Amigos e amigas.
Quero compartilhar com vocês trechos do livro "A destruição dos judeus europeus", do decantado e incensado “maior historiador do holocausto”, Raul Hilberg. Apesar de ser sabido que ele só visitou os "campos de extermínio nazistas" duas vezes e, em ambos os casos, por um dia apenas e para participar de cerimônias, ele é o "top de linha", um suprassumo da historiografia do holocausto. E olha que o preclaro nem historiador era, mas, sim, cientista político. E, só por curiosidade, veja aqui as "toneladas de informações" que a wikipédia nos brinda deste "grande homem".
Conclui-se que tudo o que ele escreveu em sua colossal obra de 1273 páginas é derivado unicamente de documentos e testemunhos, diferentemente de muitos revisionistas, que escarafuncharam o quanto lhes foi permitido tais campos.
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| "Os judeus são a consciência do mundo. Eles são as figuras paternas, severas, críticas e proibitivas" |
Nos três trechos abaixo, Hilberg explica (ou melhor, tenta fazê-lo) como funcionou a imensa "maquinaria da Solução Final". Cada qual que creia, se puder. Os sublinhados são meus.
“Em última análise, a destruição dos
judeus não era tanto um produto das leis e dos comandos como
se fosse uma questão de espírito, de compreensão compartilhada, de
consonância e de sincronização. Quem compartilha
deste compromisso? Que tipo de máquina foi utilizada para essas tarefas? A máquina de
destruição era um conjunto - Nenhum organismo foi encarregado de toda a
operação. [...]
Nenhuma agência especial foi criada e não tem um orçamento especial
planejado para a destruição dos judeus da Europa. Cada organização estava a
desempenhar um papel específico no processo, e cada um foi para
encontrar os meios para realizar sua tarefa.”
“Aos poucos, a notícia da
“Solução Final” escoou através das fileiras da burocracia. O conhecimento
não veio para todos os funcionários de uma só vez. O quanto que um homem
sabia dependia de sua proximidade com as operações destrutivas e da sua
visão sobre a natureza do processo de destruição. Raramente, no entanto,
a compreensão foi registrada em papel. Quando os burocratas tiveram que
tratar de assuntos de deportação, que se referia a uma “migração de judeus”. Em
correspondência oficial, os judeus eram ainda “errantes”. Eles foram
“evacuados” (evakuiert) e “reassentados” (ausgesiedelt, umgesiedelt). Eles “se
afastaram” (wanderten ab) e “desapareceram” (verschwanden). Estes termos não
eram o produto de ingenuidade, mas ferramentas práticas de violenta repressão
psicológica”.
E, de brinde, esta pérola muito conhecida:
"O que começou em 1941 foi um processo de destruição não planeado com antecedência, não organizado centralmente por qualquer agência. Não havia nenhum projeto e não havia orçamento para medidas destrutivas. Eles foram levados, passo a passo, um passo de cada vez. Assim, não foi tanto um plano que estava sendo realizado, mas um incrível encontro de mentes, uma leitura da mente de consenso por uma vasta burocracia.
