![]() |
| Udo Ulfkotte |
Amigos e amigas.
Segue abaixo uma entrevista de um jornalista alemão (onde confessa ter sido muitas vezes um jornaleiro) ao jornal Russia Today. Nela, ele revela, escancara coisas que todo mundo "sabe", mas deixa quieto. Ou seja, comprova que a humanidade professa o mais abjeto comodismo quando se trata de se conscientizar das torpezas e iniquidades que grassam em seu seio.
Tais revelações nuas e cruas nos deixam ainda mais horrorizados quanto à manipulação imputada ao gado humano, onde a grande podre e vendida mídia nos remete a um labirinto de mentiras bovinamente aceitas sem questionar.
Leiam mais essa traulitada na cabeça dos oligofrênicos. Agradecimentos ao caro amigo Carlos Cobalto, que compartilhou essa pérola abaixo.
FAB29
Udo Ulfkotte, que
trabalhou no Frankfurter Allgemeine Zeitung, fala ao Russia Today
Sou jornalista há 25
anos, e fui criado para mentir, trair, e não dizer a verdade ao público. Mas
vendo agora, e nos últimos meses, o quanto … como alemão, a mídia dos EUA tentar
trazer a guerra para os europeus, para trazer a guerra à Rússia. Este é um ponto
de não retorno, e eu vou me levantar e dizer … que o que eu fiz no passado, não
é correto, manipular as pessoas, para fazer propaganda contra a Rússia e o que
os meus colegas fizeram no passado, porque eles são subornados para trair o
povo, não só na Alemanha, mas de toda a Europa.
A razão para este
livro é que estou muito preocupado com uma nova guerra na Europa, e eu não
quero de novo a situação, porque a guerra nunca vem de si mesmo, há sempre
pessoas por trás que levam à guerra, e não são só políticos; jornalistas também.
Eu só escrevi no
livro sobre como traímos no passado nossos leitores apenas para levar à guerra, e porque eu não quero isso, eu estou cansado dessa propaganda. Nós
vivemos em uma república de bananas; não é um país democrático, onde teríamos a
liberdade de imprensa, direitos humanos.
[…]
Se você olhar para a mídia alemã,
especialmente os meus colegas que, dia após dia, escrevem contra os russos, que
estão em organizações transatlânticas, que são apoiados pelos Estados Unidos
para fazer isso, pessoas como eu. Eu me tornei um cidadão honorário do Estado
de Oklahoma. Por que exatamente? Só porque eu escrevia pró-Estados Unidos. Eu
escrevia pró-Estados Unidos e fui apoiado pela Agência Central de Inteligência,
a CIA. Por quê? Porque eu tinha que ser pró-americano.
Estou cansado disso. Eu não quero! E assim que eu acabei de escrever o livro — não para ganhar dinheiro, não; ele vai me custar um monte de problemas — só para dar às pessoas, neste país, a Alemanha, na Europa e em todo o mundo, apenas para dar-lhes um vislumbre do que se passa por trás das portas fechadas.
[…]
Sim, existem muitos exemplos disso: se você voltar na história, em 1988, se você for ao seu arquivo, você encontrará em março de 1988 que os curdos do Iraque foram atacados com gás tóxico, o que se tornou conhecido em todo o mundo. Mas em julho de 1988, eles [o jornal alemão] me mandaram para uma cidade chamada Zubadat, que fica na fronteira entre Iraque e Irã.
Foi na guerra entre
iranianos e iraquianos, e eu fui enviado para lá para fotografar como os
iranianos tinham sido atacados com gases venenosos, gás venenoso alemão. Sarin,
gás mostarda, fabricado pela Alemanha. Eles foram mortos e eu estava lá para
tirar fotos de como essas pessoas foram atacadas com gás venenoso da Alemanha.
Quando voltei para a Alemanha, só saiu uma pequena foto no jornal, o
Frankfurter Allgemeine, e saiu apenas uma pequena seção sem descrever como era
impressionante, brutal, desumano e terrível, matar … matar, décadas após a
Segunda Guerra Mundial, o povo com gás venenoso alemão.
Foi uma situação em que eu
me senti abusado por estar lá apenas para fazer um documentário sobre o que
tinha acontecido, mas não estar autorizado a revelar ao mundo o que tínhamos
feito atrás das portas fechadas. Até hoje, não é bem conhecido do público
alemão que havia gás alemão, houve centenas de milhares de pessoas atingidas só nesta cidade de Zubadat.
Agora, você me
perguntou o que eu fiz para as agências de inteligência. Então, por favor,
entenda que a maioria dos jornalistas que você vê em outros países afirmam ser
jornalistas, e eles poderiam ser jornalistas, jornalistas europeus ou
americanos … mas muitos deles, como eu no passado, são supostamente chamado de
“informantes não-oficiais”. É assim que os americanos chamam. Eu era um
“informante não-oficial”. A cobertura extra-oficial, o que isso significa?
Isso
significa que você trabalha para uma agência de inteligência; você os ajuda se
eles querem que você para ajude, mas nunca, nunca […] quando você for pego, se
descobrem que você não é só um jornalista, mas também um espião, eles nunca
dirão “era um dos nossos.”
Isso é o que significa uma cobertura extra-oficial. Então, eu ajudei-os várias vezes, e agora eu me sinto envergonhado por isso também. Da mesma forma que eu sinto vergonha de ter trabalhado para jornais como o Frankfurter Allgemeine, porque eu fui subornado por bilionários, subornado pelos norte-americanos para não refletir com precisão a verdade.
[…]
Eu só imaginava,
quando eu estava no meu carro para vir a esta entrevista, tentei perguntar o
que teria acontecido se eu tivesse escrito um artigo pró-russo no Frankfurter
Allgemeine. Bem, eu não sei o que teria acontecido. Mas todos nós fomos
ensinados a escrever artigos pró-europeus, pró-americanos, mas, por favor, não
pró-russos. Portanto, estou muito triste por isso … Mas não é assim que eu
entendo a democracia, a liberdade de imprensa, e eu realmente sinto muito por
isso.
[…]
Sim, eu entendi a pergunta. A Alemanha ainda é uma espécie de colônia
dos EUA, você verá em muitos aspectos; como [o fato de que] a maioria dos
alemães não querem ter armas nucleares em nosso país, mas ainda temos armas
nucleares americanas.
Então, sim, nós ainda somos uma espécie de colônia
americana e, por ser uma colônia, é muito fácil de se aproximar de jovens
jornalistas através de (e isso é muito importante) organizações transatlânticas. Todos os jornalistas de jornais alemães altamente respeitados e recomendados, revistas, estações de rádio, canais de TV, são todos membros ou convidados destas grandes organizações transatlânticas. E nestas organizações transatlânticas, você é abordado por ser pró-americano. Não há ninguém que vem a você e diz: “Nós somos a CIA. Gostaria de trabalhar para nós?“. Não! Esta não é a maneira que acontece.
O que essas
organizações transatlânticas fazem é convidá-lo para ver os Estados Unidos,
pagam por isso, pagam todas as suas despesas, tudo. Assim, você é subornado, você
se torna mais e mais corrupto, porque eles fazem de você um bom contato. Então,
você não vai saber que esses bons contatos, digamos, não-oficiais, são de
pessoas que trabalham para a CIA ou outras agências dos EUA.
Então, você faz
amigos, você acha que você é amigo e você vai cooperar com eles. E se
perguntam: “Você poderia me fazer um favor?”. Em seguida, seu cérebro passa por
uma lavagem cerebral. A pergunta: é apenas o caso com jornalistas alemães? Não!
Eu acho que este é particularmente o caso com jornalistas britânicos, porque
eles têm uma relação muito mais próxima. Também é particularmente o caso com
jornalistas israelenses. É claro que com jornalistas franceses, mas não tanto
como com os jornalistas alemães ou britânicos.
Este é o caso para os australianos, os jornalistas da Nova Zelândia, de Taiwan e de muitos países. Os países do mundo árabe, como a Jordânia, por exemplo, como Omã. Há muitos países onde você encontra pessoas que se dizem jornalistas respeitáveis, mas se você olhar para trás, você vai descobrir que eles são fantoches manipulados pela CIA.
[…]
Desculpe-me por
interrompê-lo; dou-lhe um exemplo. Às vezes, as agências de inteligência vêm
para o seu escritório e sugerem que você escreva um artigo. Dou-lhe um exemplo,
não de um jornalista estranho, mas de mim mesmo. Eu só esqueci o ano. Só me lembro
que o serviço de inteligência alemão no exterior, o Serviço Federal de
Inteligência da Alemanha (isto é apenas uma organização irmã da Agência Central
de Inteligência) veio ao meu escritório no Frankfurter Allgemeine em Frankfurt.
Eles queriam que eu escrevesse um artigo sobre a Líbia e o coronel Kadafi. Eu
não tinha absolutamente nenhuma informação secreta sobre Kadafi e Líbia. Mas
eles me deram toda a informação em segredo, só queriam que eu assinasse o meu
nome.
Eu fiz isso. Mas foi um artigo que foi publicado no Frankfurter
Allgemeine, que originalmente veio do Serviço Federal de Inteligência da
Alemanha, a agência de inteligência no exterior. Então, você realmente acha que
isso é jornalismo? As agências de inteligência escreverem artigos?
[…]
Oh, sim. Este artigo é parcialmente
reproduzido no meu livro; este artigo foi “Como a Líbia e o coronel Kadafi
secretamente tentam construir uma usina de gás tóxico em Rabta”. Acho que foi
Rabta, sim. E eu tenho toda essa informação… foi uma história que foi impressa
em todo o mundo, alguns dias depois. Mas eu não tinha nenhuma informação sobre
o assunto e foi a agência de inteligência que me sugeriu escrever o artigo.
Então, isso não é como o jornalismo deve funcionar, as agências de inteligência
decidirem o que é publicado ou não.
[…]
Eu tive uma, duas, três … seis
vezes a minha casa foi revistada, porque eu tenho sido acusado pelo
procurador-geral alemão pela divulgação de segredos de Estado. Seis vezes
invadiram a minha casa! Bem, eles esperavam que eu nunca iria me recuperar. Mas
eu acho que é pior, porque a verdade virá à tona um dia. A verdade não vai
morrer. E eu não me importo com o que acontecer. Eu tive três ataques
cardíacos, não tenho filhos. Então, se eles querem me processar ou me jogar na
cadeia… é pior para a verdade.
PS do Viomundo: Quem serão as fontes não
oficiais da CIA no Brasil?




![[Imagem: vintage_stock___theda_bara_by_hello_tuesday-d37zycs.jpg]](https://1.bp.blogspot.com/-QEuXCKgnql8/UmTOSnu5ZlI/AAAAAAABtyw/vuDINDBmHDE/s640/vintage_stock___theda_bara_by_hello_tuesday-d37zycs.jpg)
![[Imagem: ZwiMIgdal1890BuenosAires.jpg]](https://4.bp.blogspot.com/-cLVOsUp3HbY/UmTSesfsw3I/AAAAAAABtzg/Q_eg_2us04s/s400/ZwiMIgdal1890BuenosAires.jpg)
![[Imagem: achille_deveria_1848.jpg]](https://3.bp.blogspot.com/-dNfDjoL-2v4/UmS5EKv9ViI/AAAAAAABtw8/zUC_0nkk_xI/s640/achille_deveria_1848.jpg)
![[Imagem: Purchase-Of-A-Slave-large.jpg]](https://4.bp.blogspot.com/-XnqQeKIxCOs/UmS8tn12DKI/AAAAAAABtxo/woVzVc7p12M/s1600/Purchase-Of-A-Slave-large.jpg)
![[Imagem: Gerome_Jean_LeonXXSlave_Auction-253x320.jpg]](https://4.bp.blogspot.com/-Luek3yjXoto/UnK3c3tUBYI/AAAAAAAAEN8/cy4PJpnbDGc/s640/Gerome_Jean_LeonXXSlave_Auction-253x320.jpg)
![[Imagem: 6a00d83451b71f69e201538fce7cb0970b-400wi.jpg]](https://4.bp.blogspot.com/-rSUVuclfVfM/UmTNMJ7on7I/AAAAAAABtyg/z5rD0MkKh60/s1600/6a00d83451b71f69e201538fce7cb0970b-400wi.jpg)
![[Imagem: sprinkle_sm.jpg]](https://4.bp.blogspot.com/-jTzzG6UVOr0/UmTPfsEnbfI/AAAAAAABtzA/QPRrHn7iTAc/s640/sprinkle_sm.jpg)





