Amigos e amigas.
Pincei alguns trechos de dois livros de um auto declarado 'sobrevivente do holocausto', sr. Ben Abraham. Fiquei curioso porque ele é mais um daqueles que afirmam categoricamente que as câmaras de gás no 3º Reich eram reais e conta isso e muito mais com detalhes.
Resolvi comparar suas declarações com as da Cruz Vermelha Internacional, que são frontalmente contrárias às dele. Sinceramente, as dela são plenamente confiáveis, pelo simples motivo de que a Cruz Vermelha é 100% apartidária e idônea, não tendo nenhum motivo para agradar grupo A ou B. Além de quê, ela REGISTRA TUDO EM DOCUMENTOS OFICIAIS!
Vejam abaixo essas comparações e concluam por si.
FAB29
Pincei alguns trechos de dois livros de um auto declarado 'sobrevivente do holocausto', sr. Ben Abraham. Fiquei curioso porque ele é mais um daqueles que afirmam categoricamente que as câmaras de gás no 3º Reich eram reais e conta isso e muito mais com detalhes.
Resolvi comparar suas declarações com as da Cruz Vermelha Internacional, que são frontalmente contrárias às dele. Sinceramente, as dela são plenamente confiáveis, pelo simples motivo de que a Cruz Vermelha é 100% apartidária e idônea, não tendo nenhum motivo para agradar grupo A ou B. Além de quê, ela REGISTRA TUDO EM DOCUMENTOS OFICIAIS!
Vejam abaixo essas comparações e concluam por si.
FAB29
"Holocausto", de Ben Abraham
'Os campos de extermínio foram todos instalados na
Polônia. Os “cientistas” e as grandes indústrias alemãs recebiam encomendas
para elaborar câmaras de gás e fornos crematórios, os mais sofisticados e que
tivessem a máxima eficiência e proporcionassem rapidez. A rapidez, propriamente
dita, não era para poupar sofrimentos aos infelizes, mas sim para matar o maior
número de pessoas, no menos espaço de tempo. As indústrias químicas, que até
hoje gozam de renome mundial, forneciam o gás Ciclon-B para matar e matar, até
chegarem à assombrosa cifra de 9 (nove) milhões de pessoas: 6 milhões de judeus
e 3 milhões de outras nacionalidades(…) As empresas alemãs compravam os despojos dos
extintos… cabelos para estofamentos, alianças e dentes de ouro, ossos moídos
com cinzas para fertilizantes, óculos, sapatos, roupas e tudo que pudesse ser
aproveitado para a “Grande Alemanha”. (pág. 81)
'Os campos de extermínio, ao lado dos de
concentração, eram planejados com a maior “eficiência e técnica”. Em Auschwitz,
durante a cremação nos fornos, a gordura era canalizada para as fábricas de
sabão.' (pág. 94)
"...e o mundo silenciou", de Ben Abraham
'Certa
manhã, acordamos com a novidade: os alemães estavam retirando todos os doentes
dos hospitais para deportá-los. Algo odiento, inacreditável. Vimos os doentes
serem arrancados de suas camas hospitalares e serem jogados, de qualquer jeito,
em caminhões enormes. Ouvimos os gritos lancinantes das crianças jogadas pelas
janelas. Vi, então, algo inesquecível: os soldados SS retiravam crianças recém
nascidas dos braços de suas mães e arrebentavam suas cabeças contra a parede.
Lembro que a parede ficou ensangüentada, suja de miolos. Para não sujarem as
mãos, os soldados usavam luvas de couro. Até hoje, choro ao lembrar-me disso.
Nunca imaginei que existisse ser humano capaz de tamanha crueldade.' (pág. 48)
'De repente o trem parou. Constatamos que
estávamos numa estação ferroviária. Ouvi alguém gritar para outro: ‘Os judeus vieram para a fábrica de sabão’.
É claro que pensávamos que íamos trabalhar para a fábrica de sabão. (...) Tínhamos chegado em Auschwitz. Barulho de enlouquecer.
Gritos, choros, desmaios. Crianças abraçadas convulsivamente pelos pais. Judeus
com barbas rezando. Confusão geral. “Todos para fora! - gritam os SS! -
Homens de um lado e mulheres do outro. Crianças e velhos separados."(...) Nessa ocasião presenciei uma cena que nunca mais
esqueci: Um SS pegou uma baioneta e cortou a barriga de
uma mulher grávida que estava deitada no chão, e chamou seus companheiros para
olhar…'(pág. 99)
'Os barracões viviam abarrotados de gente. Quando
alguém se levantava durante a noite para mijar ou cagar, ao regressar não tinha
mais lugar. Todos dormiam só de um lado enfiados uns nos outros. De vez em
quando, em plena noite, alguém gritava para que todos mudassem de posição. Se
alguém quisesse sair, pisava nos outros e seu lugar era ocupado imediatamente.' (pág. 105)
'Certo dia, um prisioneiro do Canadá contou-me
algo verdadeiramente chocante: a gordura humana saía do crematório através de
uma canalização especial e era transformada em sabão numa fábrica situada ao
lado do edifício. A tal fábrica chama-se “R.I.F.” ‘Rein Juden Fett’ , ou seja
‘gordura de judeus’.
Os que eram selecionados para a morte entravam
num edifício que ostentava na porta a inscrição: ‘Banhos’. Era a câmara de gás. Os prisioneiros iam para lá tapeados,
pensando que fossem tomar banho. Até recebiam sabonete e toalha na entrada.
Quando todos estavam amontoados nos supostos banheiros, as portas eram fechadas
hermeticamente. Em vez de água, os canos soltavam gás ciclônico. Todos morriam
em poucos minutos. O espetáculo era presenciado pelos SS que, devidamente protegidos,
ficavam espiando através de janelinhas de vidro grosso do edifício. Assim que
todos morriam, os alemães ligavam possantes ventiladores, com o objetivo de
livrar o gás.
Em seguida os cadáveres eram retirados para serem totalmente despojados. Retiravam dos corpos os anéis, alianças e dentes de ouro. Os cabelos eram cortados e embalados. Depois de cremados os corpos, a gordura iam para as fábricas de sabão, e os ossos, juntamente com as cinzas, eram transformados em fertilizantes. Todo este trabalho era realizado por prisioneiros que, após 3 meses de serviço, também iriam para as câmaras de gás'. (pág. 106).
Em seguida os cadáveres eram retirados para serem totalmente despojados. Retiravam dos corpos os anéis, alianças e dentes de ouro. Os cabelos eram cortados e embalados. Depois de cremados os corpos, a gordura iam para as fábricas de sabão, e os ossos, juntamente com as cinzas, eram transformados em fertilizantes. Todo este trabalho era realizado por prisioneiros que, após 3 meses de serviço, também iriam para as câmaras de gás'. (pág. 106).
'Setenta pessoas espremidas num vagão era demais.
Depois de duas horas de viagem, começaram a morrer os primeiros prisioneiros.
Tínhamos ordem de jogar os mortos do trem, mas não fazíamos isso. Deitávamos em
cima deles para nos aquecermos um pouco – era a única maneira de combatermos o
frio e a dureza do chão.' (pág. 127)
Comentários e trechos do Relatório da Cruz Vermelha
Já o relatório reconhece que inicialmente os alemães quiseram permitir de
má vontade a fiscalização dos prisioneiros por motivos de segurança. Todavia, o Comitê recebeu esta importante autorização da Alemanha ao final de 1942. Foi-lhe
permitido distribuir pacotes de víveres nos principais Campos de
Concentração da Alemanha a partir de agosto de 1942, e “a partir de
fevereiro de 1943, esta permissão foi ampliada a todos os Campos e
prisioneiros.” (Volume III, página 78). O Comitê construiu logo uma ligação a todos os comandantes dos Campos e pôs em prática um programa de ajuda humanitária que funcionou até os últimos meses de 1945. Aconteceu uma avalanche de cartas de agradecimento por parte dos detentos judeus. (Aqueles que recebiam os pacotes da Cruz Vermelha eram judeus!)
O relatório deixa claro que “diariamente
foram preparados 9.000 pacotes. Do outono de 1943 até maio de 1945,
foram enviados aos Campos de Concentração um total de 1.112.000 pacotes
pesando ao todo 4.500 toneladas” (Volume III, página 80). Juntamente com os alimentos, os internos receberam roupas e medicamentos. “Pacotes
foram enviados a: Dachau, Buchenwald, Sangershausen, Sachsenhausen,
Oranienburg, Flossenburg, Landsberg a.Lech, Flöha, Ravensbrück,
Hamburg-Neuengamme, Mauthausen, Theresienstadt, Auschwitz, Bergen-Belsen
e campos de Viena e na região central e sul da Alemanha.
Os principais receptores foram belgas, holandeses, franceses, gregos, italianos, noruegueses, poloneses e judeus sem pátria” (Volume III, página 83). Ao longo da guerra, “o
Comitê esteve em condição de enviar e distribuir ajuda humanitária em
um montante superior a 20 milhões de Francos Suíços, que foram doadas
por organizações judaicas por todo o planeta, principalmente do Joint
Distribution Committee de Nova York” (Volume I, página 644).
O
comitê elogiou principalmente a liberdade em Theresienstadt até a
época de sua última visita em abril de 45. Este Campo, “onde
aproximadamente 40.000 judeus de diferentes países estavam alojados, era, em suas devidas proporções, um gueto preferencial”
(Volume III, página 75). De acordo com o relatório, “foi permitido aos
delegados do Comitê inspecionar o Campo de Theresienstadt, o qual se
destinava exclusivamente a judeus e foi administrado sob condições especiais."
"Foi
possível a dois delegados visitar o Campo a 6 de abril de 1945. Eles
confirmaram a satisfatória impressão de sua primeira visita” (Volume I, página 642).
O Comitê recebeu uma grande quantidade de correspondências de Auschwitz
até sua ocupação pelas forças soviéticas, quando muitos detentos foram
evacuados.
“Através da situação caótica na Alemanha durante os últimos meses da guerra após a invasão, quando os Campos não recebiam mais qualquer tipo de alimento, a fome provocou um número cada vez maior de vítimas. O próprio governo do Reich alarmado pela situação, informou a Cruz Vermelha a 1 de fevereiro de 1945 (...)
Em março de 1945 aconteceram conversações entre o presidente do Comitê
Internacional da Cruz Vermelha e o General da SS Kaltenbrunner, com
resultados decisivos. A ajuda humanitária poderia ser distribuída
de imediato pelo Comitê e foi permitido a cada um dos delegados da
Cruz Vermelha permanecer nos Campos.” (Volume III, página 83).
Quando
nós nos ocupamos com este abrangente relatório de três volumes, é
importante salientar que os delegados da Cruz Vermelha Internacional em momento algum encontraram uma única prova sequer para uma política de extermínio dos judeus nos territórios ocupados pelas potências do eixo. Em todas as 1.660 páginas, o relatório em momento algum simplesmente deu a entender que havia alguma coisa parecida com câmara de gás. E afirmava:
“Não apenas as lavanderias, mas também as salas de banho, ducha e banheiros foram examinados pelos delegados. Várias vezes, eles sugeriam melhoras nas instalações ou reparos ou recomendavam ampliações.” (Volume III, página 594).
Na Eslováquia, os judeus viveram em segurança até as revoltas contra as tropas alemãs em
agosto de 1944. É verdade que a lei de 15 de maio de 1942 levou à prisão
de milhares de judeus, que foram mantidos desde então nos Campos onde
tinham condições de vida e habitação aceitáveis e onde "era permitido
aos detentos exercerem trabalho remunerado sob condições semelhantes ao livre mercado de trabalho" (Volume I, página 646).
“Os judeus da Polônia,
enquanto estiveram na França, receberam permissão de imigração para os
EUA e foram tratados pelas autoridades alemãs como cidadãos
norte-americanos. A validade dos passaportes, emitida pelos países
sul-americanos foi reconhecida" (Volume I, página 645).
“Até
março de 1945”, diz o relatório da Cruz Vermelha, “os judeus puderam deixar a
Hungria se possuíssem um visto para a Palestina” (Volume I, página 648). O comitê da Cruz Vermelha assegurou
o consentimento da Inglaterra e EUA a “dar toda ajuda a fim de possibilitar a
emigração dos judeus da Hungria”, e o comitê recebeu dos EUA a notícia que o
“governo dos EUA... reafirma com ênfase que está assegurada a viagem para todos
os judeus que ela indicou” (Volume I, página 649).
Só para reiterar: eu confio na palavra da Cruz Vermelha!
FAB29
Atualização: Ben Abraham faleceu ontem, 10/10/2015. Que ele descanse em paz, a mesma que suas histórias hiperbólicas não permitiram a muitos.
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/10/1692675-ben-abraham-sobrevivente-do-holocausto-morre-aos-90-anos-em-sp.shtml