Quando a alma deseja

A PALAVRA SÓ É LIVRE QUANDO FLUI PARA DENTRO DA MENTE, DO CORAÇÃO E DA
ALMA SEM RANCORES, DISTORÇÕES E FALSIDADES.

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.

Mas, depois de muita análise e observação, se você vir que algo concorda com a razão

e conduz ao bem e ao beneficio de todos, aceite-o e viva-o."

Sidarta Gautama (Buda)


sexta-feira, 14 de junho de 2019

Entreguismo

Amigos e amigas.
O trecho postado é de um livro de Joaquín Bochaca que mostra como as garras do capitalismo apátrida mundial conseguiram tomar de assalto a economia dos EUA e, por conseguinte, a mundial.

Os vendilhões da humanidade estão entre as piores espécies que existem. Woodrow Wilson, o presidente vendilhão da vez que permitiu a excrescência abaixo, se arrependeu amargamente depois.

De lá para cá, os parasitas se alastraram e se enfronharam nos governos oficiais dos países, contando com as passividade e alienação da boiada humana.
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A Constituição dos Estados Unidos tinha posto nas mãos do Congresso o direito de criar e controlar a moeda do país. Mas, a 23 de Dezembro de 1913, com a maioria dos membros do Congresso a passar férias de Natal em casa, foi votada, de maneira quase sub-reptícia, uma lei conhecida com o nome de Federal Reserve Act.

Esta lei autorizava, grosso modo, a constituição de uma entidade com o nome de Federal Reserve Corporation e um conselho de diretores (Federal Reserve Board). Tal lei arrebatava ao Congresso o direito de criação e controle do dinheiro e concedia-o à Federal Reserve Corporation. O pretexto dado para a aprovação desta lei insólita foi de «separar a Política do Dinheiro». A realidade foi que – nesta grande democracia que costuma apresentar-se como o protótipo ideal dessa forma de governo – o poder de criar e controlar o dinheiro foi arrebatado aos chamados «representantes do povo» e concedido a uma empresa privada. E cremos não incorrer no pecado de juízo temerário se dissermos que uma empresa privada tenderá, por definição, a obter proveito próprio, coincida ou não este com o interesse geral da Nação.

O mais grave, juridicamente falando, deste Federal Reserve Act de 1913 é que o acordo se arranjou com uma minoria de deputados que, segundo tudo indica, foram pressionados e subornados; não existia o quórum necessário... de modo que, mesmo do ponto de vista mais estritamente democrático, era de todo impossível justificar aquela lei.

O caso, porém, é que foi aprovada e, desde então, é uma empresa privada que emite o dinheiro do país mais democrático – e poderoso – do planeta. Desde aquele Natal de 1913, um número comparativamente pequeno de pessoas – cerca de 8000 – passou a controlar, emitir, criar e destruir, segundo a sua própria conveniência, o dinheiro de um país que se supõe ser o estandarte do Ocidente. Essas pessoas, na sua imensa maioria, nem sequer são americanas de origem. O deus ex machina deste nefasto Federal Reserve Act foi um banqueiro de Hamburgo chamado Paul Warburg.

Federal Reserve Board emite o dinheiro do país e empresta-o, onerado com juros, ao governo «legal» dos Estados Unidos. Se, por exemplo, o governo de Washington necessitar de 1000 milhões de dólares para financiar obras públicas, renovar armamento, ou o que quer que seja, deve dirigir-se ao Board e pedir-lhe esse dinheiro. Então, o onipotente Board dá o seu acordo, na condição do governo lhe pagar juros. Logo que o Congresso dá a sua autorização, o Departamento do Tesouro imprime 1000 milhões de dólares em bônus que são entregues ao Federal Reserve Board. Este paga os gastos de impressão (que rondam os 500 dólares), retira os juros e faz o câmbio. Então, o governo já pode dispor do dinheiro para cobrir as suas necessidades.

Quais são os resultados desta inverossímil transação? Pois, muito simplesmente, que o governo dos Estados Unidos pôs os seus cidadãos em dívida para com o Federal Reserve Board numa quantia de 1000 milhões de dólares, mais juros, até que sejam pagos. O resultado desta demencial política financeira é que, em menos de 60 anos – de 1913 até 1971 – o povo dos Estados Unidos deve aos banqueiros do Federal Reserve Board um total de 350 bilhões de dólares, tendo que pagar um juro de 1,5 bilhão mensais, sem nenhuma esperança de poder pagar, nem a dívida propriamente dita, nem sequer os juros, pois ambos aumentam continuamente. 195 milhões de americanos estão irremediavelmente endividados relativamente a alguns milhares indivíduos mais ou menos americanizados. O montante dessa dívida é superior ao valor total de todas as riquezas do país.

Mas há mais: com este sistema de «dinheiro-dívida», os bônus a que mais acima nos referimos, são convertidos em valores bancários, com o apoio dos quais os bancos podem fazer empréstimos a clientes privados. Como as leis bancárias dos Estados Unidos exigem somente uma reserva de 20%, os bancos do Federal Reserve Board podem fazer empréstimos até um total de cinco vezes o valor do bônus que possuem. Ou seja, voltando à transação de 1000 milhões de dólares que tomamos como exemplo, o Federal Reserve Board pode emprestar 5000 milhões ao juro «legal». Isto dá-lhe direito aos juros de 6000 milhões... por um custo original de 500 dólares em despesas de impressão! E como o Congresso abdicou – em tão excelsa democracia – do direito de emitir dinheiro, a única saída que resta aos industriais, exploradores agrícolas e comerciantes dos Estados Unidos, quando necessitam de dinheiro para desenvolver as riquezas do país, é pedi-lo emprestado ao consórcio do Federal Reserve Board... entregando-se de mãos atadas.


Joaquín Bochaca in «A Finança e o Poder», 1973.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Sem vergonhice genética


Amigos e amigas.
O caso abaixo foi uma reviravolta no processo que a filha de uma 'vítima do holocausto' havia movido contra os bancos suíços, afirmando que estes estavam escondendo uma conta de seu pai.

Após um 'teatro-dramalhão' que fez quando estava para perder o processo, ela "ganhou" 100 mil dólares sem que nada tivesse sido provado.

Vejam o que ocorreu mais tarde, segundo este texto de David Irwing  de 2005 que traduzi.
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Inversão dramática no caso de Greta Beer

"Foi sua performance que deu aos banqueiros suíços dores de cabeça. Como o senador Alfonse D'Amato levou à tribuna em 23 de abril de 1996, no âmbito das primeiras audiências sobre os ativos não reclamados e deixou claro para o público com algumas frases curtas qual era o certo e qual era o lado errado da justiça no caso. Greta descreveu, com uma voz embargada pelas lágrimas, o tratamento humilhante que ela teve que aturar em sua busca por contas de seu pai nos bancos suíços e como essa dura magnanimidade destruiu suas chances de uma vida confortável.

A partir de então, o "Caso Suíço" tinha um rosto: em Greta Beer, que repetiu as acusações contra "os frios, arrogantes e poderosos" bancos suíços. Ela nunca foi capaz de se recuperar deste ataque. Mesmo Paul Volcker, o presidente da comissão que foi nomeado após ele, mais tarde, observou que suas acusações foram "decisivas".

Hans Bär, o representante do setor bancário que também estava presente nessas audiências, convidou a principal testemunha no mesmo dia para vir à Suíça e ajudá-la com a sua pesquisa com as contas que desapareceram. Ela voou para a Suíça algumas semanas mais tarde, mas, apesar de uma intensa busca, não houve resultados positivos. E assim se manteve: apesar de toda a investigação pela Comissão Volcker, não havia nenhum sinal das contas de Siegfried Deligdisch - pai romeno de Greta Beer.

Pesquisa israelense

Em suas memórias, Hans Bär assumiu que essa conta já não existia; após a morte do pai de causas naturais durante a guerra, seu irmão assumiu a sua empresa e, assim, também o poder de representação em relação às contas - com a qual Bär implica sutilmente o destino delas. Como resultado, Greta Beer estava prestes a deixar o processo Volcker de mãos vazias. Por esta razão, o juiz novaiorquino Edward Korman concedeu-lhe 100.000 dólares "como remuneração por sua ajuda em tornar a solução possível" dos fundos de liquidação.

Mas a história não tinha acabado com isso. Há poucos dias, Greta Beer recebeu uma notícia através do NZZ am Sonntag (um jornal suíço), o que ela estava esperando há anos: uma conta tinha aparecido, mas em vez de um banco suíço, no Banco Leumi, em Israel. Lá, depois de uma pesquisa de quatro anos nos "Ativos do Holocausto" em bancos israelenses, uma lista de 3595 contas  foi publicada no final de janeiro, entre as quais uma está sob o nome Siegfried Deligdisch.

Greta Beer, que mora em Boston, e seu irmão Otto Deligdisch estão convencidos de que não há dúvida de que este foi o relato de seu pai. Ele havia construído uma das maiores empresas têxteis do Leste da Europa entre as duas guerras. Suas relações de negócios chegaram do Egito até a Europa Ocidental, incluindo a Suíça, onde ele havia comprado máquinas para suas fábricas, que tinha o nome de "Hercules". Em suas viagens de negócios, muitas vezes ele viajou pela Palestina, e até comprou uma casa em Jerusalém, em 1934. Essa conta está provavelmente relacionada com a transação.

Precedente ameaçador

Apesar desse surpreendente achado, Greta Beer e seu irmão ainda estão convencidos de que uma grande parte dos fundos de seu pai está na Suíça. Beer também contradiz o relato de Hans Bär pelo qual seu pai lhe deu a procuração. Burt Neuborne, o representante dos advogados de acusação no processo Korman, que o CRT (Tribunal de pedidos de restituição) está fazendo uma nova tentativa de encontrar contas de Deligdisch na Suíça. As chances de sucesso não são boas.

A surpreendente virada do processo Greta Beer é o resultado de uma clarificação em Israel, que tem sido controversa. O membro do Knesset Colette Avital obteve, contra uma grande dose de resistência, através de um projeto de lei dizendo que os bancos israelenses também devem olhar para as contas não reclamadas do Holocausto. Após os resultados, que foram publicados em janeiro de 2005, uma série de bancos se opuseram, dizendo que as contas não pertenciam às vítimas do Holocausto. Trata-se de "o princípio", disse o Ha'aretz.

Nenhum banco israelense quer admitir abertamente, e ser visto em livros de História, como tendo fundos acumulados pertencentes às vítimas do Holocausto durante tantos anos.

Greta Beer foi, entretanto, contatada por Colette Avital e o Conselho de Inquérito sobre os próximos passos para receber a posse da conta. Segundo informações do Yona Fogel, vice-presidente do Banco Leumi, o processo de restituição ainda não foi esclarecido. Entre outras coisas, o montante de juros sobre essas contas está em discussão. No momento, uma taxa de 3 ou 4%, está a ser considerada. De acordo com o Ha'aretz, é possível que esta taxa será reduzida, uma vez que é provável que seja um precedente para o retorno dos fundos palestinos.

A História não necessariamente favorece Greta Beer."

[PS- Só para reforçar, o que dizer das quase 3600 "holo-contas" em Israel ?]


sexta-feira, 10 de maio de 2019

Pausando

Amigos e amigas.
Hoje, sexta feira, 10/05/19, entro em férias por três semanas. Como de praxe, pretendo me desligar de todo contato virtual (exceto celular sem whatsapp) e dar uma desintoxicada com outros afazeres e em outros ares.
Qualquer comentário neste período será analisado para publicação assim que eu retornar em 03/06. Agradeço a todos os que participam salutarmente com suas opiniões e desejo tudo de bom, belo e saudável em suas vidas.
Abraços e até breve.
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"A vida necessita de pausas" - Drummond
Porém, sem omissão ou fuga da guerra.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

História oculta (mais uma)

Amigos e amigas.
É realmente impressionante a quantidade de informações que nos são ocultadas. Tanto se fala do campo de concentração de Auschwitz/Birkenau/Monowitz e de todos os seus horrores, mas eis que aparece uma (para mim) novidade.

Vejam abaixo a resumida história do campo de Zgoda. E a dúvida: por que esse campo é totalmente omitido da historiografia oficial de Auschwitz? Certamente por mostrar uma migalha do lado sórdido dos Aliados e judeus sionistas.
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Campo de concentração Zgoda
Da Metapedia

O campo de concentração polonês Zgoda, em Schwientochlowitz, era anteriormente (de 26 de maio de 1943 a 23 de janeiro de 1945) um campo de retenção complementar do campo alemão de Auschwitz, com a denominação de Eintrachthütte.
Com a ocupação polonesa, a localidade e o campo receberam nova denominação e foram reorganizados para receber a população civil alemã aprisionada pelos poloneses após o final da guerra.

História

O campo desativado pelos alemães foi ocupado em 23 de janeiro de 1945 pelo exército soviético e renomeado para Zogda. Em fevereiro de 1945, foi entregue ao controle da policia secreta do "Ministério de Segurança Pública" do governo comunista polonês em Varsóvia (Warschau) e passou a ser utilizado para aprisionamento de alemães. Assim ativado, fez parte dos numerosos campos instalados na Polônia para aprisionamento da população alemã que vivia nos territorios alemães então ocupados pela Polonia. Ao total, calcula-se que foram aprisionados 120.000 cidadãos civis alemães, dos quais aproximadamente 20% perderam a vida.

O comandante do afamado campo de Zogda passou a ser Salomon Morel, um ex-partisan, membro da guerrilha comunista polonesa Armia Ludowa .
A quantidade de presos no campo chegou em agosto de 1945 a aproximadamente 6.000 pessoas. Do total, 60% eram mulheres; de 20 a 25% eram crianças e o restante, na sua maioria, idosos. Tratava-se na maioria de alemães expulsos de suas moradias após as regiões alemãs-orientais cairem sob domínio polonês; porém havia também outras nacionalidades, como, por exemplo, ucranianos.

Somente em Zogda, calcula-se, conforme o Instituto Polonês da Memória Nacional (IPN-Instytut Pamieci Narodowej), que pereceram 1855 pessoas; grande quantidade foi torturada sistematicamente.

O ex-comandante do campo, Salomon Morel, sendo cidadão judeu, refugiou-se no ano de 1994 em Israel. Foi procurado pelo governo polonês sob a acusação de crimes contra a humanidade . A Polonia solicitou sua extradição, porém o governo israelense negou-a, mantendo o criminoso sob a proteção do Estado. Salomon Morelfaleceu em 14 de fevereiro de 2007, sem ter sido responsabilizado pelos seus crimes.

(PS - Estranho como este país é pobre em biografias. Por exemplo: até hoje, não encontrei uma decente de Henry Ford. Mesmo as biografias em inglês são difíceis de se encontrar. Procurei sobre o 'distinto' carrasco judeu, mas 99,9% das informações estavam em inglês ou polonês. A única 'salvação da lavoura tupiniquim' foi a Metapedia. Se quiserem saber mais dele, acessem:)

quarta-feira, 24 de abril de 2019

O método Aliado

Amigos e amigas.
Desde sempre, os vencedores de qualquer guerra mostram a que vieram e o que são pelo tratamento dado a seus prisioneiros. A 2ª Guerra foi, possivelmente, o mais terrível de todos os horrores modernos.

Além da tenebrosa atitude do general Eisenhower contra centenas de milhares de soldados alemães, que ele deixou morrer por inanição, como vemos no vídeo abaixo, existem centenas de acusações e depoimentos que atestam todos os tipos de brutalidades, covardias e sadismos nas torturas perpetradas pelos Aliados e judeus contra prisioneiros alemães.

Neste breve post, relembro alguns excertos desses depoimentos, os quais todos nós devemos utilizar como parâmetro para medir, ponderar e julgar a insanidade e degenerescência que grassam pela desmentalidade humana.
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Assustadores foram os métodos utilizados em Nuremberg para obter sob pressão as confissões de culpa, principalmente dos líderes SS, a fim de poder consolidar a acusação do extermínio dos judeus. O senador norte-americano Joseph McCarthy chamou a atenção em uma declaração que ele prestou à imprensa dos EUA, a 20 de maio de 1949, para diversos casos de tortura onde esclarecimentos repugnantes foram obtidos através de espancamentos.

Confirmou-se que nas prisões de Schwäbisch Hall, oficiais da Leibstandarte SS Adolf Hitler foram espancados até que, ensanguentados, caíssem desmaiados. E quando estavam então prostrados indefesos ao chão, tiveram suas genitálias pisoteadas. No famoso Processo de Malmedy contra simples soldados, estes foram pendurados no teto até que assinassem suas confissões, conforme lhes fora exigido.

Uma comissão do exército sob liderança do sr. jurista Gordon Simpson, da Suprema Corte do Texas, investigou as queixas que afirmavam que “métodos de terceiro grau” teriam sido utilizados. Ela chegou à conclusão que “discutíveis e indesculpáveis métodos severos” haviam sido praticados para conseguir “provas” e “confissões”, sobre as quais muitas condenações à morte tinham se fundamentado durante o processo. O juiz Edward L. van Roden, que também pertencia à comissão, forneceu uma descrição exata. Dentre estes “discutíveis métodos severos”, ele nominou: “espancamentos, golpes brutais, dentes e queixos quebrados; processos forjados, onde os ‘investigadores’ se passavam por religiosos, solitárias com alimentação racionada."

Tal procedimento foi repetido durante os processos em Frankfurt e Dachau e muitos alemães foram condenados pelos crimes fundamentados em suas “confissões”. O juiz norte-americano Edward L. van Roden, um dos três membros da Comissão Simpson do exército criada para investigar a condução do processo em Dachau, revelou a 9 de janeiro de 1949 no jornal de Washington, Daily News, os métodos com os quais foram arrancadas as confissões. Seu relatório apareceu também no jornal britânico Sunday Pictorial a 23 de janeiro de 1949. Lá, ele descreve como alguém vestido de “padre” recebe as confissões dos detentos; torturas com palitos de fósforos incandescentes sob as unhas; golpes nos dentes e quebra de queixos; prisões solitárias e alimentação racionada. Van Roden escreveu:

“Os esclarecimentos apresentados como provas foram arrancados de homens, os quais foram mantidos antes por 3, 4 ou 5 meses na solitária e no escuro. [...] Os interrogadores colocaram um capuz preto sobre as cabeças dos acusados; então, estes foram pisoteados e golpeados na face com uma barra de bronze[...] Todos os 139 alemães cujos casos foram analisados, com exceção de dois, tiveram o saco escrotal ferido de tal forma que não foi mais possível curá-lo. Este foi o ‘modus operandi’ de nossos investigadores norte-americanos."

Os aqui descritos responsáveis inquisidores “norte-americanos” foram:
- Tenente-coronel Burton F. Ellis (chefe do “Comitê de Crimes de Guerra”) e seus ajudantes, a saber:
- Capitão Raphael Shumacker;
- Tenente-coronel Robert E. Byrne;
- Tenente William R. Perl;
- Morris Ellowitz, Harry Thon e Kirschbaum (civis).

O conselheiro jurídico do tribunal foi o coronel A. H. Rosenfeld. Podemos extrair de seus nomes que a maioria deste pessoal tinha motivação racista e foi marcada pelo ódio. Segundo o juiz Wenersturm: 

“Eram judeus, e por isso, eles nunca deveriam ter sido incumbidos da investigação.”

terça-feira, 16 de abril de 2019

Presente aziago

Amigos e amigas.

Sempre que assisto a reportagens sobre as periferias, principalmente as dos 3º e 4º mundos, tantas indagações me vêm à cabeça, além de sentimentos antípodas que vão da comiseração à revolta.


Eu me imagino parado no "ponto médio entre as classes sociais". Olho para um lado e vejo uma pequena quantidade de pessoas nadando na opulência e mordomias, ignorando olímpica e soberbamente todo o resto. Olho pro lado oposto e vejo um verdadeiro oceano de miseráveis se acotovelando no meio do lixo, lutando por migalhas mofadas do banquete dos bilionários e olhando com desespero e inveja além do quase inexpugnável abismo que os separa das benesses do mundo.

Passando por mim, há muitos tubos: alguns descarregam tudo o que já foi usado pelos "Altos" no fosso onde chafurdam os "Baixos". Outros tubos estão conectados a máquinas que funcionam à base do trabalho escravo da massa desvalida e sugam suas forças impiedosa e constantemente. Onde estou, há uma grande quantidade de pessoas que tem condições de se sustentar, ainda que a duras penas; outras, com mais tranquilidade. A maioria delas tenta como pode sair desse limbo, acossada pela imensa turba de miseráveis e desprezada pela "nata" da sociedade. Nessa situação, esses "Médios" vivem a escorchante dicotomia de se apiedar dos decrépitos e almejar o topo. Meu estômago embrulha.


Já na realidade, observo aquela notória e inacreditável quantidade de barracos equilibrados em palafitas, ou na encosta de morros, ou à beira de córregos poluídos, totalmente vulneráveis a desastres e intempéries. A quantidade de pessoas por barraco é espantosa; a situação do saneamento e da qualidade das construções é alarmante; é criminoso ver a quantidade de crianças brincando nos únicos e pútridos lugares de que dispõem, expostas às degenerescências (de doenças à violência) que o mundo possui. A violência é um rastro de pólvora que passa por quase todos os lugares, só esperando uma fagulha para se detonar. A miríade de sentimentos que se misturam nos olhares, gestos, falas, risos, choros e lamentos é tão densa que assusta, oprime e, às vezes, até causa repulsa a quem quer que passe por ali. Mas seus habitantes parecem sedados a tudo isso; arrastam suas vidas povoadas de problemas constantes, esperanças baldadas, traumas encruados e sonhos. Apenas sonhos. Meu estômago azeda.

Em contraste, vejo, escuto e assisto a tanta orgia em todos os sentidos: corrupções, desvios de dinheiro, assaltos, desperdícios, ostentação, soberba, sodomia, pornografia, pedofilia,... Tudo fazendo girar a Roda da Fortuna em favor de uma casta de "eleitos privilegiados", pessoas medíocres que são alçadas à notoriedade, ao glamour, aos holofotes. Extasiadas e embriagadas com tanta atenção e fartura, essas bizarras criaturas recicladas, produzidas, pasteurizadas e nos imputadas por uma mídia a serviço do "Poder das Sombras" são o 'front' da guerra que esse "Poder" fomenta contra a sanidade das massas. Sempre que nos deparamos com toda a pantomima pantagruélica dessa estirpe torpe através dessa mídia vendida, sentimo-nos cada vez mais alijados de tudo o que existe de saudável em todos os sentidos, principalmente no espiritual. Este massacre mental e imoral tem a sórdida intenção de assim dizer: "Vejam todas as possibilidades que existem. Eles conseguiram. E você? O que está esperando? O que você está disposto a fazer ou vender para ter tudo isso?" Proporcionalmente ao que você oferece, eles o avaliam e "abrem o espaço que você vale" ou equivalente ao lucro que sua 'alma entregue' pode auferir a eles. Meu estômago revira.



E nós, pobres seres que crêem possuir certo discernimento e consciência, nos vemos cada vez mais enredados nessa teia de horrores, contando com a sorte e a Providência Divina para nos mantermos vivos e bem. Através do suor do nosso trabalho, conseguimos minimamente nos sustentar; com a boa educação que recebemos de quem amamos, mantemos viva a chama da união e do bem querer; nos valendo de nossos instintos e experiência adquirida, criamos um nicho de conforto para nossos queridos, uma fonte de luz aos que buscam uma orientação e um exemplo de civilidade e humanismo à grosseria, mau humor e ranços que exalam de cada mentalidade deturpada por toda essa sanha há tanto cevada no seio da humanidade.

Vemos e sentimos este rancor na falta de gentileza no trânsito, na impaciência no comércio, nas picuinhas no trabalho, na falsidade nos entretenimentos, no desamor no lar, em cada recôndito. É uma panela de pressão que precisa que sua válvula de escape não entupa ou estrague. O mais correto seria apagarmos o fogo que a faz ferver, fogo este que foi ateado e é constantemente alimentado pelo "Poder das Sombras" e seus asseclas, aqueles agentes insidiosos que se vestem de cordiais transeuntes, colocam uma máscara para cada situação e se utilizam de palavras bem ensaiadas para qualquer ocasião. Se houver medo, eles se fingem protetores; se houver revolta, eles se mostram apoiadores; se houver certeza, eles a minam tacitamente; se houver dúvida, eles a alimentam, tergiversando; se houver perigo a seus donos, eles procuram demover o recalcitrante de suas intenções, usando desde evasivas até ameaças. Assim, procuram garantir suas posições de escudeiros dos "hómi" e capatazes da plebe. Meu estômago trava.


Com tudo isso, como é possível continuarmos a ser tão cordatos e cordeiros? Que passividade atroz tomou conta das pessoas? Esse comodismo já virou doença crônica? A alienação chegou ao ponto de anestesiar mente e coração do povinho? A ilusão chamada 'democracia' conseguiu 'doutrinar' a maioria a crer que sua função social é votar e o resto, "deixa com eles"? Ainda crêem que ela é a melhor forma de governo e nos proverá de tudo o que necessitarmos? Culpar o poder público por tudo, mas não mover um dedo para mudar o status quo pode ser classificado de quê? Até quando a miserabilidade cultivada que toma conta da essência da humanidade vai perdurar? Até quando suportaremos? Se uma revolta mundial eclodir, quantos sobreviverão, como estarão e qual será o legado que herdarão desta "Era de Hipocrisia"?

Confesso não ter estômago nem para imaginar as respostas.
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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Valores

Amigos e amigas.
Qual é o valor da honestidade? Esta, que deveria permear cada atitude humana em prol da evolução, do progresso e do bem estar, é obliterada quando entram em cena a ganância e a sanha por dominância e poder. Será que se pode afirmar que alguém fica milionário honestamente, sem nunca ter cometido ou se beneficiado por alguma falcatrua? Afinal, a corrupção está entronizada nas sociedades, política e economia mundiais que regem nossas vidas. Seja por ignorância, omissão ou impotência, todos nós somos conspurcados em algum nível pela imoralidade dessas criaturas malsãs. E quanto maior o progresso financeiro, tanto maior é o contato com o dinheiro sujo da corrupção generalizada: drogas, estelionatos, pornografia,...!

Qual é o valor da justiça? Esta, que tem por premissa primária zelar pela lisura dos atos humanos, distribuindo culpas e inocências bem ao estilo "A César o que é de César", quase sempre se vê superlotada, distorcida, vilipendiada e mesmo intimidada e comprada pelo poder do Capital dominado pelos grandes parasitas. Nesse "Quem pode mais, chora menos", os miseráveis e menos abastados superlotam as penitenciárias (vários, injustamente) e a maior das impossibilidades é um dos "grandes" pagar por seus crimes. Além do quê, o escravagismo que é fomentado e nutrido por essa casta degenerada é determinante na perpetuação e até na institucionalização da injustiça. O corporativismo ("Salve o meu que eu garanto o seu") grassa sem o menor constrangimento nas altas rodas.

Qual é o valor da paz? Esta, que é sinônimo de harmonia e equilíbrio,  não serve para os usurários que vivem da podridão que causam com seu parasitismo ("A usura é um câncer no azul" - Ezra Pound). Ela não gera os lucros que eles almejam (fáceis e estratosféricos). Assim como um lago estagnado ou um céu todo azul, a paz não necessita de loucuras e atitudes extremas e urgentes. Os "defensores da guerra" (lembram do Obama a defendendo ao receber o Prêmio Nobel da Paz?) dizem que "a paz cria mofo na humanidade, atrasando em muito a sua evolução. A guerra sacode a poeira, tira o povinho do marasmo e injeta sangue novo à vida". Talvez para substituir o que verteu dos milhões de mortos... Então, o "Se vis pacem, para belum" torna-se absoluto.

Perceberam que os três tópicos são inseparáveis? Se você é honesto, jamais cometerá injustiças. Assim, sempre viverá em paz com seus semelhantes que não terão motivos para serem desonestos com você. Eu os vejo como o "Tripé de Humanidade" porque a constante prática deles criaria uma confiança, respeito e bem querer tão poderosos que tudo o que houvesse de bom brotaria dali.

Eu sempre serei um defensor intransigente desses três pilares. E se tiver de guerrear para garantir que meu universo seja agraciado por eles, o farei. Tudo que eu acreditar ser uma nódoa sequer que manche seus brilhos e transparência, eu contestarei, repelirei e combaterei, independente de qualquer vendido ou coisa pior que venha se opor às minhas idéias e ideais, me combater, me condenar, tentar me dissuadir, me corromper. Se me provarem ou mesmo se eu crer que as contestações às minhas convicções forem mais corretas, não terei nenhum problema em acatá-las, mudar meu rumo. Assim é o dinamismo da vida.

Eu vivo e morrerei com minhas opiniões. Mais uma vez, o maior poeta estadunidense do século 20, Ezra Pound: "Aquele que não está disposto a morrer por sua opinião, ou sua opinião, ou ele próprio não vale nada!"
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