em suas filhas, pelo que ele foi acusado de “tortura”.
Apesar de que nenhuma evidência física tivesse sido apresentada ao juiz, Rocha foi colocado em detenção preventiva, numa cela de prisão tão cheia de presos que ele era forçado a ficar de pé o dia inteiro, e tinha de dormir agachado no chão, que estava coberto de papelão.
Passaram-se meses sem nenhuma solução. Em nenhum momento se apresentou algum relatório médico documentando qualquer marca física [no caso de suas filhas] nem houve nenhum exame físico confirmando ferimentos — provas que a lei exige. Em agosto, Rocha havia, conforme as reportagens, começado a chorar e desmaiar dentro de sua cela. Quando foi levado a um hospital próximo e diagnosticado com doença mental, o juiz Jânio Tutomu Takeda se recusou a acreditar no diagnóstico, afirmando que Rocha estava “fingindo”, e ordenou que ele fosse algemado à cama do hospital.
E, para complementar esta 'pérola' de vilania:
Em 7 de março de 2012, a Band noticiou sobre um menino de 5 anos que sofria agressões e estupro de uma dupla homossexual em São Paulo. A faxineira da casa percebeu que o menino estava com febre e como a dupla gay não estava, a mulher o levou para casa. Durante o banho do garoto, ele contou que estava com muita dor. O menino contou para a faxineira que sofria maus tratos e abuso sexual.
A mulher levou o menino para o hospital, onde o garoto deu entrada com desidratação, desnutrição, broncopneumonia e tinha marcas de agressão pelo corpo.
A ocorrência foi registrada no 13º DP e o Conselho Tutelar foi acionado. Contudo, o governo do Estado de São Paulo interveio fortemente no caso, designando quatro defensores públicos para defender a dupla gay. O acompanhamento do caso por quatro defensores públicos espantou até o delegado, que disse:
“Em trinta e quatro anos de polícia, esse é o primeiro caso na minha carreira que eu vejo que a Defensoria Pública vem acompanhar dois indivíduos que estão sendo investigados e com quatro integrantes”.
Primeiramente, quero fazer umas ponderações:
- Chamar alguém bem branco de "leite azedo", "Gasparzinho", "heroína" ou coisa parecida é só tiração de sarro que não merece sequer atenção. Chamar um negro de "apagão", "petróleo", "creolina" ou coisa assim é racismo e chamar um homossexual de "fruta", "bicha", "queima-rosca" ou similar é homofobia, ambos com direito a processo, multa e, até, prisão;
- Chamar um magrelo de "cegonha" ou "girafão"; um gordo, de "baleia" ou "hipopótamo"; um baixinho, de "jóquei de chiuhaua" ou "fiofó de cobra"; um fanhoso, de "pato" ou "marreco"; uma loira, de "anta" ou "burra" (não esquecendo que "Manuel" e "Joaquim" também já viraram quase sinônimos de "asno"), tudo normal, sem problemas! Ouve-se isso o tempo todo, inclusive na TV. Chamar um negro de "macaco", "tiziu" ou "mutum" ou chamar um homossexual de "veado", "pirilampo" ou "mariposa", de novo: processo, multa e prisão.
- Na Avenida Paulista, é proibido qualquer tipo de passeata (Marcha para Jesus, Direitos Humanos, etc). Exceções ainda são a Parada Gay e a Marcha da Maconha.
Eu não tenho preconceito contra ninguém! Tenho, sim, minha idiossincrasia, minha escala de valores e meus níveis de tolerância. Respeito os de todos e exijo que os meus também sejam respeitados. Isto posto, preciso demonstrar meu desacordo com esse 'tratamento diferenciado' que é dado aos gays, judeus e negros. Por que eles são 'quase intocáveis'? Ao contrário dos outros, eles não podem ser contestados, sacaneados, segregados, repelidos, mal quistos ou qualquer coisa que não os agrade sem que isso renda horrores ao infeliz que ousar fazer isso ?

Um negro com uma camiseta estampada "100% Black!!" é visto com admiração e aplaudido. Um branco com uma, estampada "Superwhite!!" será tachado de neonazista e similares !
Definitivamente: já que parece não haver leis que punam especificamente o preconceito contra brancos, orientais, loiras, portugueses, gaúchos, etc (visto que não é visto como preconceito), não deveria haver tal privilégio para os gays, judeus e negros! Eles não são melhores que os outros, não são superiores em nada, suas coragem, capacidade, moral, inteligência, etc, estão, NO MÁXIMO, no mesmo nível que as dos outros! É claro que eles precisam ser respeitados em suas dignidades, liberdades e opções de viver. MAS O MESMO TEM DE VALER para todos os outros!
Portanto, o "casal" gay precisaria ser punido de qualquer jeito, COM ABSOLUTO RIGOR! A atitude do status quo de blindá-los é tão criminoso quanto o ato que cometeram. Seviciar qualquer pessoa é hediondo; seviciar uma criança, é, na menor das hipóteses, prisão perpétua (que nem existe neste país). Já no caso do pastor, restaria apenas à família pedir indenização, que iria, ridiculamente, reduzir as terríveis sequelas da injustiça cometida com seu parente.

"A Justiça é cega" no sentido de NÃO ENXERGAR distinções de cor, credo, classe social ou qualquer outra coisa quando precisar punir um iníquo. Mas, para todo o horror e exasperação, ela tem sido LITERALMENTE cega há muito e muito tempo! Nos últimos anos, prenhe de precedentes eméticos.
FAB29