Amigos e amigas.
| Essencialmente correto, mas... |
Correndo o risco de ser mal visto ou tachado de alguns adjetivos pejorativos ou vítima de impropérios, apenas peço que leiam até o fim. Sou contra o cidadão comum contribuir em dinheiro com qualquer um esses tipos de casas de caridade, asilos, hospitais, creches, etc. É inegável que todos eles merecem toda a atenção e que faz parte da nossa responsabilidade garantir que eles tenham condições dignas de vida. Mas tenho vários motivos (a saber) para ratificar o que disse: eu NÃO CONTRIBUO com essas entidades.
1- Existe uma COISA chamada "governo", que nos espolia diariamente através de uma montanha de impostos e encargos tributários. Você se lembra para que servem esses 'trecos'? Para garantir todos os benefícios necessários e obrigatórios aos cidadãos. Se fossem de fato e direito revertidos a essa causa, SUMIRIA A NECESSIDADE de haver entidades para ajudar os desamparados em todos os sentidos! Preciso lembrar as toneladas de benesses, facilidades e poderes que são concedidas aos políticos, aqueles seres eleitos por nós que têm a obrigação de zelar e encaminhar essa arrecadação dos impostos a seus devidos lugares? Eles têm muito mais do que necessitam (e principalmente merecem) para viver e praticamente só legislam e executam as leis essencialmente em causa própria;
2- Existe outra COISA chamada "própria vida", que é nossa maior maravilha e patrimônio e é um desafio diário mantê-la num nível que nos satisfaça. É desnecessário relatar o custo dela (em qualquer sentido); só deixo claro que ela é sumamente prioritária pra mim. É realmente egoísmo da minha parte, mas tenho como filosofia básica de vida: Não posso ajudar ninguém se não estou em condições de me ajudar. Independência e liberdade (duas inefáveis palavras) são conquistas que penamos muito para conseguir. A maioria só as consegue em termos, com ressalvas, em parte. Porém, quando não se sabe usá-las, nos perdemos nelas ou nos enforcamos. Nesta ordem: primeiro, soluciono meus problemas imediatos. Depois, tento auxiliar os meus próximos e queridos. Conjuntamente, planejo e guardo recursos para os problemas secundários. Por fim, fico antenado e de prontidão para evitar problemas vultosos.
3- Mais uma COISA chamada "má fé", que é a tônica de quase tudo quando nos referimos à política da caridade. A começar de super shows tipo "Criança Esperança" e "Teleton", passando por ajudas aos flagelados pela seca no Nordeste, ou pelas enchentes no Sul, ou pelo terremoto no Nepal, ou pelo tsunami na Ásia, chegando aos mais simples e cotidianos pedidos de ajuda para fulana ou beltrano que precisa de uma operação urgente ou qualquer coisa assim (daí, mostram uma foto do infeliz, se é que se trata do 'beneficiado'). Basta uma pesquisa ou apenas um esforço de memória para lembrarmos o tanto de "ixpertezas", desvios e sem-vergonhices que há por trás de tudo isso. Quantos políticos desviaram os alimentos para montarem cestas básicas e utilizá-las em suas eleições? Quantas empresas se arvoraram nessas caridades só para aliviar suas barras tributárias? Quantos voluntários roubaram roupas, calçados, etc, enviados aos flagelados de enchentes? E por aí vai!...
| Voluntários - Enchente Vale do Itajaí - SC |
Existem 'N' exemplos de comunidades que solucionam grande parte de seus problemas (fome, doenças, falta de moradia, desemprego,...) com união e dedicação de seus moradores e SEM A AJUDA DO GOVERNO! Esta é a verdadeira Anarquia: A AUSÊNCIA DE UM PODER CENTRAL! Basta que cada um faça o melhor do que é capaz enquanto os outros fazem aquilo que esses não conseguem. Ao mesmo tempo, todos se respeitam e se protegem, evitando a agregação de parasitas e agentes nocivos no seio da comunidade. Torna-se um exercício diário de amizade, bem querer, honestidade e justiça. Nesta sinergia, tudo prospera e conspira para dinamitar governos corruptos lotados de políticos inúteis.
Ajudo, sim e sempre! Quem estiver ao meu alcance e dentro das minhas condições.
FAB29