Amigos e amigas.
A passividade do gado humano é notória desde muito e muito tempo, tendo sido propalada pela "Admirável Gado Novo", de Zé Ramalho. Vemos isso em cada detalhe da vida. Mais uma vez (não me cansarei tão cedo), discorro sobre o tema:
| Para não sujar o dinheiro |
A política vigente é a síntese do descaso, da nulidade e do descalabro. Tudo o que se vê, lê e escuta sobre essa classe é digno de desprezo: desvios de verbas, vendas de votos, propinas, enriquecimento ilícito, improdutividade,...! O congresso nacional já deu todas as demonstrações de que não tem razão para existir: seu custo-benefício é abaixo de qualquer crítica. Uma vez eleitos, seus habitantes se encastelam, se isolam daqueles que os colocaram lá e passam a legislar em causa própria ou em função dos que financiaram sua eleição. O que sobra para a população são restos do banquete. Mas, a despeito disso tudo, o povinho jacó e jacu continua a bater no peito e mostrar seu sorriso desdentado ao se orgulhar das "conquistas democráticas das últimas décadas" (das quais ele não faz a menor idéia), acreditando que democracia é a solução, é a melhor forma de governo, indo obediente e sazonalmente ao matadouro (eleições majoritárias) apenas para manter seus feitores parasitas e outros inúteis no trono.
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| O retorno vem em conta-gotas |
A sanha de impostos e encargos no Brasil é a mais brutal e criminosa do mundo. Só a taxa básica de juros (a SELIC), que é a SEGUNDA MENOR do país, oscila nos absurdos 14%. Juros de bancos, cheque especial e cartão de crédito são estratosféricos e todos aqueles que caem na asnice de utilizá-los afundam inexoravelmente numa espiral de dívidas. Em cada produto que se compra, estão embutidos vários impostos (dois exemplos toscos: no preço da cachaça, tem 82% de impostos e no do cigarro, 80%! Em vícios, eles enfiam a faca e a torcem!). Precisamos de cinco meses anualmente só para pagá-los! Quem quer abrir um negócio sente na pele todos os abusos e dificuldades possíveis e imagináveis, o que faz da intenção de se abrir uma pequena empresa uma aventura delirante, quase suicida. A sangria de impostos atingiu a casa dos DOIS TRILHÕES de reais em 2015. Mas a mansidão bovina das massas segue praticamente inalterada. Sempre que uma reportagem entrevista cidadãos sobre este assunto, a "opinião" deles se resume placidamente num sorriso caquético: "Ah, é uma vergonha, né?" (A nulidade Boris Casoy fez escola). Qualquer atitude prática para reagir, mudar esse status quo parece fora de questão! Afinal, dá muito trabalho!...
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| Cena comum. Não foi um terremoto |
Os serviços públicos são propositalmente relegados a terceiro plano para manter o gado humano apascentado, fragilizado, medrado, ignorante. A centralização da saúde no SUS deixa um hospital com um reduzido número de profissionais para atender a um número imenso de cidadãos, o que gera imensas filas e falta de leitos. Qualquer consulta especializada é marcada para dali a vários meses. Uma operação, mais tempo ainda. Transplante, é preciso rezar muito. Na educação, cerne do progresso de uma nação, massacram os professores, sucateiam as escolas, desviam verbas até das merendas, destroem o espírito crítico, banalizam a racionalização e o raciocínio, transformando o aluno num mero simulacro de cidadão, um zumbi, um analfabeto funcional (assista a esta magistral aula do Prof. Pier). Concomitantemente, a cultura é esmagada com a propalação da desculturação: funk, "sertanojo", arte "pós-moderna", nocivos programas de TV,... Tudo contra a sanidade do nosso riquíssimo e maravilhoso Folclore. Já a segurança está se tornando cada vez mais uma piada de humor negro: enquanto os efetivos policiais são cada vez mais alijados de instrumentação e limitados por lei nas suas ações, a bandidagem em geral deita e rola (principalmente os "de menor"), com o tráfico de armas alimentando-a com um arsenal assustador e a proteção do politicamente correto. Ao cidadão, o desarmamento unilateral. Mesmo enfiada nesse contexto de relegação, carências, ignorância, corrupções e padecimento, a massa bovinizada suporta resignada, permanecendo estupidamente estóica nessa vida de privações e achincalhes.
Desobediência civil contra essas destruições em todos os níveis e sentidos! O parasitismo do Estado certamente é a maior vilania que existe, a maior e mais cancerígena das corrupções, a covardia personificada. Porém, ele seria reduzido ao mínimo se a população se desse um choque de hombridade e realidade, se livrando desse torpor da preguiça cevada por seus parasitas através de seus entretenimentos abjetos (BBB, pornografia, futilidades, bebidas, drogas,...). E, enquanto a tônica for a decrepitude que a moderna democracia ensina ("Eu já fiz a minha parte: votei! Agora, eles têm que trabalhar para nós!"), o povinho pode continuar esperando como "Pedro Pedreiro", de Chico Buarque.
E, nessa espera, suas essência e consciência vão irremediavelmente se esboroando. Lutemos, pois, para salvar as novas gerações, as sementes do amanhã.
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