Amigos e amigas.
O trecho postado é de um livro de Joaquín Bochaca que mostra como as garras do capitalismo apátrida mundial conseguiram tomar de assalto a economia dos EUA e, por conseguinte, a mundial.
Os vendilhões da humanidade estão entre as piores espécies que existem. Woodrow Wilson, o presidente vendilhão da vez que permitiu a excrescência abaixo, se arrependeu amargamente depois.
De lá para cá, os parasitas se alastraram e se enfronharam nos governos oficiais dos países, contando com as passividade e alienação da boiada humana.
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A
Constituição dos Estados Unidos tinha posto nas mãos do Congresso o direito de
criar e controlar a moeda do país. Mas, a 23 de Dezembro de 1913, com a maioria
dos membros do Congresso a passar férias de Natal em casa, foi votada, de
maneira quase sub-reptícia, uma lei conhecida com o nome de Federal
Reserve Act.
Esta lei autorizava,
grosso modo, a constituição de uma entidade com o nome de Federal
Reserve Corporation e um conselho de diretores (Federal Reserve
Board). Tal lei arrebatava ao Congresso o direito de criação e controle do
dinheiro e concedia-o à Federal Reserve Corporation. O pretexto
dado para a aprovação desta lei insólita foi de «separar a Política do
Dinheiro». A realidade foi que – nesta grande democracia que costuma
apresentar-se como o protótipo ideal dessa forma de governo – o poder de criar
e controlar o dinheiro foi arrebatado aos chamados «representantes do
povo» e concedido a uma empresa privada. E cremos não incorrer no
pecado de juízo temerário se dissermos que uma empresa privada tenderá, por
definição, a obter proveito próprio, coincida ou não este com o interesse geral
da Nação.
O mais grave,
juridicamente falando, deste Federal Reserve Act de 1913 é que
o acordo se arranjou com uma minoria de deputados que, segundo
tudo indica, foram pressionados e subornados; não existia o quórum
necessário... de modo que, mesmo do ponto de vista mais estritamente
democrático, era de todo impossível justificar aquela lei.
O caso, porém, é que
foi aprovada e, desde então, é uma empresa privada que emite o dinheiro do
país mais democrático – e poderoso – do planeta. Desde aquele Natal de 1913, um
número comparativamente pequeno de pessoas – cerca de 8000 – passou a
controlar, emitir, criar e destruir, segundo a sua própria conveniência, o
dinheiro de um país que se supõe ser o estandarte do Ocidente. Essas pessoas,
na sua imensa maioria, nem sequer são americanas de origem. O deus ex
machina deste nefasto Federal Reserve Act foi um
banqueiro de Hamburgo chamado Paul Warburg.
O Federal
Reserve Board emite o dinheiro do país e empresta-o, onerado com juros, ao
governo «legal» dos Estados Unidos. Se, por exemplo, o governo de Washington
necessitar de 1000 milhões de dólares para financiar obras públicas, renovar
armamento, ou o que quer que seja, deve dirigir-se ao Board e
pedir-lhe esse dinheiro. Então, o onipotente Board dá o
seu acordo, na condição do governo lhe pagar juros. Logo que o Congresso dá a
sua autorização, o Departamento do Tesouro imprime 1000 milhões de dólares em
bônus que são entregues ao Federal Reserve Board. Este paga os
gastos de impressão (que rondam os 500 dólares), retira os juros e faz o
câmbio. Então, o governo já pode dispor do dinheiro para cobrir as suas
necessidades.
Quais são os
resultados desta inverossímil transação? Pois, muito simplesmente, que o
governo dos Estados Unidos pôs os seus cidadãos em dívida para com o Federal
Reserve Board numa quantia de 1000 milhões de dólares, mais juros, até
que sejam pagos. O resultado desta demencial política financeira é que, em
menos de 60 anos – de 1913 até 1971 – o povo dos Estados Unidos deve aos
banqueiros do Federal Reserve Board um total de 350 bilhões
de dólares, tendo que pagar um juro de 1,5 bilhão mensais, sem nenhuma
esperança de poder pagar, nem a dívida propriamente dita, nem sequer os juros,
pois ambos aumentam continuamente. 195 milhões de americanos estão
irremediavelmente endividados relativamente a alguns milhares indivíduos mais
ou menos americanizados. O montante dessa dívida é superior ao
valor total de todas as riquezas do país.
Mas há mais: com este
sistema de «dinheiro-dívida», os bônus a que mais acima nos referimos,
são convertidos em valores bancários, com o apoio dos quais os bancos podem
fazer empréstimos a clientes privados. Como as leis bancárias dos Estados
Unidos exigem somente uma reserva de 20%, os bancos do Federal Reserve
Board podem fazer empréstimos até um total de cinco vezes o
valor do bônus que possuem. Ou seja, voltando à transação de 1000 milhões
de dólares que tomamos como exemplo, o Federal Reserve Board pode
emprestar 5000 milhões ao juro «legal». Isto dá-lhe direito aos juros de
6000 milhões... por um custo original de 500 dólares em despesas de impressão!
E como o Congresso abdicou – em tão excelsa democracia – do direito de emitir
dinheiro, a única saída que resta aos industriais, exploradores agrícolas e
comerciantes dos Estados Unidos, quando necessitam de dinheiro para desenvolver
as riquezas do país, é pedi-lo emprestado ao consórcio do Federal
Reserve Board... entregando-se de mãos atadas.
Joaquín Bochaca in «A Finança e o Poder», 1973.