Amigos e amigas.
Qual é o valor da honestidade? Esta, que
deveria permear cada atitude humana em prol da evolução, do progresso e do bem
estar, é obliterada quando entram em cena a ganância e a sanha por dominância e
poder. Será que se pode afirmar que alguém fica milionário honestamente, sem
nunca ter cometido ou se beneficiado por alguma falcatrua? Afinal, a
corrupção está entronizada nas sociedades, política e economia mundiais que regem nossas
vidas. Seja por ignorância, omissão ou impotência, todos nós somos conspurcados
em algum nível pela imoralidade dessas criaturas malsãs. E quanto maior o
progresso financeiro, tanto maior é o contato com o dinheiro sujo da corrupção
generalizada: drogas, estelionatos, pornografia,...!
Qual é o valor da justiça? Esta, que
tem por premissa primária zelar pela lisura dos atos humanos, distribuindo culpas e inocências
bem ao estilo "A César o que é de César", quase sempre se vê
superlotada, distorcida, vilipendiada e mesmo intimidada e comprada pelo poder do Capital dominado pelos grandes parasitas. Nesse "Quem pode mais, chora menos", os miseráveis e menos abastados superlotam as penitenciárias (vários, injustamente) e a
maior das impossibilidades é um dos "grandes" pagar por seus crimes. Além do quê, o escravagismo que é fomentado e nutrido por essa casta degenerada é determinante na perpetuação e até na institucionalização da injustiça. O
corporativismo ("Salve o meu que eu garanto o seu") grassa sem o menor constrangimento nas altas rodas.
Qual é o valor da paz? Esta, que é
sinônimo de harmonia e equilíbrio, não serve para os usurários que vivem da podridão que causam com seu parasitismo ("A usura é um câncer no azul" - Ezra Pound). Ela não
gera os lucros que eles almejam (fáceis e estratosféricos). Assim como um lago
estagnado ou um céu todo azul, a paz não necessita de loucuras e atitudes
extremas e urgentes. Os "defensores da guerra" (lembram do Obama a
defendendo ao receber o Prêmio Nobel da Paz?) dizem que "a paz cria mofo na humanidade, atrasando em
muito a sua evolução. A guerra sacode a poeira, tira o povinho do marasmo e
injeta sangue novo à vida". Talvez para substituir o que verteu dos milhões de mortos... Então, o "Se vis pacem, para belum" torna-se absoluto.
Perceberam que os três tópicos são
inseparáveis? Se você é honesto, jamais cometerá injustiças. Assim, sempre
viverá em paz com seus semelhantes que não terão motivos para serem desonestos com você. Eu os vejo como o "Tripé de
Humanidade" porque a constante prática deles criaria uma confiança, respeito e
bem querer tão poderosos que tudo o que houvesse de bom brotaria dali.
Eu sempre serei um defensor intransigente
desses três pilares. E se tiver de guerrear para garantir que meu universo seja agraciado por eles, o farei. Tudo que eu acreditar ser uma nódoa sequer que manche seus
brilhos e transparência, eu contestarei, repelirei e combaterei, independente de qualquer vendido ou
coisa pior que venha se opor às minhas idéias e ideais, me combater, me condenar, tentar me dissuadir, me corromper. Se me provarem ou mesmo se eu crer que as contestações às minhas convicções forem mais corretas, não terei nenhum problema em acatá-las, mudar meu rumo. Assim é o dinamismo da vida.
Eu vivo e morrerei com minhas opiniões. Mais uma vez, o maior poeta estadunidense do
século 20, Ezra Pound: "Aquele que não está disposto a morrer por sua
opinião, ou sua opinião, ou ele próprio não vale nada!"
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